Mostrar mensagens com a etiqueta África austral. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta África austral. Mostrar todas as mensagens

22 janeiro 2022

De Regresso à Reserva Especial de Maputo (3)

Na lagoa Xingute esperavam-nos uns hipopótamos.
E um pouco mais à frente havia uma península de areia com um grande "catálogo" de aves, umas no choco, outras a debicar no capim, provavelmente à procura de comida, e ainda outras apenas "a olhar", todas bem guardadas por uns crocodilos bem grandes.
Depois do piquenique à beira do lago era hora de começar a pensar no regresso.
Tornámos a passar pela "lagoa" onde estavam os elefantes, que entretanto tinham seguido viagem, mas encontrámos este magnífico macho de inhala, "trajado" e "penteado" a rigor.
Já não dava tempo para ir ao miradouro dos changos mas eles vieram ver-nos à picada. Há mesmo muitos por lá, sempre aos pares. Um pouco mais à frente estava uma manada de bois-cavalos (ou gnus), com algumas crias que, não sabia (nem me lembro se tinha alguma vez visto crias desta espécie), mas têm a pelagem bastante mais clara do que os adultos. E demos outra vez com os "nossos" elefantes, aqui ainda mais escondidos pelo capim. E já a caminho da "porta" um grupo de pivas, ou inhacosos, fêmeas, vieram despedir-se.
Até a uma próxima!
Uns dias depois, a Reserva Especial de Maputo e a Reserva Parcial Marinha da Ponta do Ouro foram "promovidas" a Parque Nacional de Maputo.

29 dezembro 2021

De regresso à Reserva Especial de Maputo (2)

A caminho da planície (ou antiga lagoa) onde estavam os elefantes cruzámos com um grupo de pivas (inhacosos). Como muitos destes antílopes vieram do Parque nacional da Gorongosa ainda estive a ver se reconhecia algum mas acho que não...
Na zona onde estavam via-se bastante água, ou seja, ou é mesmo uma antiga lagoa ou a chuva das últimas semanas alagou bastante a planície.
É engraçado ver a protecção dos pequeninos. Este estava "abrigado" debaixo da tromba da mãe e rodeado por bastantes adultos. Também andavam por lá uns facocheros que quase não se viam escondidos pelo capim. Estes estavam numa clareira, possivelmente já "desbastada" por eles e pelos elefantes. O grupo de elefantes era muito interessante, com muitos pequeninos o que é bom sinal! E como a fome já apertava fomos até à beira da lagoa Xingute para um bem merecido (e bem fornecido) piquenique

27 dezembro 2021

De regresso à Reserva Especial de Maputo (1)

De passagem por Maputo, e porque não havia grandes alternativas (a Gorongosa estava fechada, as praias também, à Inhaca só se conseguia ir ao fim de semana e no barco da carreira), tentámos juntar um grupo e arranjar um programa para ir espreitar a Reserva Especial de Maputo. O que também não foi fácil, primeiro só arranjávamos um carro fechado, depois havia um carro aberto mas afinal não estava pronto e por fim lá conseguimos desencantar uma agência que fazia o passeio para grupos "fechados".
A saída de Maputo também não foi fácil: o motorista que nos ia buscar foi ter connosco ao local errado e só depois de acordar várias pessoas demos com ele, e entretanto o rapaz estava tão confuso que achámos melhor ir pelos nossos meios... Ou seja, chegámos à entrada da reserva quase duas horas depois do previsto.
Mas pronto, tínhamos um bom comité de recepção logo depois de entrar na reserva. Primeiro um grupo de zebras e bois-cavalos (há quem lhes chame gnus), ver foto de cima. É engraçado como estas duas espécies costumam conviver, qual será a sinergia entre elas?
E a seguir um grupo de impalas. Estas é "costume" estarem ali perto da entrada, aliás nunca (bem, também só lá fui duas vezes) as vi em mais lado nenhum.
Um pouco mais à frente estava um grupo de girafas também a dar-nos as boas vindas. Quer dizer, uma delas andava entretida com umas folhagens mas as outras (eram umas cinco) cumprimentaram-nos devidamente. Depois de inúmeras fotografias às girafas seguimos viagem até uma antiga lagoa, onde entrámos por uma picada que a ladeava. E o que encontramos? mais girafas! Desta vez era só uma família: macho, fêmea e juvenil. O macho estava mais afastado e aproximou-se da família, provavelmente para tomar conta? ou seria para que pudessemos fazer uma "foto de grupo"? Regressámos pela mesma picada e, inédito! um chacal. Nunca tinha visto nenhum no mato e não fazia ideia que existiam por ali. Cruzámos também (e mais uma vez, aliás foram muitas que eles abundam na reserva) com um casal de changos que, desta vez, não fugiram (logo) aos saltos quando nos viram. Continuámos a viagem até à lagoa Xingutu, onde seria o piquenique do almoço, mas descobrimos ainda uma inhala curiosa que nos espreitava meio disfarçada entre as folhagens. E pouco depois, numa outra antiga lagoa, lá estavam eles! os elefantes que deram o "petit nom" à reserva: "reserva dos elefantes"! O almoço teria que esperar, íamos primeiro ver os elefantes. E o resto contarei depois...

