01 dezembro 2006

1º de Dezembro de 1640

De 1580 a 1640, Portugal viveu sob o domínio do Rei de Castela. A monarquia iniciada após as Cortes de Tomar, com a proclamação de Filipe II de Espanha como Rei de Portugal, fez acumular descontentamentos e, da resistência de alguns patriotas, resultou a restauração da independência, no dia 1 de Dezembro de 1640.
Os Conjurados foram o grupo de cerca de quarenta homens, na sua maioria da nobreza portuguesa, que, clandestinamente preparou, e conseguiu, o derrube dos Filipes e a proclamação de um rei português. Deste grupo, destacam-se Dom Antão de Almada, Dom Miguel de Almeida e o Doutor João Pinto Ribeiro.
"Foi lida esta carta sábado vespora de Santa Caterina 24 de Novembro de 1640, no Passo do Duque em casa do mesmo Doutor João Pinto Ribeiro, logo se determinou o dia, em que se havia de fazer a milagrosa aclamação, e foi o primeiro de Dezembro, que era o sábado siguinte, e ordenou-se, que se começasse pella morte do secretario Miguel de Vasconcelos" in "Relação de tudo o que passou na Felice Acclamação" de Norberto de Araujo
"Entravam os fidalgos sós, sem criados, e ora um, ora dois, e poucas vezes três juntos, deixando os coches e cavallos em partes differentes e desviados, porque não se intendesse aonde iam. Na primeira noite ajuntaram seis ou sete, e indo nas outras crescendo o numero, variando porem as pessoas, chegando os mais que alli se viram juntos, ate numero de quinze: do que alli se discursava, davam ao outro dia conta aos mais" in "Usurparção, Retenção e Restauração de Portugal" de cronista anónimo
"Reuniram os conjurados pela última vez nos jardins do Palácio Almada, nessa sexta-feira, 30 de Novembro. Foi então decidido que os conspiradores se juntariam, na manhã do dia seguinte, no Terreiro do Paço, saindo todos dos seus coches pelas 9 horas, passando então ao assalto" in "O Palácio da Independência", de Jorge Pereira de Sampaio

Naquele dia 1 de Dezembro de 1640, os Conjurados invadiram o palácio da Duquesa de Mântua, atiraram o seu Secretário de Estado, Miguel de Vasconcelos, pela janela e, aos gritos e apoiados pelo povo que entretanto se juntara, proclamaram como rei de Portugal, D. João IV, Duque de Bragança.
D. Filipe IV de Espanha, que se encontrava já a braços com uma revolução na Catalunha, foi afastado do poder em Portugal. Aliás, de todas as nações da Península Ibérica, Portugal foi a única que conseguiu tornar-se independente do domínio castelhano.
Quando muitos afirmam hoje, não se importar de ser espanhóis, aqui, no Milhas Náuticas, respeitamos os que tanto fizeram pela nossa Independência e diremos sempre:
Orgulhamo-nos de ser Portugueses!

15 comentários:

garina do mar disse...

Ah pois claro!

o meu bisavô bem que conta nalguns livros dele como era quando os espanhóis mandavam aqui... além de só quererem o nosso dinheirito estavam-se nas tintas para o nosso território e deixaram os holandeses levarem tudo!!!

Foi aí que Portugal começou a ficar mais pequenino...

nautilus disse...

Penso que é importante que fique aqui um agradecimento à Catalunha e a expressão da nossa solidariedade. Afinal, desde sempre aquela nação quis ser independente de Madrid sem sucesso.
O que, se por um lado, é uma prova de que os Portugueses quando querem conseguem, por outro, naquela altura foi uma boa ajuda o Filipe IV não saber a que lado acudir.

Laurus nobilis disse...

Como eu sempre disse... com a Catalhunha, Galiza e País Basco, o Milhas Náuticas sempres se deu bem! Como o s.o.s. diz: Bem haja a Catalunha!

cardo azul disse...

