17 maio 2020

De regresso aos Bijagós (4º dia: o mangal do rio Canecapane)


De manhã (relativamente) cedo, para aproveitar a maré, fomos, de lancha, visitar o "rio" Canecapane.

O "rio" vai fazendo meandros entre ilhas, ilhotas e bancos de areia,



mas o mais bonito são os mangais que delimitam as suas margens.

Mostrando outros braços de mar como o de cima, ou deixando entrever, como em baixo, pequenos canais provavelmente abertos pelas canoas da aldeia de Uite, estes mangais são uma visita a não perder.

É engraçado ver a marca da maré, muito direitinha, deixando à mostra as raízes aéreas,

e quando nos aproximamos mais é possível ver alguns dos habitantes dos mangais, neste caso as ostras que escolhem aquelas raízes para se agarrarem.

Dos outros falarei mais tarde...

10 maio 2020

De regresso aos Bijagós (3º dia: a chegada a Orangosinho)


Saímos da baía de Ancutum, em Canhambaque, em direcção à ilha de Orangosinho onde iríamos pernoitar no "rio" Canecapane.

Orangosinho era uma estreia dado que em 2016 não tínhamos passado por lá. O rio Canecapane, que na realidade é um braço de mar que dá acesso à aldeia de Uite, é lindíssimo com as suas margens revestidas de um imenso mangal.

Na realidade as fotos conseguem mostrar as lindas cores do pôr do sol, mas não fazem jus à tranquilidade que ali existia sobretudo quando o motor do Africa Princess se "calou".

Como ainda por cima ali havia rede, a tripulação, entretida a pôr as chamadas em dia, não ligou logo a habitual música animada do fim de tarde e então só se ouvia o som das inúmeras aves que por ali andavam.

A determinada altura, já depois do sol posto, passou um barco de pesca, ou para uma pesca nocturna ou para esperar pela maré num local mais perto do mar.

E o dia acabou no meio daquela tranquilidade e a deixar antever o lindo passeio que iríamos fazer no dia seguinte para descobrir os mangais.

30 abril 2020

Beltane


Chegou a estação clara! E as falésias e "medos" da Costa Alentejana devem estar assim, cheios de flores.

Oxalá nos "libertem" rapidamente para podermos disfrutar do esplendor da Natureza.

Bom Beltane!

26 abril 2020

O Parque das Nações em época de COVID (II)

E dado que as opções para espairecer não são muitas,
este magnífico espaço continua a ser uma excelente alternativa
para um passeio a pé, depois de estar sentado o dia todo a olhar para o computador.
As Tágides do João Cutileiro por lá continuam, bonitas como sempre,
e os diversos percursos possíveis, vazios de pessoas, fazem-nos andar sem grande rumo...

21 abril 2020

O Parque das Nações em época de COVID (I)

Pois é... o mar está tão perto e tão longe
que nos temos de contentar com o rio Tejo
e com o antigo recinto da Expo 98 que, diga-se de passagem,
assim, lá para o fim da tarde, não só nos permite vistas nunca vistas
devido à ausência de transeuntes, como nos recarrega baterias para mais um dia fechados em casa.

19 abril 2020

As estrelas


tornam o céu

tão mais bonito...

15 abril 2020

Victoria & Alfred Waterfront (4): o Museu Marítimo


Quando passeava pela Waterfront descobri este museu (o Maritime Centre). É pequenino, basicamente duas salas num primeiro andar, mas muito interessante.
Tem algumas embarcações antigas, muitas fotografias,

maquetes, dos navios que escalavam Cape Town em tempos idos,

e muitas histórias de viagens para Inglaterra, e não só.


Uma das pinturas em exibição é muito elucidativa do que seria o aspecto da Montanha da Mesa/Table Mountain para os navegadores, ou seja, o verdadeiro "Mostrengo" é claramente a montanha e não o "cabo das Tormentas" que, como já mostrei aqui, é muito pouco impressionante.

Mas o mais interessante é mesmo esta maquete do porto de Cape Town, que não só retrata o porto mas também os navios que o utilizavam,

e que foi terminada, em 1885, pelos prisioneiros e guardas da vizinha prisão do Breakwater.

Mais (pouco mais) sobre o museu aqui.

08 abril 2020

De regresso aos Bijagós (3º dia: piquenique na praia)


A zona do espraiado estava cheia de pilritos das praias (Calidris alba, acho…), que furavam a areia para apanhar algum bicharoco.

Com a minha aproximação levantavam voo e aterravam um pouco mais à frente.

O Africa Princess esperava por nós lá ao longe...

Na outra ponta da praia, uma outra zona rochosa, também bonita, fechava a grande enseada.

E como ao sol não se conseguia estar, fomos para o local do piquenique, onde nos tinham preparado umas esteiras à sombra das palmeiras.

E por fim, chegou uma fantástica paelha! (é verdade que a fome já apertava mas estava mesmo muito boa!)

Depois de almoço, quando começou a ficar um pouco mais fresco, voltámos para a praia onde tínhamos uma companhia peculiar...

05 abril 2020

De regresso aos Bijagós (3º dia: do outro lado da ilha)


De manhã cedo levantámos ferro em direcção à ilha de Orangosinho. Mas primeiro estava previsto um piquenique no lado Poente da ilha de Canhambaque.
Logo que dobrámos a ponta Sudoeste da ilha viam-se uns afloramentos rochosos que protegem, ou justificam, uma aldeia de pescadores, prolongados a Norte pela longa praia de areia da baía de Ancutum.
Alguns rochedos formavam uma enseada mais pequena onde um conjunto de redes aguardava a saída dos peixes na vazante.


Estava prevista uma visita à aldeia de pescadores, que eu mais uma vez dispensei, e entretive-me a fotografar os efeitos da maré baixa naquela mistura de areia e lodo.

Mas o mais bonito (para mim) daquelas aldeias eram mesmo os barcos de pesca

que aguardavam pacientemente pela maré.

E como o sol começava a aquecer, passei a segunda ponta rochosa que abrigava uma mistura de vegetação peculiar em que o capim convivia com o mangal

e meti-me ao caminho, calmamente, em direcção ao local do piquenique na outra ponta da praia, que por sinal tinha bastantes motivos de fotografia, como, por exemplo, as marcas que o espraiado das ondas ia deixando no areal à medida que a maré baixava.