15 abril 2020

Victoria & Alfred Waterfront (4): o Museu Marítimo


Quando passeava pela Waterfront descobri este museu (o Maritime Centre). É pequenino, basicamente duas salas num primeiro andar, mas muito interessante.
Tem algumas embarcações antigas, muitas fotografias,

maquetes, dos navios que escalavam Cape Town em tempos idos,

e muitas histórias de viagens para Inglaterra, e não só.


Uma das pinturas em exibição é muito elucidativa do que seria o aspecto da Montanha da Mesa/Table Mountain para os navegadores, ou seja, o verdadeiro "Mostrengo" é claramente a montanha e não o "cabo das Tormentas" que, como já mostrei aqui, é muito pouco impressionante.

Mas o mais interessante é mesmo esta maquete do porto de Cape Town, que não só retrata o porto mas também os navios que o utilizavam,

e que foi terminada, em 1885, pelos prisioneiros e guardas da vizinha prisão do Breakwater.

Mais (pouco mais) sobre o museu aqui.

10 janeiro 2020

Ainda a propósito de elefantes...

Nada melhor que um banho de lama, seja lá em que altura for...
depois, seguem para outras paragens, com as crias sempre vigiadas.
Este enorme exemplar cruzou-se connosco no caminho e, claro, tivemos de o deixar passar.
Quando a fome aperta, são muitos músculos a puxar e triturar vegetação.
Quase sempre depois de se terem esparramado na lama ou de terem bebido água.
Satisfeitos, vão-se embora e nós ficamos a vê-los... calados, com o carro desligado e com um enorme respeito por estes magníficos animais.

31 dezembro 2019

Victoria & Alfred Waterfront (3)


As mais espectaculares recuperações serão as dos antigos silos. Os primeiros e mais pequenos foram convertidos em sedes de grandes empresas, mas interessava que o então edifício mais alto da cidade do Cabo tivesse uma utilização diferenciada, que foi debatida durante vários anos. Acabaram por se juntar a intenção de criar um museu de arte com significado cívico com a vontade de Jochen Zeitz em construir uma colecção, de classe mundial, de arte contemporânea de África e da sua diáspora e assim nasceu o Zeitz MOCAA.

O projecto foi entregue ao Heatherwick Studio, com o encargo de transformar 42 tubos de betão com 33 metros de altura e 5,5 m de diâmetro num espaço que não só mantivesse as características do projecto industrial inicial mas que assegurasse também uma vasta área para albergar um espaço de exposições com a qualidade pretendida.

Não visitei as exposições, mas o trabalho de adaptação parece estar muito bem conseguido.

Mais informação sobre o museu e as suas exposições pode ser consultada aqui.

Outra recuperação de silos deu origem ao hotel Radisson Red onde souberam também manter um carácter "industrial", utilizando chapas metálicas

e jogando com o contraste entre as paredes de betão e fachadas envidraçadas sempre recorrendo a estruturas metálicas.

Para me "despedir" da cidade do Cabo falta ainda um engraçado museu, o Museu Marítimo, mas sobre esse falarei em 2020.

29 dezembro 2019

Victoria & Alfred Waterfront (2)


Mas não foram só os armazéns do Victoria Wharf a serem recuperados: todos os edifícios à volta das docas têm novas funções, lojas, hotéis, restaurantes, museus, e ainda grandes espaços para venda de produtos de gastronomia e de artesanato, como nas fotografias acima e abaixo,

ou até para alojar o Aquário dos 2 Oceanos.

Há também alguns contrastes como o desta velha torre com a moderna roda gigante,

ou o edifício envidraçado que mostra o barco de socorros a náufragos,

e ainda uma ponta levadiça que dá acesso a uma outra bacia interior e que não consegui perceber se era moderna ou recuperada.

E depois há outras "recuperações" como as que deram origem a estes engraçados animais

que "pastavam" em frente a uma loja de antiguidades e curiosidades.