08 fevereiro 2007

Adeus Aveiro!

Içámos as velas,
e o Creoula regressou a Lisboa.

06 fevereiro 2007

05 fevereiro 2007

Mar Português (5)

na Ericeira
(praia da Ribeira, junto ao porto)

03 fevereiro 2007

por um "niquinho" de duna (em Esposende)

Reina a polvorosa em Esposende! estão a construir em cima da duna!! em plenas dunas da praia Suave Mar! um "atentado ambiental"! numa Área Protegida (Parque Natural do Litoral Norte)!! em zona de risco de erosão!!!!
O PS deita as culpas para o Presidente da Câmara (que é PSD). Ambos deitam as culpas para o Director da Área Protegida que deveria ter "chumbado" uma obra (por acaso em terreno definido como urbano no Plano Director Municipal - PDM), "uma situação que deixou a autarquia sem argumento para defender uma das mais importantes zonas dunares da principal praia do concelho de Esposende" terá sido o comentário do Presidente da Câmara de acordo com o Público de hoje...
Conheço essa zona... fiz alguns estudos para lá... li muitos estudos feitos para lá..
fui investigar onde era... e aqui fica:
Um nico de terreno "entalado" entre a estrada e mais 3 casas e um parque de estacionamento que o separam do mar.
Num local que o Plano de Ordenamento da Orla Costeira classificou como zona de aplicação regulamentar dos PMOT (Planos Municipais de Ordenamento do Território onde se inclui o PDM).
Que NÃO classificou como "zona de risco" porque de facto não o é, o molhe norte do Cávado induz a deposição de areia neste local.
Provavelmente até será o único local do concelho de Esposende onde não existe erosão.
Uma das mais importantes zonas dunares?
conhecem Esposende? vale a pena lá ir:
vejam o cordão dunar a norte da cidade, robusto, lindo, felizmente salvaguardado pela Área Protegida;
vejam o cordão dunar a sul, que podia ser lindo se não o tivessem estragado..
Parece-me que o senhor Director da Área Protegida terá coisas bem mais importantes com que se preocupar em Esposende do que andar a "fazer o jeito" ao senhor Presidente da Câmara que pelos visto quereria passar para o ICN um encargo que lhe cabe a ele. É mesmo só porque dá jeito porque o normal é queixarem-se que os senhores directores das áreas protegidas não deixam fazer nada!
Querem preocupar-se com o litoral de Esposende? preocupem-se com com o que acontece nas Pedrinhas e Cedobém (foto acima) ou em São Bartolomeu do Mar (http://milhasnauticas.blogspot.com/2006/07/esposende-de-novo.html).

02 fevereiro 2007

também na Fraga da Pena...

uns metros a montante... tal como a do nosso "cartão de Boas Festas"!! um sítio lindo!! a não perder...

Fraga da Pena

Ainda o Gerês...

A cascata do Arado, perto de Ermidas, numa atmosfera digna do Imbolc. E a albufeira da Caniçada no rio Cávado, vendo-se ao fundo o vale do rio Gerês.

