09 fevereiro 2007

D. Fernando II e Glória (1)

A Fragata “D. Fernando II e Glória” foi construída em Damão e lançada à água em 22 de Outubro de 1843. Estava preparada para receber 60 bocas de fogo e a sua guarnição variava entre 145 e 379 homens. Durante 33 anos fez a ligação entre o Continente e os territórios portugueses na Índia, cumpriu missões ao longo da Costa de Moçambique e teve um importante papel como navio-chefe de uma força naval que recuperou o Ambriz, em Angola. Em 1963, um violento incêndio destruiu o navio em grande parte, tendo permanecido encalhado no rio Tejo até 1992, data em que foi posto a flutuar, removido e posteriormente transportado para Aveiro.Restaurada, a “D. Fernando” é actualmente um navio museu, sendo o último navio exclusivamente à vela da Marinha Portuguesa.

08 fevereiro 2007

Adeus Aveiro! (a caminho da barra)

Saímos do cais onde estavamos amarrados, no "porto bacalhoeiro", pelo "canal principal",
deixámos o terminal Norte do porto comercial a bombordo
e São Jacinto a estibordo (aqui é que se fazia um porto de recreio a sério!)
e fomos cumprimentar o Farol da Barra.

Adeus Aveiro! (saindo a barra)

Depois, deixando para trás o farol da Barra,
o Creoula aproximou-se dos molhes que delimitam a entrada da barra
(o farolim do molhe sul)
(e o do molhe norte)

"Largámos" o piloto

ou melhor, ele saltou mesmo!

Adeus Aveiro!

Içámos as velas,
e o Creoula regressou a Lisboa.

06 fevereiro 2007

05 fevereiro 2007

Mar Português (5)

na Ericeira
(praia da Ribeira, junto ao porto)

03 fevereiro 2007

por um "niquinho" de duna (em Esposende)

Reina a polvorosa em Esposende! estão a construir em cima da duna!! em plenas dunas da praia Suave Mar! um "atentado ambiental"! numa Área Protegida (Parque Natural do Litoral Norte)!! em zona de risco de erosão!!!!
O PS deita as culpas para o Presidente da Câmara (que é PSD). Ambos deitam as culpas para o Director da Área Protegida que deveria ter "chumbado" uma obra (por acaso em terreno definido como urbano no Plano Director Municipal - PDM), "uma situação que deixou a autarquia sem argumento para defender uma das mais importantes zonas dunares da principal praia do concelho de Esposende" terá sido o comentário do Presidente da Câmara de acordo com o Público de hoje...
Conheço essa zona... fiz alguns estudos para lá... li muitos estudos feitos para lá..
fui investigar onde era... e aqui fica:
Um nico de terreno "entalado" entre a estrada e mais 3 casas e um parque de estacionamento que o separam do mar.
Num local que o Plano de Ordenamento da Orla Costeira classificou como zona de aplicação regulamentar dos PMOT (Planos Municipais de Ordenamento do Território onde se inclui o PDM).
Que NÃO classificou como "zona de risco" porque de facto não o é, o molhe norte do Cávado induz a deposição de areia neste local.
Provavelmente até será o único local do concelho de Esposende onde não existe erosão.
Uma das mais importantes zonas dunares?
conhecem Esposende? vale a pena lá ir:
vejam o cordão dunar a norte da cidade, robusto, lindo, felizmente salvaguardado pela Área Protegida;
vejam o cordão dunar a sul, que podia ser lindo se não o tivessem estragado..
Parece-me que o senhor Director da Área Protegida terá coisas bem mais importantes com que se preocupar em Esposende do que andar a "fazer o jeito" ao senhor Presidente da Câmara que pelos visto quereria passar para o ICN um encargo que lhe cabe a ele. É mesmo só porque dá jeito porque o normal é queixarem-se que os senhores directores das áreas protegidas não deixam fazer nada!
Querem preocupar-se com o litoral de Esposende? preocupem-se com com o que acontece nas Pedrinhas e Cedobém (foto acima) ou em São Bartolomeu do Mar (http://milhasnauticas.blogspot.com/2006/07/esposende-de-novo.html).

02 fevereiro 2007

também na Fraga da Pena...

uns metros a montante... tal como a do nosso "cartão de Boas Festas"!! um sítio lindo!! a não perder...

