17 novembro 2019

Signal hill: o toque do meio-dia


Signal hill, ou seja a "colina do sinal" faz parte de uma formação que inclui, no lado oposto, a "cabeça do leão" (Lion's head). Na foto de cima, tirada da Table Mountain vê-se a Lion's head do lado esquerdo e a Signal hill do lado direito. Na foto abaixo, a "cabeça do leão" vista de Signal hill.



Esta colina é muito procurada para passeios pedestres e como ponto de lançamento de parapente (deve ser um voo bonito sobrevoando a cidade do Cabo).

Mas o que lhe dá o nome é o tiro de canhão que todos os dias assinala o "meio-dia".

Neste caso visto da Waterfront, a zona das marinas e porto de pesca da cidade do Cabo.

07 novembro 2019

Na Serra da Estrela: um dos caminhos da água


No meu passeio pela Serra da Estrela, o Poço do Inferno, que já tínhamos mostrado aqui, era passagem "obrigatória", até para o fotografar com água mas também com sol.
E valeu a pena! Não só pelo Poço do Inferno mas também para descobrir a ribeira de Leandres onde este se localiza.

Pelo cartaz, que ilustra um percurso de canyoning ao longo da ribeira (clique no esquema para ampliar), é possível perceber que existe um conjunto de cascatas e piscinas mas onde algumas delas só são mesmo acessíveis com o auxílio de cordas (ver mais aqui).
Ou seja, logo acima da cascata principal, por trás destas escarpas rochosas, haverá mais uma piscina.

Será que é tão bonita como aquela que é conhecida como o Poço do Inferno e onde os véus de água dão imagens lindíssimas?

Desta lagoa, porventura a mais procurada, a água continua o seu trajecto até uma outra piscina localizada quase ao nível da estrada.

A partir daí o caminho da água é menos espectacular, muito escondido pela vegetação, mas nessa zona existe um percurso pedestre muito agradável com inúmeros bancos e ainda umas plataformas dotadas de mesas de piquenique.

Vale a pena continuar a descida até mais uma pequena lagoa, e depois, parece que só mesmo com cordas, até às lagoas finais...

31 outubro 2019

Samhain: um novo ano que começa

Esta é a noite de transição entre a estação clara e a estação escura, dando início a um novo ano. Mas é também a noite em que se estabelece o contacto entre o mundo em que vivemos e o outro mundo, o dos deuses, e uma das passagens é através da água.

Bliadhna mhath ùr duit!! Bom Ano Novo!

27 outubro 2019

Namíbia / Etosha IV

Na parte central do Etosha, existe uma depressão a que chamam o Pan de Etosha. É uma área plana, desértica e salina, que ocupa uma área de cerca de cinco mil quilómetros quadrados. 
Ao longe, parece um enorme lago e poucos se aventuram a atravessá-lo. No entanto, quando chove, a grande maioria desta área transforma-se numa lagoa para onde, dizem, são atraídos enormes bandos de flamingos e pelicanos.
Os javalis africanos convivem serenamente com as outras espécies.
Quando a sede aperta.
Os gnus passeiam descontraidamente, embora sempre atentos...
e, os esquivos springboks, pintalgam a paisagem aqui e ali. Quase no fim do dia, três leoas passeiam-se mesmo ali, à nossa frente. Embora tenhamos ouvido registos da localização de bastantes leões, este foi o único bando  que vimos. Agora, era hora de voltar ao lodge e, na manhã seguinte, regressar a Windhoek, para passarmos o nossos últimos tempos na Namíbia.

21 outubro 2019

Namíbia / Etosha III

E a fábula continuava... avestruzes
chacais e galinhas-do-mato...
marabu...
dik-dik...
rinocerontes pretos...
e, ao fim da tarde, um leopardo a descansar...

18 outubro 2019

Namíbia / Etosha II


A posição em que as girafas se colocam para beber água, mostram que a altura trás alguns problemas quotidianos...
Numa planície, localizámos estas chitas, bastante longe...
As crias são todas iguais quando o sono chega; independentemente do local, adormecem...
São realmente magníficos; numa feira de rua em Swakopmund, tive o privilégio de encontrar e comprar uma bengala lindíssima feita de corno de órix, com um suricata de madeira, talhado à mão e encastrado, como cabo. 
Pois... aqui não será o chamamento da selva, mas do Etosha era de certeza! Junto a um waterhole, centenas de animais de todas as espécies, excepto carnívoros, aglomeravam-se desta forma. 
Estivemos bastante tempo, com o carro parado, a contemplar um espectáculo inesquecível que, ao longo dos dias que por lá andámos, não se tornou a repetir. 

