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15 abril 2020

Victoria & Alfred Waterfront (4): o Museu Marítimo


Quando passeava pela Waterfront descobri este museu (o Maritime Centre). É pequenino, basicamente duas salas num primeiro andar, mas muito interessante.
Tem algumas embarcações antigas, muitas fotografias,

maquetes, dos navios que escalavam Cape Town em tempos idos,

e muitas histórias de viagens para Inglaterra, e não só.


Uma das pinturas em exibição é muito elucidativa do que seria o aspecto da Montanha da Mesa/Table Mountain para os navegadores, ou seja, o verdadeiro "Mostrengo" é claramente a montanha e não o "cabo das Tormentas" que, como já mostrei aqui, é muito pouco impressionante.

Mas o mais interessante é mesmo esta maquete do porto de Cape Town, que não só retrata o porto mas também os navios que o utilizavam,

e que foi terminada, em 1885, pelos prisioneiros e guardas da vizinha prisão do Breakwater.

Mais (pouco mais) sobre o museu aqui.

31 dezembro 2019

Victoria & Alfred Waterfront (3)


As mais espectaculares recuperações serão as dos antigos silos. Os primeiros e mais pequenos foram convertidos em sedes de grandes empresas, mas interessava que o então edifício mais alto da cidade do Cabo tivesse uma utilização diferenciada, que foi debatida durante vários anos. Acabaram por se juntar a intenção de criar um museu de arte com significado cívico com a vontade de Jochen Zeitz em construir uma colecção, de classe mundial, de arte contemporânea de África e da sua diáspora e assim nasceu o Zeitz MOCAA.

O projecto foi entregue ao Heatherwick Studio, com o encargo de transformar 42 tubos de betão com 33 metros de altura e 5,5 m de diâmetro num espaço que não só mantivesse as características do projecto industrial inicial mas que assegurasse também uma vasta área para albergar um espaço de exposições com a qualidade pretendida.

Não visitei as exposições, mas o trabalho de adaptação parece estar muito bem conseguido.

Mais informação sobre o museu e as suas exposições pode ser consultada aqui.

Outra recuperação de silos deu origem ao hotel Radisson Red onde souberam também manter um carácter "industrial", utilizando chapas metálicas

e jogando com o contraste entre as paredes de betão e fachadas envidraçadas sempre recorrendo a estruturas metálicas.

Para me "despedir" da cidade do Cabo falta ainda um engraçado museu, o Museu Marítimo, mas sobre esse falarei em 2020.

29 dezembro 2019

Victoria & Alfred Waterfront (2)


Mas não foram só os armazéns do Victoria Wharf a serem recuperados: todos os edifícios à volta das docas têm novas funções, lojas, hotéis, restaurantes, museus, e ainda grandes espaços para venda de produtos de gastronomia e de artesanato, como nas fotografias acima e abaixo,

ou até para alojar o Aquário dos 2 Oceanos.

Há também alguns contrastes como o desta velha torre com a moderna roda gigante,

ou o edifício envidraçado que mostra o barco de socorros a náufragos,

e ainda uma ponta levadiça que dá acesso a uma outra bacia interior e que não consegui perceber se era moderna ou recuperada.

E depois há outras "recuperações" como as que deram origem a estes engraçados animais

que "pastavam" em frente a uma loja de antiguidades e curiosidades.

27 dezembro 2019

Victoria & Alfred Waterfront (1)

(clique na foto para ampliar)

A "waterfront" de Victoria & Alfred corresponde ao que foi feito nas grandes cidades portuárias europeias (excepto Lisboa), em que o porto saiu da cidade e libertou uma grande área de cais e bacias portuárias para utilizações mais lúdicas. Esta zona corresponde a uma parte do local onde foi instalada a cidade do Cabo (o jardim dos vegetais está bastante perto): em 1654, dois anos depois da sua chegada, Jan van Riebeeck, construiu um pequeno cais que iria complementar a "estação de abastecimentos" do Cabo e foi à volta deste "porto" que foi crescendo a actual cidade. Em 1858, um conjunto de tempestades afundou mais de 30 navios pelo que foi necessário construir um quebra-mar que abrigasse os navios durante todo o ano. Esta obra foi iniciada pelo príncipe Alfred, o segundo filho da rainha Victoria.
Com a descoberta de ouro e diamantes na África do Sul, a doca de Alfred tornou-se insuficiente e foi construída a doca de Victoria, terminada em 1920.
A partir de 1938 foi criada uma nova doca e construídos grandes aterros (230 ha) para a expansão da cidade. Com a construção de um novo porto, no lado Norte da cidade, foi fundada, em 1988, uma companhia, a Victoria and Alfred Waterfront (Pty) Ltd (“V&AW”) com o objectivo de reabilitar a envolvente das docas de Victoria e de Alfred dando origem a zonas de usos mistos com foco no desenvolvimento do comércio, do turismo e de áreas residenciais, mantendo a função portuária nas duas bacias.

