O poço onde era guardado o gelo entre Outubro e Maio, para ser distribuído no Verão.
E detalhes da "fábrica"

milha náutica = 1852 m = um minuto de arco de meridiano
uma das formas de medir o mundo!
distâncias de viagens...
O poço onde era guardado o gelo entre Outubro e Maio, para ser distribuído no Verão.
E detalhes da "fábrica"

Começámos o ano com os celtas e com eles passeámos por lugares mágicos, castros, castelos, cascatas, ilhas misteriosas e áreas protegidas
Corremos a costa de Portugal, por promontórios e falésias, olhámos o Mar Português e “navegámos” no Douro, no Tejo e no Guadiana
Voámos com flamingos, gaivotas, cegonhas e águias, “nadámos” com peixes engraçados e outros menos conhecidos...
Visitámos os Açores, com as suas lagoas, as suas lendas, os seus vulcões e a ponta mais ocidental da Europa
Aterrámos em Moçambique, fomos conhecer a Ilha, rever o farol do Macúti e admirar as Canoas do Índico
Revivemos histórias de reis e das nossas epopeias marítimas e navegámos com as canoas do Tejo e com os moliceiros da Ria
Mergulhámos em Moçambique com golfinhos, mantas e tubarões baleia, nos Açores (nas Flores, na Terceira, no Faial, em São Miguel e no Banco D. João de Castro), em Porto Santo, nas Berlengas e em Sesimbra
Festejámos a fundação de Portugal e a restauração da Independência, revisitámos o nosso passado marítimo, comentámos "Estratégias" e "Planos de Desenvolvimento", demos ideias para o futuro...
(o "14 Juillet", em St Malo)O Milhas Náuticas faz um ano.
"Pomarão, antigamente uma aldeia insignificante, desenvolveu-se muito com a afluência de vapores e navios de vela, que frequentam o porto para carregar o minério e transportá-lo a Inglaterra...
E o antigo posto da Guarda-Fiscal, empoleirado sobre o rio, deu lugar a uma casa abrigo.
in "Terras Portuguesas" VII - Beira Litoral, publicação da SHELL Portuguesa SARL
Para além dos "pexinhos limpadores" passeava-se por lá este Tubarão-de-pontas-brancas-de-recife (felizmente que assim pro longe),

este "peixe rufia manchado" (Naso brevirostris)

e esta enorme garoupa

Vêm-se bem os corais cobertos de algas incrustantes
As minas de São Domingos começaram por ser exploradas pelos romanos e pelos árabes, como é provado pelas galerias que foram sendo descobertas e pelos objectos dessa época que todos os dias eram encontrados na "nova" fase de exploração.

A mina foi "redescoberta" em 1854, por Nicolau Biava e (re)iniciou-se a sua exploração em 1857.
Nesta altura trabalhavam nas diversas dependências da mina uma média de duas mil pessoas. Durante cerca de cem anos foram retirados do subsolo milhões de toneladas de minério, essencialmente pirites de ferro cúprico.
A partir do final da década de cinquenta, a exploração mineira foi diminuindo até que, em 1965, a mina encerra definitivamente, votando ao abandono a "alegre" povoação.
Nos últimos anos, São Domingos ganhou uma nova animação, quer devido à praia fluvial da Tapada Grande, muito procurada nos meses mais quentes, quer devido à Estalagem que entrou recentemente em funcionamento.
Algumas das áreas da antiga mina estão a ser recuperadas permitindo a visitação, e foram colocados painéis informativos, que explicam as características geológicas, a história e o funcionamento da Mina e mostram percursos ao longo de toda a área abrangida, desde São Domingos, até ao Pomarão.
Os peixinhos "limpadores" estão já todos alinhados para começar o "trabalho".

(foto Ivo Rovira/Alinghi)
Por apenas 1 segundo!
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