14 outubro 2019

Ainda no Geopark da Serra da Estrela: as Salgadeiras


As Salgadeiras são um conjunto de lagoas, de baixa profundidade e de origem glaciar, que se localizam na zona mais alta da Serra da Estrela e bastante perto da estrada que liga a Torre ao Sabugueiro, do lado direito, pouco depois de passar a estância de ski.
As lagoas são francamente bonitas e a paisagem em volta é deslumbrante. Vale bem a pena o passeio, de lagoa em lagoa, nem percebi quantas são: à frente há sempre mais uma.


Os pequenos espelhos de água, relativamente abrigados do vento, dão origem a uns reflexos bem bonitos dos blocos de granito e das plantas silvestres.

As rãs (e as relas) também fazem parte da paisagem e, pelo menos na Primavera e início do Verão, quando ainda há bastante água, são exímias em dar concertos que vão em crescendo à medida que se aproxima o fim do dia.

Algumas das camadas rochosas têm também uns efeitos curiosos, como esta espécie de calçada dos gigantes.

Esta foi a lagoa de que gostei mais, com ar de "piscina infinita". Se estivesse mais calor (ainda havia manchas de neve na proximidade apesar de já ser Verão) teria arriscado o banho.

06 outubro 2019

Namíbia / Etosha I

E eis-nos chegados ao Parque Nacional de Etosha. Criado em 1907 pelo governador da então colónia alemã de África do Sudoeste, este território não era vedado, permitindo assim a migração dos animais; ocupava na altura cerca de oitenta mil quilómetros quadrados.
No entanto, ao longo do século XX foi sofrendo reduções até 1970, ano em que atingiu a sua área actual, com cerca de vinte e três mil quilómetros quadrados. 
As condições existentes no Etosha fazem-no único no que toca à observação da vida animal, dado que a aridez do terreno e a escassez de pontos de água faz com que os animais, mais cedo ou mais tarde, se reúnam nos waterholes.
No entanto, ao longo dos três dias que por lá andámos, pudemos constactar que todo o parque fervilha de vida, mesmo nos locais mais inóspitos.
Percorremo-lo sem recorrer a guias e, francamente, não nos arrependemos, já que a autonomia que tivemos não impediu, de forma nenhuma, a localização dos animais; aliás, não foi uma nem duas vezes que os próprios guias do parque paravam e nos diziam onde tinham observado determinado animal.
Pernoitámos no Mondjila Safari Camp que fica a uns 30 quilómetros de uma das portas de entrada. Bastante acolhedor e com funcionários muito simpáticos. À noite, os empregados davam-nos as últimas novas sobre alguns avistamentos e nós, hóspedes, trocávamos impressões nas mais diversas línguas sobre o que se tinha passado durante o dia, sobretudo se tivéssemos visto algum dos animais mais esquivos.

20 setembro 2019

Table mountain, a "Montanha da Mesa"


A Table Mountain, ou Montanha da Mesa, ou será o Adamastor? (parece-me mais provável que tenha sido este conjunto de montanhas a impressionar os nossos navegantes do que o "pequeno" cabo da Boa Esperança) domina a cidade do Cabo e os arredores, aliás divide mesmo ao meio a península que culmina no cabo da Boa Esperança. É muito bonita vista de baixo mas depois de lá ter ido acima fiquei na dúvida que tivesse valido a pena.
O preço nem é caro - cerca de 20 euros - e comprar o bilhete até é relativamente rápido, mas a espera pelo teleférico é grande: quase 2 horas, à torreira do sol, até embarcar.

Nas fotos dá para perceber onde começava a fila (o edifício do teleférico é aquele que se vê ao fundo), que só no fim é que há algum ensombramento, e que, mesmo depois de chegar ao edifício, ainda há que subir uma rampa grandinha.

Enfim, enquanto se espera vai-se tirando umas fotografias da cidade e do porto, lá em baixo,

e do percurso que faz o teleférico até chegar lá acima.

Mas depois, quando se chega ao topo não há grande matéria para entusiasmo, talvez porque a espera foi muita, porque para comprar uma garrafa de água e qualquer coisa para comer só há um bar/restaurante muito confuso, só se vê um conjunto aplanado de pedras, com uns caminhos definidos e, de onde em onde, um painel explicativo

A paisagem é bonita mas do lado da cidade é quase igual àquela para onde se esteve a olhar durante mais de uma hora

e do lado do mar é semelhante àquela que se tinha visto noutros passeios (por exemplo a caminho do cabo da Boa Esperança).

Ainda o mais interessante foi ver um painel explicativo sobre a "Aquada de Saldanha", o navegador português que chegou à cidade do Cabo em 1503, e que delineou um sistema de recolha da água da montanha para abastecer a cidade, sistema esse que as autoridades locais estão a (pensar) recuperar para minimizar a escassez de água que a cidade enfrenta periodicamente (a foto dá para ampliar).