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11 novembro 2018

Victoria Falls: as cataratas vistas do ar


Outra forma bastante interessante de ver as cataratas é a partir do ar.

Há (pelo menos) uma empresa que faz saídas de helicóptero para visualizar as cataratas com voos de 15 minutos que cruzam por cima das quedas de água (linha encarnada na foto de baixo) e outros um pouco mais longos que sobrevoam mais algumas das gargantas do rio Zambeze (linha azul na foto)

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Neste voo fica-se com uma melhor noção da dimensão da linha de cataratas e da altura da queda,

e também dos desfiladeiros do rio Zambeze a jusante das cataratas.

De acordo com a história geológica "recente" de Victoria Falls, o planalto de basalto, sobre o qual corre o rio Zambeze, tem grandes fissuras preenchidas por arenito mais facilmente erodível. As fissuras maiores têm uma orientação aproximadamente Leste-Oeste e estão ligadas por fissuras menores com orientação Norte-Sul. A erosão destas fissuras durante os últimos 100 mil anos foi dando origem a várias posições das cataratas, que vão caminhando para montante.
O rio Zambeze já começou a abrir o acesso à futura linhas de cataratas num dos lados da catarata do Diabo (Devil’s Cataract).

Na figura abaixo estão assinaladas anteriores localizações das cataratas (linhas 1 a 7), a actual localização (linha azul) e as duas mais prováveis localizações futuras (linhas ponteadas a amarelo).

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Na foto de baixo vê-se a zona alagada a montante das cataratas, percebendo-se também onde poderão vir a localizar-se no futuro.

Mais sobre Victoria Falls aqui e sobre a sua história geológica aqui.

20 agosto 2018

Victoria Falls: chegada às cataratas


Depois do passeio pelo Botswana chegava a altura de irmos visitar as Cataratas de Victoria, ou Mosi oa Tunya que significa "o fumo que troveja".
O primeiro desafio era atravessar a fronteira entre o Botswana e o Zimbabwe, o que com a confusão de camiões não parecia fácil.


Mas afinal o que gerava os engarrafamentos eram mesmo os camiões e autocarros cheios de turistas e as pessoas como eu que entretanto perceberam que não iam poder levantar dinheiro no Zimbabwe (simplesmente porque não havia...) e que ali se podia pagar o visto com o cartão de crédito o que era um processo mais lento do que simplesmente entregar os 30 dólares.
Mas no fim de contas demorámos bastante menos do que as 2 horas previstas.
E achei interessante a "parceria" entre o Zimbabwe e a Zambia que permite tirar um visto válido para os dois países. Fiquei depois a saber que mesmo sem o visto duplo, em Victoria Falls há um acordo de fronteira que permite a quem esteja na Zambia, o lado menos interessante das cataratas, dar um pulinho ao Zimbabwe durante uma hora.


Mais uma hora de viagem e fomos já almoçar em Victoria Falls, uma vilazinha bem conservada, dominada pelo troar da água a cair. Largámos a bagagem no hotel, confirmaram-nos que não seria necessário levar protecção para a poalha de água (e se fosse preciso o guia da visita equipava-nos com ponchos) e seguimos para o centro de interpretação onde nos foi dada informação sobre as cataratas: ficámos assim a saber que são a maior queda de água do mundo (107 m de desnível) e uma das mais importantes em largura (1,7 km) e caudal (1,1 mil m3/s, em média).
Entrámos pela "floresta de chuva" (rain forest) e o som da água a cair ia crescendo, até que chegámos à primeira paragem onde tínhamos uma primeira visão das cataratas.


Lindas! Era uma visão (e um som) de cortar a respiração, mesmo estando já na segunda quinzena de Agosto e por isso já no fim da época seca (dizem que não se deve ir no fim da época das chuvas porque com a poalha de água não se vê mesmo nada das cataratas, além de se ficar molhado até aos ossos).

Na margem direita daquela parede de água estava a queda de água com maior caudal: a Devil's cataract. Dizem que será aqui que ficará a futura parede de Victoria Falls, mas essa explicação virá numa próxima publicação.

E depois os quase 2 km de quedas de água.


(continua)