Fraga da Pena

Ainda o Gerês...

A cascata do Arado, perto de Ermidas, numa atmosfera digna do Imbolc. E a albufeira da Caniçada no rio Cávado, vendo-se ao fundo o vale do rio Gerês.

01 fevereiro 2007

A propósito do regicídio

há uma excelente (lá estou eu a fazer propaganda da família..) descrição dos acontecimentos dessa tarde, da autoria de Eduardo de Noronha, que foi publicada na revista Serões, de Fevereiro de 1908.
De acordo com o relato nada fazia prever o que iria acontecer:
“A tarde, uma d’essas tardes de inverno, cheias de sol e tepidas, que são um encanto no nosso paiz dava alegria á vida. (...)
As carruagens partiram a trote curto pela rua occidental do Terreiro do Paço e as differentes pessoas, que iam e vinhamao longo da arcada e pelos passeios, tiravam respeitosamente o chapeu a que o rei correspondia”
mas afinal...
“... o cocheiro tomou um pouco o governo da parelha para descrever a curva e entrar na rua do Arsenal. N’esse momento um dos regicidas, o Manuel Buiça, que calculara muito bem o itinerario que os trens deviam percorrer, affastou-se d’um kiosque pintado de verde, que fica mesmo dentro da arcada, tirou de debaixo do varino a carabina Manlicher com que se munira, e sereno, com o sangue frio e a força de vontade peculiar aos fanaticos, (...) e apontou. Pôde visar D. Carlos á sua vontade; ninguém o via, todos os olhos se fixavam no prestito que ia desfilando. Bem certo de que o tiro não falharia puxou pelo gatilho e a bala, desfechada quasi á queima roupa, penetrou no pescoço do monarcha e esphacelou-lhe as vertebras cervicaes.
A morte fôra instantanea. (...)”
mas não fica por aqui a trágica história, apenas atenuada pelo extraordinário papel da rainha:
“A rainha, estupefacta, com o pasmo horroroso de aquelle ataque sanguinario pusera-se de pé, de salto, e, com o mesmo ramo de flores com que ha pouco alguem lhe saudar a chegada e lhe desejara as boas vindas quis repellir a medonha e crua agressão. Manuel Buiça, ou cego pela nuvem vermelha que lhe toldava o cerebro, ou dominado por um inexplicavel requinte de desatino, ajoelhou, e, com o mesmo socego da primeira vez apontou para o principe que se levantara, como sua mãe e seu irmão, aturdidos, desvairados, não comprehendendo a terrivel realidade da acommetida e varou-o, entrando-lhe a bala pela face (...)
Ainda do lado direito da carruagem, isto é, da banda d’onde ia el-rei, o Alfredo Luiz da Costa, que depois de atirar sobre o sr. D. Carlos disparara sobre o principe real e sobre o infante D. Manuel, repellido em primeiro logar pela rainha, e cambaleando, ao ser lançado fora do landau (...)
A rainha, logo ao primeiro tiro, como dissemos, erguera-se no arranco instinctivo do amor materno em frente do perigo. Com a sua alta e elegante estatura, queria proteger quantos dos seus tinha ali.”
e termina com a descrição da grande homenagem feita pela população de Lisboa:
“Os livros, collocados n’uma das salas para registo dos nomes das pessoas que iam ao Paço apresentar os seus pesames, encheram-se quasi logo. Foi necessario accrescentar-lhes folhas supplementares. A grande maioria da população da capital, sem exxagerar, a quasi totalidade, inscreveu-se ali”
in “A Tragédia de Lisboa”, Serões, de Eduardo de Noronha
(o artigo tem 25 páginas e mais de 30 fotografias ou gravuras)
Mas há coisas estranhas... algumas que se calhar pouca gente sabe e que dão que pensar... sobre o que antecedeu a tragédia conta Eduardo de Noronha o seguinte:
“Um acaso d’estes que tantas vezes são como um aviso do céo, fez com que o comboio real descarrilasse ao entrar na estação de Casa Branca. (...) o engenheiro requisitou outra machina e o comboio seguiu, não sem que el-rei telegraphasse ao presidente do conselho comunicando-lhe a causa do atraso na sua chegada a Lisboa. Se a demora tem sido maior e o desembarque se effectuasse de noite, quem sabe se o lamentavel episodio se teria realisado! Enfim, ninguém foge ao seu destino!”
in “A Tragédia de Lisboa”, de Eduardo de Noronha