A doca de Victoria (na foto acima) é agora a bacia portuária mais movimentada, albergando desde embarcações marítimo-turísticas a cábreas e outras embarcações de serviço do porto, enquanto que a doca de Alfred (fotos abaixo), mais interior, é o local de estacionamento de embarcações de luxo,

mas também do porto de pesca, ladeado pelos antigos silos agora transformados em hotéis e num espantoso Museu de Arte Contemporânea de que falarei mais tarde.

Os antigos armazéns do cais Victoria deram lugar a um enorme centro comercial, o Victoria Wharf Mall,

com uma recuperação bastante agradável, com largos corredores e lojas de todo o tipo

e a fachada virada para a bacia portuária ocupada por restaurantes onde a dificuldade está na escolha...

Sobre outras recuperações "falarei" mais tarde mas podem ir sabendo mais sobre a V&A Waterfront aqui.

17 novembro 2019

Signal hill: o toque do meio-dia


Signal hill, ou seja a "colina do sinal" faz parte de uma formação que inclui, no lado oposto, a "cabeça do leão" (Lion's head). Na foto de cima, tirada da Table Mountain vê-se a Lion's head do lado esquerdo e a Signal hill do lado direito. Na foto abaixo, a "cabeça do leão" vista de Signal hill.



Esta colina é muito procurada para passeios pedestres e como ponto de lançamento de parapente (deve ser um voo bonito sobrevoando a cidade do Cabo).

Mas o que lhe dá o nome é o tiro de canhão que todos os dias assinala o "meio-dia".

Neste caso visto da Waterfront, a zona das marinas e porto de pesca da cidade do Cabo.

20 setembro 2019

Table mountain, a "Montanha da Mesa"


A Table Mountain, ou Montanha da Mesa, ou será o Adamastor? (parece-me mais provável que tenha sido este conjunto de montanhas a impressionar os nossos navegantes do que o "pequeno" cabo da Boa Esperança) domina a cidade do Cabo e os arredores, aliás divide mesmo ao meio a península que culmina no cabo da Boa Esperança. É muito bonita vista de baixo mas depois de lá ter ido acima fiquei na dúvida que tivesse valido a pena.
O preço nem é caro - cerca de 20 euros - e comprar o bilhete até é relativamente rápido, mas a espera pelo teleférico é grande: quase 2 horas, à torreira do sol, até embarcar.

Nas fotos dá para perceber onde começava a fila (o edifício do teleférico é aquele que se vê ao fundo), que só no fim é que há algum ensombramento, e que, mesmo depois de chegar ao edifício, ainda há que subir uma rampa grandinha.

Enfim, enquanto se espera vai-se tirando umas fotografias da cidade e do porto, lá em baixo,

e do percurso que faz o teleférico até chegar lá acima.

Mas depois, quando se chega ao topo não há grande matéria para entusiasmo, talvez porque a espera foi muita, porque para comprar uma garrafa de água e qualquer coisa para comer só há um bar/restaurante muito confuso, só se vê um conjunto aplanado de pedras, com uns caminhos definidos e, de onde em onde, um painel explicativo

A paisagem é bonita mas do lado da cidade é quase igual àquela para onde se esteve a olhar durante mais de uma hora

e do lado do mar é semelhante àquela que se tinha visto noutros passeios (por exemplo a caminho do cabo da Boa Esperança).

Ainda o mais interessante foi ver um painel explicativo sobre a "Aquada de Saldanha", o navegador português que chegou à cidade do Cabo em 1503, e que delineou um sistema de recolha da água da montanha para abastecer a cidade, sistema esse que as autoridades locais estão a (pensar) recuperar para minimizar a escassez de água que a cidade enfrenta periodicamente (a foto dá para ampliar).

18 agosto 2019

ISIKO: a National Gallery da África do Sul (2)


Uma das componentes mais interessante do museu é a dos bichos: nos "céus" do museu estão penduradas maquetes à escala natural dos animais marinhos que vivem nos dois Oceanos que banham a África do Sul,

e também esqueletos desses animais.

Em vitrines estão maquetes que procuram representar, também à escala, as famílias dos mamíferos,

das inúmeras aves, também em "poses" naturalizadas,

e depois ainda há alguns que não cabem nas vitrines.