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O descarregador da barragem de Abrilongo, agora e há 20 anos atrás, mostra bem a importância das barragens
O que vale é que vai parar ao Guadiana e ainda pode ser aproveitada...
O abaixo, na albufeira da barragem de Idanha / Marechal Carmona, é muito bonito
E embora esta albufeira seja bastante bem gerida, às vezes é mesmo preciso deixar passar a água (neste caso vai parar ao Tejo)
A visita começa nas Casas Altas, que já foi capela, palheiro, celeiro e que agora aloja o Centro de Interpretação da Coudelaria de Alter.
No piso de baixo, sobre as antigas manjedouras estão representados os cavalos (ou éguas) que as utilizariam, e ainda se pode ver uma maquete da Coudelaria e alguns vídeos das éguas.
No piso superior está um núcleo museológico que conta a história da coudelaria, desde a sua fundação, por D. João V, neste local: a Tapada do Arneiro.
Descreve também as raças e o que tem sido feito para o seu apuramento, explicando que apenas a raça Lusitano é considerada como Alter Real (pode clicar na foto abaixo para ampliar)
No núcleo museológico podem também ser vistos muitos objectos ligados à criação de cavalos e à sua lide, bem como histórias diversas sobre os cavalos.
Um dos painéis explica a problemática da utilização dos cavalos nas cidades (pode clicar na foto abaixo para ampliar).
Segue-se depois a visita às várias cavalariças, passando pelo Pátio das Éguas, onde estava apenas a égua que adoptou um poldro órfão.
E depois o Páteo D. João VI, onde no lado exterior estão cavalos de várias raças, principalmente árabes e sorraias.
Este estava mortinho para que lhe fizessem festas...
No lado interior, com uma arquitectura magnífica, estavam os poldros que iam ser desbastados (3 anos ou mais anos) e ouvimos uma interessante explicação sobre como são dados os nomes aos cavalos: cada ano corresponde a uma letra, e a segunda sílaba começa pela letra do nome do progenitor.
O Beirão, com 20 anos e 116 descendentes, é um dos "heróis" da Coudelaria, tendo representado Portugal em várias competições internacionais.
Há uns fins de semana atrás resolvi ir visitar a Coudelaria de Alter. Só que fui num Domingo. Vi muitas coisas, incluindo uns potros bem bonitos mas, onde estavam as éguas? Durante a visita lá explicaram que as éguas durante o fim de semana ficavam no campo com os poldros e só regressavam na 3ª feira a partir das 10h. Como ia ficar na região pedi autorização para regressar na 3ª e ficou combinado...
Na 3ª feira um pouco antes das 10h lá estava eu. Chovia um bocado mas com um poncho impermeável (teve graça porque à entrada me disseram que se quisesse podia usar a sombrinha!!) estava bem abrigada. Era pela porta que dava para o páteo das éguas que elas iriam entrar mas nem vê-las.
Passado algum tempo vi-as ao longe, ainda no campo, a andar calmamente em direcção a casa...
E por fim começaram a chegar... Algumas, talvez mais novas? não gostaram muito de me ver protegida da chuva e tirei o capuz para não as assustar (afinal não sou solúvel na água, podia molhar a cabeça?).
Depois delas entrarem (às vezes demora um bocadinho! se virem o vídeo até ao fim percebem...)
tem que se esperar cerca de 30 minutos até estarem amarradas e, por fim, abrem a porta da cavalariça.
Consegui ir lá dentro, é engraçado vê-las viradas para as manjedouras, sobretudo pelo barulho que fazem a comer...
Alguns dos mais pequenos deitam-se na palha, outros não saem do pé das mães, um outro está numa box com uma "mãe adoptiva" mas por isso tem que ser alimentado a biberon
e alguns ainda estão por nascer...
Saí deliciada (as imagens dificilmente mostram a realidade) e quando me vinha embora ainda vi alguns poldros no campo: os que já não precisam das mães e ainda não têm idade (3 anos) para começarem a ser desbatados e treinados.
Noutro artigo mostrarei o resto (a parte inicial) da visita...