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21 fevereiro 2023

Cais Palafítico da Carrasqueira

Situa-se na Reserva Natural do Estuário do Sado e é daquelas construções em que o engenho humano resolveu, com simplicidade, um problema.
No estuário do Sado, durante a baixa-mar, os pescadores sentiam bastantes dificuldades em ultrapassar o lodo do leito do rio e aceder às suas embarcações, de forma a poderem zarpar para águas livres e, aí, poderem pescar.
Assim, alguns pescadores, em meados do século XX, mais concretamente nos anos 50 e 60, tiveram a ideia de construir um passadiço de madeira para ultrapassar os efeitos da natureza e aceder mais facilmente aos seus barcos.

Aos poucos, novas estacas de madeira e tabuados foram sendo adicionadas, chegando-se ao pequeno labirinto de passadiços e recantos que hoje em dia existem.

É uma verdadeira obra-prima da arquitectura popular, construída de uma forma irregular, aparentemente frágil sem o ser, que continua a cumprir plenamente a missão para que foi idealizada. 

Ao invés do que aconteceu com o Nautilus aqui, desta vez estava preia-mar. A Serra da Arrábida, sempre presente por aqueles lados, vislumbra-se ao fundo.

10 janeiro 2023

O portinho avieiro de Salvaterra

Em Salvaterra de Magos os apoios à pesca, e especificamente aos avieiros, não se limitam à muito conhecida aldeia de Escaroupim de que já falámos aqui.
A Vala Real de Salvaterra serve também uma marina (ou fluvina), localizada junto ao núcleo urbano. Imediatamente a jusante existem umas instalações de apoio à pesca que incluem um conjunto muito engraçado de armazéns de aprestos, uma rampa de acesso à água e um cais acostável. No jardim adjacente (entre a marina e o portinho de pesca) está um monumento de homenagem da população de Salvaterra de Magos aos homens do mar.

10 dezembro 2022

Homens sem coração

Interrompo aqui a sequência da minha viagem ao Faial & Pico, dado que me ofereceram este pequeno livro auto-biográfico que a Fundação Francisco Manuel dos Santos, em boa hora, decidiu editar na sua colecção «Retratos». Decidi partilhá-lo convosco, já que para além das viagens realizadas na época dos Descobrimentos, a pesca do bacalhau foi, quanto a mim, a segunda grande epopeia marítima em que os portugueses estiveram envolvidos. 

«Guilherme Piló Sales seguiu a tradição dos antepassados pescadores da Nazaré e foi pela primeira vez ao bacalhau com dezassete anos, em 1960. Seguiram-se sete campanhas como pescador à linha nos pequenos barcos dóri, nas águas tempestuosas dos Grandes Bancos da Terra Nova e da Gronelândia, na designada Faina Maior, a Epopeia do Bacalhau, um dos episódios mais esquecidos e mais notáveis da história marítima portuguesa.» 

25 junho 2020

Sesimbra, ao cair da noite

Conheço Sesimbra há mais de cinco décadas e, de vez em quando, gosto de passear por lá... não só pela vila, como também pelo porto de abrigo.
O vento que tinha soprado todo o dia desapareceu e o anoitecer tornou-se sereno e apetecível para andar calmamente junto ao molhe.
Ainda me lembro bem da praia do porto de abrigo que começava logo ali, um pouco à esquerda da rampa dos barcos, onde hoje se situa todo aquele betão e pavilhões pré-fabricados, se calhar necessários, mas que me faz impressão ver.
A última vez que me recordo de ver cavalos-marinhos naquelas águas abrigadas, ainda somente por um único molhe, foi exactamente ali, saído da areia para uma apneia, talvez com os meus 10-11 anos.

06 março 2020

Um passeio a Escaroupim


Há uns dias voltei a Escaroupim, uma das antigas aldeias de avieiros, agora recuperada.

É sempre interessante ver a "ilha das garças", que lhe fica em frente,

e onde habitam e nidificam umas centenas destas aves, cobrindo as várias variedades existentes,

mas também os seus reflexos na água, quando chegam ou levantam voo,

por vezes em grandes bandos (neste caso penso que são gaivotas, importunadas por algum barco que se aproximava).

Também os reflexos dos barcos coloridos são bonitos de se ver.

15 julho 2018

No porto de Setúbal


Há uns dias calhou atravessar o rio Sado de barco e o porto de Setúbal estava cheio de navios e com uma animação de gruas a trabalhar.

Alguns navios eram bem estranhos... Este disseram-me que estava à espera de transportar uma eólica.

Será que o porto de Setúbal finalmente está a mostrar o que vale?




04 janeiro 2018

Gil Eannes: de navio hospital a "centro de mar"


O navio Gil Eannes, desde a última vez em que o retratámos aqui foi bastante remodelado. A zona de "navio" aparentemente não teve alterações,

mas a zona de "hospital" foi bastante remodelada.

Está muito melhor iluminada, abriram mais salas e acrescentaram uns "manequins" bastante ilustrativos.

Nalgumas salas a sensação que se tem é que está lá alguém.

E tem também um novo espaço, com uma entrada separada,

onde está instalado o "Centro de Mar" de Viana do Castelo, com uma justa homenagem ao Professor Ernâni Lopes.

Esse espaço não tive tempo de visitar, vi só que tinha uma exposição sobre a ligação de Viana ao Mar, com muitos postos multimédia, que me pareceu interessante. Terei que lá voltar.

28 agosto 2017

Concelho de Aljezur 1920 - 1963 (II)

Aldeia da Carrapateira (anos 40)
Praia de Monte Clérigo (anos 20)
Vila de Aljezur (anos 30)
Vila de Aljezur: nevão que ocorreu a 2 de Fevereiro de 1954

«Produção 1000 Olhos / Associação de Defesa do Património do Concelho de Aljezur»

21 agosto 2017

Concelho de Aljezur 1920 - 1963 (I)

 Praia da Arrifana (anos 60)
Baía da Arrifana: "vai e vem" que fazia o transporte do pescado do porto da Calheta para o alto da falésia (anos 60)
 Praia da Odeceixe (anos 50)
Vila de Odeceixe (anos 30)

«Produção 1000 Olhos / Associação de Defesa do Património do Concelho de Aljezur»

18 fevereiro 2017

Terminal de Cruzeiros do porto de Leixões


Calhou há dias ir lá a um evento: além de gare marítima o Terminal de Cruzeiros tem também a função de espaço para eventos e ainda aloja os laboratórios e os cerca de 300 investigadores do CIIMAR.
Foi agora eleito como "edifício público do ano":
(clique na imagem para saber mais)

As paredes são forradas de azulejos cerâmicos da Vista Alegre, "arrumados aleatoriamente" para parecerem escamas de peixe.

O edifício desenvolve-se em torno de um núcleo central iluminado com luz natural e o acesso aos pisos superiores faz-se através de uma rampa que envolve o núcleo central.

No primeiro piso está a gare marítima, que proporciona um acesso de nível aos navios (ao fundo (vê-se mal), está o passadiço extensível que liga este corredor ao navio). Neste piso há também um espaço para eventos.

O 2º piso alberga o centro de investigação e, no 3º piso, está um grande espaço aberto envidraçado onde existe também um restaurante (ao fundo) e um auditório.

Alguns detalhes: um aspecto exterior do lado do futuro porto de recreio

e a entrada no 3º piso


Se tiverem oportunidade visitem. O evento onde estive permitiu visitar o edifício e ainda tive a oportunidade de assistir a um pôr do sol fabuloso sobre o mar.
Mais aqui.