10 junho 2007

Dia de Portugal

"Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!"
in "Mar Português", Fernando Pessoa

12 comentários:

Laurus nobilis disse...

Sim... Essa é a Missão que ainda nos falta concretizar! Viva Portugal!

nautilus disse...

Só essa? Estás muito optimista?

A menos que consideres que esta Missão abrange o imenso que está por fazer.

E já agora: tens alguma ideia?

Laurus nobilis disse...

Falo de um desígnio nacional que atravessa o passar dos séculos desde há muito... não dos problemas do dia a dia; esses, duvido que alguma vez sejam resolvidos.

LisbonGirl disse...

Também acredito em desígnios nacionais que atravessam os séculos, principalmente quando são pacíficos e visam o conhecimento e a relaçao!

Proponho um pequeno jogo:) reconstituir o poema de Fernando Pessoa a seguir apresentado, tendo em conta que ele é constituído por duas estrofes de seis versos e que o esquema rimático é aabcb em ambas as estrofes.

:)

Ó mar anterior a nós, teus medos tinham coral e praias e arvoredos. Desvendadas a noite e a cerração, as tormentas passadas e o mistério, abria em flor o longe, e o sul sidéreo splendia sobre as naus da iniciação. Linha severa da longínqua costa – quando a nau se aproxima ergue-se a encosta em àrvores onde o Longe nada tinha; mais perto, abres-se a terra em sons e cores: e, no desembarcar, há aves, flores, onde era só, de longe a abstracta linha.

Para que Portugal esteja em nós durante todos os outros dias do ano e para rememorar um poema lindíssimo de um nosso poeta, mais um, fulgurante!

garina do mar disse...

não posso entrar no jogo!! ;)
usei este poema num guião de um filme sobre o Litoral português!!!

Laurus nobilis disse...

Horizonte

Ó mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidéreo
Splendia sobre as naus da iniciação.

Linha severa da longínqua costa–
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em àrvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe a abstracta linha.

e já agora....

O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa e, com sensíveis
Movimentos da esp'rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte-
Os beijos merecidos da Verdade.

in "Mar Português", Fernando Pessoa

garina do mar disse...

tanto tempo!!! estiveste a estudar?

Laurus nobilis disse...

Nem por isso, mas acabei a reler umas coisas deste senhor...

LisbonGirl disse...

Pequeno passatempo muito fácil e rápido de ser resolvido, aqui no Milhas Náuticas!!! Um pretexto para evocar/reler Fernando Pessoa!:)

Sabe sempre bem reler Pessoa, por tudo e por nada!:)

garina do mar disse...

é... somos muito cultos por aqui! nós e os nossos ilustres visitantes ;)
mas é verdade que o Pessoa tem umas coisas engraçadas e "jeitosas" para coisas deste género!!

nautilus disse...

Bem, parece que abri a "caixinha" do Pessoa.
Também gosto muito do Horizonte, mas é um regresso a terra e aqui precisava de um que representasse também o "crescimento" de Portugal.

viriato disse...

Que os esforços dos meus homens e das Nações amigas não tenham sido em vão! Portugal merece!!!