15 julho 2018

No porto de Setúbal


Há uns dias calhou atravessar o rio Sado de barco e o porto de Setúbal estava cheio de navios e com uma animação de gruas a trabalhar.

Alguns navios eram bem estranhos... Este disseram-me que estava à espera de transportar uma eólica.

Será que o porto de Setúbal finalmente está a mostrar o que vale?




05 julho 2018

Um passeio no Botswana - 10º dia: ainda no parque nacional de Chobe


O que achei mais extraordinário neste parque foi a proximidade a que conseguíamos chegar dos animais. Alguns não nos ligavam nenhuma.

Outros olhavam para nós quando nos aproximávamos mas continuavam na vida deles.

É que nem os "picabois" (ou "picabúfalos"?) de bico encarnado (Buphagus erythrorhynchus) se incomodavam connosco.

Provavelmente têm tantos visitantes (na altura em que andávamos por lá e que é uma das horas de ponta por ser o fim do dia, estavam pelo menos uns 30 carros de visita...) que acharam que o melhor seria não ligar.

Mas não tenho a certeza se é bom, se é mau. Eu por mim prefiro quando os animais mantêm alguma distância "de segurança" ou fogem, sempre é mais normal...

(continua...)

30 junho 2018

Um safari no Botswana - 10º dia: rio Chobe

No 10º dia viajámos desde os Makgadikgadi pans até Kasane, na margem do rio Chobe, que pouco depois desagua no rio Zambeze que define a fronteira entre o Zimbabwe e a Zâmbia.
A tarde seria supostamente para descansar mas de facto, não há descanso melhor do que fazer um safari para ir ver bicharada ;)


O rio Chobe, que se vê ao fundo, é a fronteira entre o Botswana e a faixa de Caprivi na Namíbia. Esta fronteira foi objecto de disputa porque existe uma grande ilha com terrenos muito férteis no meio do rio. A comissão internacional de limites decidiu em favor do Botswana dado que o braço do lado Sul tinha menos caudal.
No braço principal do rio, lá ao fundo, vê-se um barco de turismo. Aliás ao fim do dia o rio está cheio de barcos a fazer os passeios de pôr do sol.

A ilha principal e as ilhotas do braço do lado do Botswana são o paraíso dos elefantes, dos hipopótamos, dos crocodilos e de muita passarada.

Os hipos tanto andam por fora de água a pastar capim, provavelmente por não estar muito calor, como se juntam em grandes grupos dentro de água.

As famílias de elefantes também não andam muito longe da água.

Parece que os banhos de lama são muito apreciados pelos adultos

mas também pelos mais pequeninos (clique na montagem para ampliar).

Ao fim do dia regressam para "terra" e desaparecem na floresta. Os da foto de baixo já os vimos bem longe do rio no regresso "a casa".

(continua...)

23 junho 2018

Lagoas de Quiaios

Situadas nas «Matas Nacionais», existem três lagoas, facilmente acessíveis, que podem passar despercebidas, mas que vale a pena visitar, não só pela surpreendente dimensão das massas de água que as constituem, como também pela abundante vegetação que as rodeia e que proporcionam um enquadramento bastante bonito.
Lagoa da Braças, também conhecida pela Lagoa das Três Braças, situada mais a Sul.
Lagoa da Vela, que é a maior e mais interessante, segundo os entendidos, para a observação de aves.
Lagoa da Salgueira, também conhecida por Lagoa da Tocha, é a que se situa mais a Norte, sendo a mais pequena das três.

13 junho 2018

Quando a Terra arde...

A Este de Quiaios, no Verão passado,
a floresta, assente há muito naquelas areias, ficou neste estado...
Apesar do infortúnio, existe uma "beleza" na paisagem
que acaba por nos surpreender.
As árvores, algumas, insistem em renascer!

27 maio 2018

Um safari no Botswana - 9º dia: Makgadikgadi pans


(clique na imagem para ampliar)
Saímos de Maun, desta vez definitivamente, em direcção a Nata onde iríamos ficar uma noite para poder visitar os Makgadikgadi pans. Que são o que resta de um enorme lago interior, o lago Makgadikgadi, que agora não é mais do que um grande conjunto de "pans", ou seja lagos mais pequenos, separados por faixas desérticas, e que em muitos casos só têm água numa parte do ano. Já tínhamos atravessado um bocadinho desta imensa planície salgada no 2º dia, quando fomos do Santuário Khama Rhino até Maun, na estrada que contorna os "pans" por Sul e Poente (e que é também a que separa os "pans" do Kalahari Central).
Pelo caminho tivemos sorte: pouco depois de passarmos por Gweta tivemos que fazer um desvio porque a estrada estava alagada e demos com este grande grupo de flamingos.


Ao fim da tarde saímos para visitar o Santuário para a Avifauna de Nata que se localiza na zona Nordeste do Sua Pan, o maior dos Makgadikgadi pans, com quase 5 mil km2. A época do ano não era a melhor dado que os diversos guias dizem que nesta zona existe muito pouca vida selvagem na época seca devido a apenas existir água salgada mas que depois das chuvas este é um habitat importante para as espécies migradoras, incluindo zebras, bois-cavalos, os predadores que os perseguem e, sobretudo, para as aves migratórias com destaque para as várias espécies de flamingos (o Sua Pan é um dos locais mais importantes em África para a reprodução dos flamingos rosas (Phoenicopterus roseus), tendo também alguma importância para a reprodução do flamingo-pequeno (Phoenicopterus minor)).

De onde em onde viam-se alguns bandos de aves cruzando o céu mas as primeiras que vimos mais de perto, depois de entrar no santuário, foi este bando de avestruzes. Que não foram fáceis de fotografar porque, apesar de não estarem a "enterrar a cabeça na areia", estavam sempre de cabeça baixa e por isso escondida pelas ervas.

Seguindo até à borda do Sua Pan fomos vendo, nalguns dos lagos mais pequenos, alguns flamingos, ao longe, uns pelicanos, mais perto,

e finalmente, quando já estávamos à beira do Sua Pan, um bando de flamingos sobrevoou-nos suficientemente perto para dar fotos bonitas.

E ali ficámos, à beira de uma imensidão de água salgada, sem ondas...

para ver um bonito pôr do sol.

22 maio 2018

Um safari no Botswana - 8º dia: voando sobre o delta


E era o dia de regressarmos a Maun. Pelo caminho fomos encontrando alguma bicharada: elefantes, manguços, abetardas, galinhas do mato aos magotes, mas o mais relevante foi mesmo o voo sobre o delta que fizemos a meio da tarde.
Finalmente ficávamos com uma noção do que era o delta do Okavango, mesmo fora da época das cheias.

Um grande sistema de rios e de lagos, nalguns casos cobertos das tais "relvas flutuantes" onde se viam os sulcos dos "mokoros" e dos animais que as atravessavam.

De vez em quando víamos umas pontes de madeira, como as que tínhamos atravessado quando fomos para o acampamento,

e também elefantes a banhar-se

ou grandes manadas de búfalos nas zonas mais "terrestres".

De onde em onde havia zonas de floresta

mas o que era mesmo impressionante era a quantidade de ilhotas e canais a perder de vista.

Recomendo!

13 maio 2018

Recordando Sagres


Desta vez resolvi ir ao baú. E recuperar umas fotografias com 30 anos.
Da zona de Sagres.
Em cima e em baixo a costa do lado do Martinal.

E uma "rosa dos ventos", ou talvez um relógio solar, um círculo dividido em 48 sectores, que foi desenterrado em 1919.

E por fim a actividade da pesca,

com barquinhos bem coloridos.