01 fevereiro 2007

A propósito do regicídio

há uma excelente (lá estou eu a fazer propaganda da família..) descrição dos acontecimentos dessa tarde, da autoria de Eduardo de Noronha, que foi publicada na revista Serões, de Fevereiro de 1908.
De acordo com o relato nada fazia prever o que iria acontecer:
“A tarde, uma d’essas tardes de inverno, cheias de sol e tepidas, que são um encanto no nosso paiz dava alegria á vida. (...)
As carruagens partiram a trote curto pela rua occidental do Terreiro do Paço e as differentes pessoas, que iam e vinhamao longo da arcada e pelos passeios, tiravam respeitosamente o chapeu a que o rei correspondia”
mas afinal...
“... o cocheiro tomou um pouco o governo da parelha para descrever a curva e entrar na rua do Arsenal. N’esse momento um dos regicidas, o Manuel Buiça, que calculara muito bem o itinerario que os trens deviam percorrer, affastou-se d’um kiosque pintado de verde, que fica mesmo dentro da arcada, tirou de debaixo do varino a carabina Manlicher com que se munira, e sereno, com o sangue frio e a força de vontade peculiar aos fanaticos, (...) e apontou. Pôde visar D. Carlos á sua vontade; ninguém o via, todos os olhos se fixavam no prestito que ia desfilando. Bem certo de que o tiro não falharia puxou pelo gatilho e a bala, desfechada quasi á queima roupa, penetrou no pescoço do monarcha e esphacelou-lhe as vertebras cervicaes.
A morte fôra instantanea. (...)”
mas não fica por aqui a trágica história, apenas atenuada pelo extraordinário papel da rainha:
“A rainha, estupefacta, com o pasmo horroroso de aquelle ataque sanguinario pusera-se de pé, de salto, e, com o mesmo ramo de flores com que ha pouco alguem lhe saudar a chegada e lhe desejara as boas vindas quis repellir a medonha e crua agressão. Manuel Buiça, ou cego pela nuvem vermelha que lhe toldava o cerebro, ou dominado por um inexplicavel requinte de desatino, ajoelhou, e, com o mesmo socego da primeira vez apontou para o principe que se levantara, como sua mãe e seu irmão, aturdidos, desvairados, não comprehendendo a terrivel realidade da acommetida e varou-o, entrando-lhe a bala pela face (...)
Ainda do lado direito da carruagem, isto é, da banda d’onde ia el-rei, o Alfredo Luiz da Costa, que depois de atirar sobre o sr. D. Carlos disparara sobre o principe real e sobre o infante D. Manuel, repellido em primeiro logar pela rainha, e cambaleando, ao ser lançado fora do landau (...)
A rainha, logo ao primeiro tiro, como dissemos, erguera-se no arranco instinctivo do amor materno em frente do perigo. Com a sua alta e elegante estatura, queria proteger quantos dos seus tinha ali.”
e termina com a descrição da grande homenagem feita pela população de Lisboa:
“Os livros, collocados n’uma das salas para registo dos nomes das pessoas que iam ao Paço apresentar os seus pesames, encheram-se quasi logo. Foi necessario accrescentar-lhes folhas supplementares. A grande maioria da população da capital, sem exxagerar, a quasi totalidade, inscreveu-se ali”
in “A Tragédia de Lisboa”, Serões, de Eduardo de Noronha
(o artigo tem 25 páginas e mais de 30 fotografias ou gravuras)
Mas há coisas estranhas... algumas que se calhar pouca gente sabe e que dão que pensar... sobre o que antecedeu a tragédia conta Eduardo de Noronha o seguinte:
“Um acaso d’estes que tantas vezes são como um aviso do céo, fez com que o comboio real descarrilasse ao entrar na estação de Casa Branca. (...) o engenheiro requisitou outra machina e o comboio seguiu, não sem que el-rei telegraphasse ao presidente do conselho comunicando-lhe a causa do atraso na sua chegada a Lisboa. Se a demora tem sido maior e o desembarque se effectuasse de noite, quem sabe se o lamentavel episodio se teria realisado! Enfim, ninguém foge ao seu destino!”
in “A Tragédia de Lisboa”, de Eduardo de Noronha

1 de Fevereiro de 1908

Todos sabemos que o Senhor D. Carlos foi assassinado pelas costas, como se os criminosos tivessem receio de o enfrentar face a face.
A propósito do regicídio, muito se disse e escreveu, muitas hipóteses se formularam, por vezes, até talvez, para se estabelecer a confusão e a dúvida.
Mas uma verdade inquestionável é que o regicídio continua a constituir uma das páginas mais vergonhosas da memória colectiva nacional: um desvairado momento político em que, tão lamentavelmente, se manchou cobardemente de sangue a história de um povo.
Embora me considere algo distante do regime que saiu da revolução liberal, um facto é que dele saíram individualidades que marcaram profundamente a nossa Nação. O Senhor D. Carlos I foi uma delas!
Aqui fica a nossa homenagem!
Panteão dos Bragança / S. Vicente de Fora

31 janeiro 2007

Imbolc

Esta é a segunda festividade do ano celta. Está a ocorrer o nascimento e o período de lactação das ovelhas… está na hora de se lançar luz sobre a escuridão e festejarmos o Imbolc! Vamos celebrar o aparecimento dos primeiros estímulos da Primavera no interior da Mãe Terra. Embora ainda esteja frio, os pequenos e mais resistentes sinais de vida na Natureza começam novamente a aparecer ... é, sem dúvida, uma ocasião única de nos prepararmos para a vida quando, pela primeira vez no ano, uma centelha de luz penetra na escuridão do Inverno. A todos os que, pela noite dentro, sintam a renovação a voltar, um excelente Imbolc!

30 janeiro 2007

Convite

Confesso... estou a promover a família!
mas é só mesmo porque até gosto da pintura da minha irmã...
e porque acho que muitos dos quadros dela têm sabor a mar, tal como este que dá o nome ao convite

