21 agosto 2006

A Cividade de Terroso

Um destes dias resolvi ir visitar o sítio onde viviam uns jovens que conheci há uns 2 mil e tal anos atrás. Era ali na costa Norte de Portugal, mais propriamente na Póvoa de Varzim. Esta zona mudou bastante! desde os tempos em que encontrei aquela gente a apanhar umas conchas minhas primas na praia de Santo André, na Aguçadoura. Areia na praia quase não há.. é só prédios por todo o lado, alguns mesmo altos! E à medida que vamos andando para o interior está tudo salpicado de casas, estufas e eucaliptos... Mas consegui lá chegar!
O sítio até é bonito. Parece que em dias bons (desta vez havia neblina) se vê desde Montedor, em Viana, até à foz do rio Douro. Mas normalmente estes povos escolhiam bem os locais onde se instalavam, dizem que era para se defenderem dos inimigos, mas acho que também era pela paisagem.
É pena as casas deles estarem um bocado destruídas. Parece que um senhor romano chamado Decimo Junio Bruto (era uma mania dos romanos quererem tomar conta da Europa toda, mas parece que aquele senhor seria mesmo um bocado bruto) algures entre 138 e 136 aC mandou incendiar aquilo tudo. Depois ainda reconstruíram as casas mas já não era bem a mesma coisa.

8 comentários:

garina do mar disse...

olha lá oh nautilus! o combinado não era falar sobre os açores? quer dizer, primeiro desapareces deixas-me a tomar conta disto sozinha e depois em vez de açores e mar vens com uma tal de terroso e umas histórias de uns fulanos que já morreram há que tempos?

nautilus disse...

Tem calma miúda! já volto aos Açores! Mas primeiro ainda quero mostrar outro sítio por onde andei agora. E que eu saiba também andas a pôr tubarões que não interessam a ninguém e ainda não acabaste as tuas férias dos Açores!

garina do mar disse...

nautilus... sabias que o tal do décimo júnio era tão bruto que foi o único que conseguiu passar o rio do esquecimento? bem lhe disseram que que quem passasse o Lima que nessa altura se chamava Lethes se esquecia de tudo o que andava por aí a fazer mas o tal senhor como não percebia nada dessas coisas das magias e de sensibilidade tinha zero passou na mesma... por via das dúvidas acho que levava umas cábulas com o nome dos outros fulanos que estavam com ele pra chegar ao lado de lá e chamá-los mas o que é certo é que devia ser mesmo assim pro brutamontes!

garina do mar disse...

mas depois também há outros que não precisam de atravessar o lima para se esquecerem...
parece que nem com fogueiras encontram o caminho de volta...

ventos do largo disse...

Para isso é que servem os faróis! Mas às vezes também não têm alcance! Talvez por não terem energia suficiente...

Laurus nobilis disse...

E, a caminho do mar, o bardo começou a cantar:

" Houve tempo em que vivíamos na abundância,
Houve tempo em que os deuses nos sorriam
E as flores se abriam só para nós..."

nautilus disse...

o mar estava ali, o mar infindável como a alma de um deus...

garina do mar disse...

então e agora já não há nada dessas coisas? não me digam qu'o décimo bruto acabou com as coisas bonitas todas? pelo menos com o mar não acabou!!!!! essa história das almas é que é mais complicada... as almas dos deuses também ficam pequeninas assim como as nossas?