05 dezembro 2019

Algures, na Costa de Portugal...

O dia estava frio, mas lindo...
o prazer e a adrenalina
que este desporto
deve proporcionar,
faz-me pensar que o devo experimentar rapidamente.

29 novembro 2019

Namíbia / Windhoek

Windhoek, capital da Namíbia é, sem dúvida, uma cidade limpa, segura e bem organizada, com um legado colonial alemão que se mistura com os empreendimentos arquitectónicos pós-independência.
Ao lado da Igreja Luterana de Cristo, somos confrontados com monumentos "grandiosos" que celebram a independência e os seus mentores.
Os registos, lembrando as agruras da colonização alemã e sul-africana, aparecem um pouco por todo o lado mas, o mais curioso, é que estamos efectivamente perante uma sociedade multi-racial em que, aparentemente, pretos, brancos e mestiços (poucos), coexistem de uma forma civilizada, tal como é suposto. 
Digamos que os políticos pós-independência marcaram o território, por uma questão de princípio, mas não ligam muito a isso em termos de convivência social. A Assembleia Nacional, eleita em sufrágios perfeitamente democráticos, toma assento num edifício de arquitectura colonial e as referências ao domínio alemão, vêem-se por todo o lado. Os sul-africanos, não são realmente bem vistos.
Ao anoitecer, um adeus a África e a este magnífico país que, espero, não se estrague por vicissitudes conjunturais de políticos ambiciosos e pouco inteligentes.

17 novembro 2019

Signal hill: o toque do meio-dia


Signal hill, ou seja a "colina do sinal" faz parte de uma formação que inclui, no lado oposto, a "cabeça do leão" (Lion's head). Na foto de cima, tirada da Table Mountain vê-se a Lion's head do lado esquerdo e a Signal hill do lado direito. Na foto abaixo, a "cabeça do leão" vista de Signal hill.



Esta colina é muito procurada para passeios pedestres e como ponto de lançamento de parapente (deve ser um voo bonito sobrevoando a cidade do Cabo).

Mas o que lhe dá o nome é o tiro de canhão que todos os dias assinala o "meio-dia".

Neste caso visto da Waterfront, a zona das marinas e porto de pesca da cidade do Cabo.

07 novembro 2019

Na Serra da Estrela: um dos caminhos da água


No meu passeio pela Serra da Estrela, o Poço do Inferno, que já tínhamos mostrado aqui, era passagem "obrigatória", até para o fotografar com água mas também com sol.
E valeu a pena! Não só pelo Poço do Inferno mas também para descobrir a ribeira de Leandres onde este se localiza.

Pelo cartaz, que ilustra um percurso de canyoning ao longo da ribeira (clique no esquema para ampliar), é possível perceber que existe um conjunto de cascatas e piscinas mas onde algumas delas só são mesmo acessíveis com o auxílio de cordas (ver mais aqui).
Ou seja, logo acima da cascata principal, por trás destas escarpas rochosas, haverá mais uma piscina.

Será que é tão bonita como aquela que é conhecida como o Poço do Inferno e onde os véus de água dão imagens lindíssimas?

Desta lagoa, porventura a mais procurada, a água continua o seu trajecto até uma outra piscina localizada quase ao nível da estrada.

A partir daí o caminho da água é menos espectacular, muito escondido pela vegetação, mas nessa zona existe um percurso pedestre muito agradável com inúmeros bancos e ainda umas plataformas dotadas de mesas de piquenique.

Vale a pena continuar a descida até mais uma pequena lagoa, e depois, parece que só mesmo com cordas, até às lagoas finais...

31 outubro 2019

Samhain: um novo ano que começa

Esta é a noite de transição entre a estação clara e a estação escura, dando início a um novo ano. Mas é também a noite em que se estabelece o contacto entre o mundo em que vivemos e o outro mundo, o dos deuses, e uma das passagens é através da água.

Bliadhna mhath ùr duit!! Bom Ano Novo!

27 outubro 2019

Namíbia / Etosha IV

Na parte central do Etosha, existe uma depressão a que chamam o Pan de Etosha. É uma área plana, desértica e salina, que ocupa uma área de cerca de cinco mil quilómetros quadrados. 
Ao longe, parece um enorme lago e poucos se aventuram a atravessá-lo. No entanto, quando chove, a grande maioria desta área transforma-se numa lagoa para onde, dizem, são atraídos enormes bandos de flamingos e pelicanos.
Os javalis africanos convivem serenamente com as outras espécies.
Quando a sede aperta.
Os gnus passeiam descontraidamente, embora sempre atentos...
e, os esquivos springboks, pintalgam a paisagem aqui e ali. Quase no fim do dia, três leoas passeiam-se mesmo ali, à nossa frente. Embora tenhamos ouvido registos da localização de bastantes leões, este foi o único bando  que vimos. Agora, era hora de voltar ao lodge e, na manhã seguinte, regressar a Windhoek, para passarmos o nossos últimos tempos na Namíbia.

21 outubro 2019

Namíbia / Etosha III

E a fábula continuava... avestruzes
chacais e galinhas-do-mato...
marabu...
dik-dik...
rinocerontes pretos...
e, ao fim da tarde, um leopardo a descansar...

18 outubro 2019

Namíbia / Etosha II


A posição em que as girafas se colocam para beber água, mostram que a altura trás alguns problemas quotidianos...
Numa planície, localizámos estas chitas, bastante longe...
As crias são todas iguais quando o sono chega; independentemente do local, adormecem...
São realmente magníficos; numa feira de rua em Swakopmund, tive o privilégio de encontrar e comprar uma bengala lindíssima feita de corno de órix, com um suricata de madeira, talhado à mão e encastrado, como cabo. 
Pois... aqui não será o chamamento da selva, mas do Etosha era de certeza! Junto a um waterhole, centenas de animais de todas as espécies, excepto carnívoros, aglomeravam-se desta forma. 
Estivemos bastante tempo, com o carro parado, a contemplar um espectáculo inesquecível que, ao longo dos dias que por lá andámos, não se tornou a repetir. 

14 outubro 2019

Ainda no Geopark da Serra da Estrela: as Salgadeiras


As Salgadeiras são um conjunto de lagoas, de baixa profundidade e de origem glaciar, que se localizam na zona mais alta da Serra da Estrela e bastante perto da estrada que liga a Torre ao Sabugueiro, do lado direito, pouco depois de passar a estância de ski.
As lagoas são francamente bonitas e a paisagem em volta é deslumbrante. Vale bem a pena o passeio, de lagoa em lagoa, nem percebi quantas são: à frente há sempre mais uma.


Os pequenos espelhos de água, relativamente abrigados do vento, dão origem a uns reflexos bem bonitos dos blocos de granito e das plantas silvestres.

As rãs (e as relas) também fazem parte da paisagem e, pelo menos na Primavera e início do Verão, quando ainda há bastante água, são exímias em dar concertos que vão em crescendo à medida que se aproxima o fim do dia.

Algumas das camadas rochosas têm também uns efeitos curiosos, como esta espécie de calçada dos gigantes.

Esta foi a lagoa de que gostei mais, com ar de "piscina infinita". Se estivesse mais calor (ainda havia manchas de neve na proximidade apesar de já ser Verão) teria arriscado o banho.