01 junho 2007

Mértola e a História da Humanidade

Uma vila, ou melhor, uma região, onde os vestígios arqueológicos (desde o Neolítico) e históricos permitem "contar" a História da Humanidade.
Porto Fenício, depois cartaginês, são inúmeros os vestígios da ocupação romana - criptopórtico, Torre Couraça, casa romana e vias romanas -, visigoda - colunas e pilastras -, e depois dos povos do Norte de África - bairro almoada e a antiga Mesquita, agora Igreja Matriz.
O Museu de Mértola inclui vários núcleos museológicos espalhados pela Vila e um conjunto de colecções variadas que dão a conhecer a história da vila e dos povos que por cá deixaram as suas marcas e a sua cultura.
Um dos núcleos mais importantes é o de Arte Islâmica sendo esta cultura relembrada anualmente pelo Festival Islâmico.
Conquistada aos mouros em 1238, Mértola pertenceu depois aos Cavaleiros da Ordem de Santiago e pouco a pouco foi perdendo importância, apenas recuperada em 2 momentos, nos séculos XVI e XVII em que de Mértola partiam os navios de cereais destinados às ocupações portuguesas do norte de África, e no fim do século XIX, com as minas de São Domingos.
Actualmente Mértola tem tudo para poder ser de novo um pólo de atracção importante, tirando partido, para além da componente arqueológica e histórica, do seu património natural - merecem referência os passeios fluviais e de descoberta da natureza no Parque Natural do Vale do Guadiana -, e do grande conjunto de produtos tradicionais como o pão, o mel, o queijo de cabra e de ovelha, os enchidos, a doçaria e a tecelagem.
Saiba como e o que visitar no site da Câmara Municipal.

12 comentários:

garina do mar disse...

Mértola deve ser giro! mas só conheço as ruas... os museus não!!
agora o passeio fluvial deve ser muito giro..

albertokorda disse...

Umas belas imagens...parabéns

BLUE MOON I disse...

Terra bonita; Foi lá que encontrei uma placa a assinalar uma cheia ( há perto de 200 anos, creio) que me deixou verdadeiramente de boca À banda!!! Aquilo era uma altura enorme, tanto que mais parecia altitude!!!!!
Já a comida, talvez porque muito à pressa, não foi do meu agrado, mas enfim, um pecadilho.

garina do mar disse...

pois... eu não indo à procura dos produtos tradicionais recomendados pelo Nautilus, posso dizer que almocei bastante bem numa esplanadazinha junto à rotunda onde se entra para a zona antiga... isto sem falar no pão alentejano e no queijo de cabra a que nunca resisto!!

nautilus disse...

O que vocês desperdiçam por andarem "às pressas". Não vêem os museus, não apreciam a gastronomia, não sabem o que perdem!

Confesso que também não fiz o passeio fluvial. Na Câmara agora têm dois barcos: o Vendaval que vai até Vila Real de Sto António e o Saramugo que funciona como "ecoteca fluvial", mas nem sempre vão até Mértola, depende da maré.

Klatuu o embuçado disse...

Nunca será demais lembrar Mértola.

Laurus nobilis disse...

Uma verdadeira pérola!

BLUE MOON I disse...

E a cheia??
Junto à tal rotunda, a " bicha" era enorme... Pena, que os grelhados deviam ser bons. Fui parar a um restaurante debaixo de um centro de trabalho do PC. Ai compreendi os gauleses!!!!

nautilus disse...

As cheias:
nesta zona o Guadiana corre bastante encaixado, ou seja não tem leito de cheia para onde se possa estender (como no Tejo). Por isso sobe. E se encontra um obstáculo (pode ser por exemplo um estrangulamento no rio, ou uma subida de nível a jusante provocada por uma descarga da barragem de Chança, ou uma preia-mar), cria uma espécie de onda. Só que a onda de cheia funciona ao contrário das do mar: está parada à frente - só aumenta de altura, até ter a energia (leia-se altura) necessária para vencer o obstáculo - e vai crescendo para montante. Por isso até pode ter havido zonas onde a altura da cheia foi maior do que em Mértola, depende onde "estava" esse obstáculo.

E por exemplo, há cerca de uma dezena anos, no troço a jusante do Pomarão onde o rio já é menos encaixado, houve uma cheia que "tirou" pela parte de cima das estacas, os passadiços flutuantes que tinham acabado de lá ser colocados. Já era uma senhora cheia.

LisbonGirl disse...

Que saudades! Conheço o "Vendaval" é um belo barquinho! O passeio no rio é lindo!

Enquanto trabalhei em Mértola morei perto do cais!

A comida era normalmente óptima em todo lado e a biblioteca municipal 8antiga prisão) era um mimo!

A placa com a altura atingida pelas cheias está de facto a uma altura inacreditável!

Obrigada, Milhas Náuticas!:)

Ah!...e ao convento de São Francisco?! Alguém foi?

Abraço!

nautilus disse...

Estava a ver que "passávamos" Mértola e a "menina de Lisboa" e pelos vistos de Mértola também, não aparecia por cá.

O Vendaval também há-de aparecer por aqui. Quando chegarmos ao Pomarão :).
Não fui ao convento de São Francisco. Só me lembrei dele quando estava a sair de Mértola e depois pensei voltar no regresso mas já não houve hipótese. É de uns holandeses que têm uma espécie de turismo rural/espiritual.

Mas e que tal uma reportagem sobre Mértola no "Lisboa"? Parecia-me bem.

morgane the fairy disse...

Deve ser um passeio bem bonito, o do rio. Qual é a possibilidade de começar um passeio no Grande Lago e continuar a descer o rio até ao mar?