Vivam os Portugueses! Independência Sempre!

conjurado disse...

Viva a Restauração!
Viva o Rei!
Viva Portugal!

chico zé disse...

Ai Senhor Conjurado! Estou tão comovido! A minha Maria bem que me diz que há quem se preocupe connosco, os da restauração. Mas eu não acreditava. Vejo os senhores do governo a só quererem saber dos hotéis e dos resorts que é o que eles dizem que dá dinheiro mas com a restauração ninguém se preocupa, só mesmo para nos obrigar a passar facturas e a perguntarem-nos quantos quartos de litro de água vendemos e a cobrarem-nos impostos. Mas afinal aqui o senhor até nos dá vivas! Muito muito obrigado! E já sabe que quando vier aqui para as bandas de Vila Viçosa (também vivia aqui um dos seus amigos, o Senhor Dom Rei, numa casa muito grande mas agora acho que já não mora lá), se passar na taberna do Chico Zé, é muito bem vindo!
Bem haja Senhor Conjurado
(isto do bem haja foi a minha Maria que me disse que agora era fino usar, o que é que o senhor acha?)
Bem haja

conjurado disse...

bem apanhado ó chico zé... depois eu e os meus amigos passamos por lá para petiscar e beber um copo...

chico zé disse...

Ai Senhor Conjurado deixa-me muito honrado. Mas queira-me o senhor desculpar, creia que não é impertinência minha e o senhor quando cá chegar julgará por si. Mas estava aqui a minha Maria a lembrar-me que os senhores são para cerca de 40. É que se os senhores vêm todos não cabem, aqui a minha taberna não é muito grande e os Senhores Conjurados estão habituados aqueles palácios como aqui a casa do Senhor Dom Rei. A menos que os senhores venham assim mais para o Verão e aí organizamos uma patuscada aqui no terreiro.
E ó Senhor Conjurado estava-me agora a lembrar, aqui o meu Francisquito sempre gostou muito daquelas histórias de espadachins, e de qualquer pau faz uma espada e eu e a minha Maria estamos fartos de lhe explicar que é perigoso. Por isso se não for abuso nosso até podiam mostrar ao rapaz que essas coisas são perigosas. Aí é que eu lhe ficava mesmo muito agradecido Senhor Conjurado.
Bem haja sim? Bem haja

conjurado disse...

fica então combinado para mais perto do Verão e, não te preocupes, que eu falo com o rapaz. Até lá!

chico zé disse...

Ai que cabeça a minha! não fosse a minha Maria a lembrar-me, que era o que eu tinha vindo aqui dizer.

E vivam os Senhores Conjurados! que correram com os espanhóis aqui da nossa terra. E já agora peço mais um favorzito, s enão for abuso. Não os deixem voltar para aqui não? Que uma coisa é de vez em quando virem aqui à minha taberna para comerem uns petiscos, isso até dá jeito que o negócio não está cá para esquisitices. Mas virem para aí mandar outra vez como há aí uns senhores do governo a quererem é que não pode ser.
Bem hajam Senhores Conjurados.
Viva Portugal!

Afonso Henriques disse...

Gostei de ler o que escreveu Chico Zé. Foi com gente como a sua e para gente como a sua que fiz de Portugal uma nação independente. Oxalá que os Portugueses assim a saibam manter.

nautilus disse...

Que grande conversa que para aqui vai. Não há nada como comemorar condignamente a independência de Portugal.
E para isso não é preciso ser monárquico nem republicano. O que é mesmo preciso é ter orgulho em ser Português como muito bem disse o Laurus Nobilis.

Anónimo disse...

VIVA PORTUGAL!

garina do mar disse...

acordaste hoje para o 1º de Dezembro? é certo que vivas a Portugal se podem dar sempre... e que mais vale tarde que nunca mas vê lá se para a próxima apareces mais cedo!!!!

Anónimo disse...

o site e muito fixe aprendi muito com isto obrigado,loool