13 agosto 2022

Baixa-mar

O fim da tarde estava sereno e um passeio junto ao Tejo impunha-se.
Apanhei a máxima da vazante e fui observando
os efeitos que os escorrimentos da água fazem no lodo. Bonito.

08 agosto 2022

Gorongosa 2022: o penúltimo dia de manhã, no Santuário

Ainda nem tínhamos entrado na zona do Santuário, mesmo junto à antiga rede, uma pala-pala! (ou palanca negra, Hippotragus niger) o meu antílope preferido. Fotografei logo, embora estivesse contra luz, não fosse fugir.
Mas não, recuámos um pouco, devagarinho, e ela não só se manteve como parecia estar a fazer poses para a fotografia.

Assim foi possível fotografá-la de lado, de frente,
e até fazer um "close-up" para ver os "picabois" de bico encarnado (Buphagus erythrorhynchus) que se ocupavam dos parasitas.
Embrenhámo-nos no santuário, por umas picadas muito pouco "pisadas", embora fossemos vendo pelo caminho os vestígios de uma grande manada de elefantes que por lá terá passado. Ao longe íamos vendo os boi-cavalos ou gnus (Connochaetes taurinus) mas bastante ariscos e por isso quase impossíveis de fotografar (a pouca utilização desta zona leva a que eles ainda não estejam habituados à presença dos carros de safari). Por fim, uma manada mais corajosa (ou curiosa) deixou-se fotografar! e quando parámos para o habitual "café da manhã" (desta vez não havia biscoitos o que deixou o guia muito zangado ;) ), houve um outro grupo que ficou a observar-nos de longe.
Foi um bonito passeio e as tsé-tsé praticamente não nos incomodaram, ou seja, ir até ali pela fresca parece ser uma opção.

05 agosto 2022

Gorongosa 2022: o penúltimo dia, de manhã cedinho

À hora a que saem os safaris o sol já subiu no céu, por isso é preciso ser pontual, o que nem sempre acontece: às vezes ficamos uns 10 a 15 minutos à espera de alguém. Desta vez como éramos só eu e o guia correu bem. Optámos por ir em direcção ao santuário (tenho sempre algumas reticências porque por lá há muitas moscas tsé-tsé bastante "picantes", mas achámos que pela fresca talvez corresse bem...) E foi a nossa sorte, senão não teríamos visto este pequeno grupo de elefantes que teriam pouco antes atravessado a estrada e entrado na floresta: os primeiros (e os últimos) desta visita ao parque. Este ficou a olhar para nós e os outros seguiram. Entrámos também no mato e lá estava ele, provavelmente a proteger a retaguarda de um grupo "invisível". Ainda posou para umas fotos, mas não consegui perceber se também tinha os olhos amarelos, e seguiu viagem. E nós também em direcção do santuário.

29 julho 2022

A "Expo" vista do alto

Há dias estive numa recepção de fim do dia, no último piso de um dos edifícios do Parque das Nações.
O Oceanário parecia flutuar na água e o Santa Maria Manuela estava certamente nos preparativos para uma próxima viagem.

24 julho 2022

Gorongosa 2022: os dias do meio

A parte "difícil" de dar 12 dias de aulas seguidos é passar várias vezes por dia em frente aos portões que dão acesso aos safaris e não poder ir...
O que vale é que dentro do Chitengo nos podemos divertir a ver os facocheros (Phacochoerus africanus) a dar cabo da relva.
ou uns escaravelhos a empurrar uma bola de "terra" maior do que eles... E no acampamento dos cientistas (que não tem rede nalgumas zonas, incluindo por trás do meu bungalow) de vez em quando temos uns bónus: é giro acordar de manhã e ter uns inhacosos (ou pivas; Kobus ellipsiprymnus) a descansar no "quintal", ou ver uma família de imbabalas (Tragelaphus sylvaticus) a comer tranquilamente mesmo em frente à porta, sem se incomodarem grande coisa com a minha presença.

19 julho 2022

Gorongosa 2022: o fim do segundo dia

E afinal, mas com muitos desvios porque a estrada estava mesmo bastante alagada, conseguimos chegar ao Mussicadzi. Víamos ali perto a Casa dos Leões mas o caminho até lá parecia bastante ensopado, e ao fim do dia e sem grandes árvores para ajudar a desatascar era melhor não arriscar... Já não dava para grandes fotos, afinal tínhamos gasto bastante tempo com os leões e, sobretudo, a tentar encontrar um caminho para chegar ali. Mas deu para o habitual gin tonic, e ainda uns amendoins, enquanto víamos as mudanças de luz e de cor do por do sol. Quando regressávamos, cruzámos no caminho com os 2M que regressavam também "a casa", provavelmente mais perto do Urema.

17 julho 2022

Gorongosa 2022: o segundo dia, de tarde

Quando saímos o guia perguntou se eu queria ver leões: os 2M, os novos "senhores" da Gorongosa estavam ali perto. Fomos lá, até porque ainda não os conhecia (a menos que sejam os dois que "descobri" há uns anos). Estavam no fim da pista de aterragem, um a revirar os olhos, o outro tranquilamente à sombra. Como não nos ligavam nenhuma seguimos viagem. Para onde? Eu queria o Mussicadzi/Casa dos Leões, mas o guia disse que essa zona estava muito alagada e não dava para chegar lá. Sugeriu o Santuário mas ainda me lembravas das picadas das moscas tsé-tsé que tinha apanhado há uns anos, logo nem pensar. Propus a picada do Urema (de que eles não gostam, aliás o guia disse logo que estava alagada, o que não fazia sentido porque como é a antiga "estrada nacional" está mais bem construída que as outras). E fomos. De facto não estava nada alagada mas a vegetação ainda estava muito alta e não se via nada pelo que regressámos.
No regresso fizemos um desvio até ao Pungué para tentar ver animais, principalmente elefantes, mas nada...
Fomos ver se os leões ainda lá estavam. De lá vinha uma pick-up do científico, perguntámos pelos leões, não os tinham visto. Quando dissemos onde estavam concluíram que tinham estado bem perto (e fora do carro). Aliás, uma das cientistas fazia tranquilamente um treino a correr na beira da pista. Foram avisá-la e nós voltámos lá. O primeiro dormia completamente "esparramado", devem ter comido mesmo bem... O segundo nem se tinha mexido de onde estava antes. E seguimos. Íamos ver se conseguíamos chegar perto do Mussicadzi (ou do Urema) para ver o pôr do sol... Pelo caminho cruzámos com um grupo mesmo, mesmo grande de impalas.

10 julho 2022

A Nau Catrineta e outras histórias (2)


Os outros painéis contam outras histórias, que incluem cenas da vida rural (acima), provavelmente de um "regresso à terra" de um marinheiro, e (abaixo) imagens da vida do porto de Lisboa, incluindo as vendedeiras de peixe,

os varinos, fragatas e rebocadores,
e até as tarefas de cargas e descargas.
Abaixo (clique na foto para ampliar) a história da Gare Marítima de Alcântara e dos seus painéis. Também é interessante ver a "vida actual" do porto.