27 janeiro 2007

Mosteiro de S. Vicente de Fora

A tomada de Lisboa aos mouros, por Afonso Henriques, foi levada a efeito com o auxílio de cruzados, que o Rei conseguira que aportassem nesta cidade a 28 de Junho de 1147. Fizera Afonso I um voto, revelado ao prelado de Braga, D. João Peculiar, de construir dois templos nos locais, tornados cemitérios dos cavaleiros cruzados mortos pela Fé e pela Nação Portuguesa: seriam o dos Mártires, no ocidente da cidade, e S. Vicente no oriente. E cumpriu o voto. Ergueram-se a capela dos Mártires, desaparecida no Terramoto de 1755, e a de S. Vicente. A igreja teve a sua primeira pedra logo a 21 de Novembro e, ao longo do tempo, acabou por ser construído um mosteiro que foi crescendo de terras, de rendas, de esmolas, de influência e prestígio. No terceiro quartel do século XVI, antes da perda da independência de Portugal (1580), o edifício de S. Vicente estava velho e degradado e ameaçava ruína, apesar das constantes obras que se lhe fizeram nos tempos de D. João III e de D. Sebastião. Em 1590, Filipe II de Espanha na altura a reinar também em Portugal, nomeia Filipe Terzi, arquitecto italiano, mestre das obras reais de S. Vicente, tendo em vista a recuperação do templo. As obras prolongam-se por todo o século XVII e, S. Vicente de Fora foi aparecendo, pouco a pouco, como um templo esplendoroso, da mais pura Renascença, construído com calcários brancos que mais parecem mármore, arrancados às pedreiras de Alcântara e do sítio de S. Vicente.

26 janeiro 2007

Portugal em 2100?

Enviaram-me esta imagem por correio electrónico. Não sei grande coisa sobre ela, a não ser que pretende ser uma simulação feita em computador, sobre os efeitos de uma eventual subida do nível das águas, mas não dizem de quantos metros. Segundo a referida mensagem, este poderá ser o cenário da região centro de Portugal em 2100...

A ponte da Chamusca

Construída em 1908/1909, e ligando as margens do Tejo entre a Chamusca e a Golegã, veio substituir as "barcas de passagem" do rio e dar grande impulso ao desenvolvimento desta região.

24 janeiro 2007

O Portinho da Arrábida

Um dos sítios mais lindos do mundo!
guardado pela pedra da Anixa...

mas não tirem de lá os restaurantes pode ser? gosto tanto de almoçar (ou jantar) naquelas esplanadas sobre a água... além de que se os tiram dali, aqueles senhores que já compraram as casas quase todas, ficam donos daquilo tudo!! qualquer dia nem nos deixam lá ir...

23 janeiro 2007

Belle Poule e Étoile

a saírem do Tejo, lado a lado, na Cutty Sark de 1998...
Da Escola Naval francesa, estas duas manas gémeas, construídas em 1932, são réplicas exactas das escunas do tipo "Paimpolaise" que, até 1935, participavam na pesca do bacalhau nos bancos da Islândia.
Baseadas em Brest (na Bretanha!), para além de contribuírem para a formação e treino da Marinha francesa, representam a França em todas as manifestações náuticas da fachada Atlântica.

22 janeiro 2007

"COMPRO o que é nosso"

É uma campanha de sensibilização para o consumo de produtos e marcas que contribuem para criar Valor Acrescentado em Portugal: "os problemas económicos do país só se resolvem criando riqueza e trabalho".
Este projecto foi lançado pela Associação Empresarial de Portugal, com o objectivo de "criar um novo estado de espírito na sociedade portuguesa, valorizando a produção nacional, a criatividade, o empreendorismo, o trabalho, o esforço e a determinação". O projecto visa também elevar a auto-estima de empresários e trabalhadores mobilizando-os para produzirem melhor e acreditarem que podem vencer o desafio da globalização.
Avalie por si mesmo em "COMPRO o que é nosso"

19 janeiro 2007

Na Torre de Belém

A Torre de Belém foi construída em homenagem ao santo patrono de Lisboa, S. Vicente. Para melhorar a defesa de Lisboa, o rei Dom João II desenhou um plano que consistia na formação de uma defesa constituída por três fortalezas junto do estuário do Tejo. A ideia era formar um triângulo, sendo que em cada ângulo se construiria uma fortaleza: o baluarte de Cascais no lado direito da costa, a de S. Sebastião da Caparica no lado esquerdo e a Torre de Belém na água, já mandada construir por D. Manuel I. O arquitecto da obra foi Francisco de Arruda, que iniciou a construção em 1514 e a finalizou em 1520. Como símbolo de prestígio real, a decoração ostenta a iconologia própria do Manuelino, conjugada com elementos naturalistas. Foto cedida por MCSA

Açores - Memórias do Azul

Já à venda nos Açores e no site do autor http://www.luisquinta.net, vai ser lançado na FNAC do Centro Comercial Colombo, no próximo dia 24 de Janeiro pelas 18h30.
É uma boa maneira de confirmar a qualidade das imagens do Luís Quinta e conhecer um pouco mais sobre o "ambiente marinho" dos Açores.

17 janeiro 2007

Mar Português (3)

na praia da Aguda, a norte das Azenhas do Mar