1 de Fevereiro de 1908

Todos sabemos que o Senhor D. Carlos foi assassinado pelas costas, como se os criminosos tivessem receio de o enfrentar face a face.
A propósito do regicídio, muito se disse e escreveu, muitas hipóteses se formularam, por vezes, até talvez, para se estabelecer a confusão e a dúvida.
Mas uma verdade inquestionável é que o regicídio continua a constituir uma das páginas mais vergonhosas da memória colectiva nacional: um desvairado momento político em que, tão lamentavelmente, se manchou cobardemente de sangue a história de um povo.
Embora me considere algo distante do regime que saiu da revolução liberal, um facto é que dele saíram individualidades que marcaram profundamente a nossa Nação. O Senhor D. Carlos I foi uma delas!
Aqui fica a nossa homenagem!
Panteão dos Bragança / S. Vicente de Fora

31 janeiro 2007

Imbolc

Esta é a segunda festividade do ano celta. Está a ocorrer o nascimento e o período de lactação das ovelhas… está na hora de se lançar luz sobre a escuridão e festejarmos o Imbolc! Vamos celebrar o aparecimento dos primeiros estímulos da Primavera no interior da Mãe Terra. Embora ainda esteja frio, os pequenos e mais resistentes sinais de vida na Natureza começam novamente a aparecer ... é, sem dúvida, uma ocasião única de nos prepararmos para a vida quando, pela primeira vez no ano, uma centelha de luz penetra na escuridão do Inverno. A todos os que, pela noite dentro, sintam a renovação a voltar, um excelente Imbolc!

30 janeiro 2007

Convite

Confesso... estou a promover a família!
mas é só mesmo porque até gosto da pintura da minha irmã...
e porque acho que muitos dos quadros dela têm sabor a mar, tal como este que dá o nome ao convite

27 janeiro 2007

Mosteiro de S. Vicente de Fora

A tomada de Lisboa aos mouros, por Afonso Henriques, foi levada a efeito com o auxílio de cruzados, que o Rei conseguira que aportassem nesta cidade a 28 de Junho de 1147. Fizera Afonso I um voto, revelado ao prelado de Braga, D. João Peculiar, de construir dois templos nos locais, tornados cemitérios dos cavaleiros cruzados mortos pela Fé e pela Nação Portuguesa: seriam o dos Mártires, no ocidente da cidade, e S. Vicente no oriente. E cumpriu o voto. Ergueram-se a capela dos Mártires, desaparecida no Terramoto de 1755, e a de S. Vicente. A igreja teve a sua primeira pedra logo a 21 de Novembro e, ao longo do tempo, acabou por ser construído um mosteiro que foi crescendo de terras, de rendas, de esmolas, de influência e prestígio. No terceiro quartel do século XVI, antes da perda da independência de Portugal (1580), o edifício de S. Vicente estava velho e degradado e ameaçava ruína, apesar das constantes obras que se lhe fizeram nos tempos de D. João III e de D. Sebastião. Em 1590, Filipe II de Espanha na altura a reinar também em Portugal, nomeia Filipe Terzi, arquitecto italiano, mestre das obras reais de S. Vicente, tendo em vista a recuperação do templo. As obras prolongam-se por todo o século XVII e, S. Vicente de Fora foi aparecendo, pouco a pouco, como um templo esplendoroso, da mais pura Renascença, construído com calcários brancos que mais parecem mármore, arrancados às pedreiras de Alcântara e do sítio de S. Vicente.

26 janeiro 2007

Portugal em 2100?

Enviaram-me esta imagem por correio electrónico. Não sei grande coisa sobre ela, a não ser que pretende ser uma simulação feita em computador, sobre os efeitos de uma eventual subida do nível das águas, mas não dizem de quantos metros. Segundo a referida mensagem, este poderá ser o cenário da região centro de Portugal em 2100...

A ponte da Chamusca

Construída em 1908/1909, e ligando as margens do Tejo entre a Chamusca e a Golegã, veio substituir as "barcas de passagem" do rio e dar grande impulso ao desenvolvimento desta região.