
Com a entrada da Estação Escura, começa um novo ciclo, um novo ano. Que a magia dos dois mundos se entrelace nesta passagem e que os antigos nos ajudem nesta difícil caminhada que estamos a percorrer. Bom Samhain!
milha náutica = 1852 m = um minuto de arco de meridiano
uma das formas de medir o mundo!
distâncias de viagens...

Em Cavaleiros de Baixo, um lugar da Pampilhosa da Serra e de Arganil, dividido pelo rio...
Com umas bonitas cores de Outono
e uma água demasiado fresquinha para nadar, só deu mesmo para passear um bocadinho por dentro do rio.
No Verão deve ser bastante agradável: a diferença de temperatura entre a beira-rio e a serra era "só" de 8 graus.
Imaginem umas paredes com umas fiadas de azulejos.
Que por acaso são fotografias.
E que cada fiada está arrumada, não pelo local onde a fotografia foi tirada mas pela temática. Como em cima: troncos de árvores, folhas vivas, florestas misterioras ou flores do campo. Ou como em baixo: texturas de erosão nas rochas, ou grandes blocos de pedra na floresta...
ou flores das arribas com o mar ao fundo...
Estes temas e muitos outros mais é o que pode ver na exposição do Duarte Belo, arquitecto que se dedica a fotorafar Portugal, e que, desta vez, resolveu homenagear dois grandes cientistas portugueses: Galopim de Carvalho (geólogo) e Fernando Catarino (botânico). A exposição está patente na Biblioteca Nacional (ver aqui), só até ao dia 29 deste mês!
E como brinde ainda pode ver o que está por trás dessas fotografias, como o "mapa" da preparação da várias saídas de campo e dos processos expositivos (em exposições como esta ou em livros do autor),
o esquema de arquivo
e ainda algumas fotografias de imagens científicas que constam do espóleo da Biblioteca
Se tiverem sorte e conseguirem uma visita guiada pelo autor (haverá ainda uma no dia 29), podem ouvir explicações sobre tudo isto, e ainda sobre como constrói as suas próprias molduras e, sobretudo, como edita, imprime e trabalha as fotografias para que fiquem com aquele efeito de azulejo.
Também há um livro. Mas que só tem uma pequena parte das fotografias. E que não substitui o efeito conseguido com os "puzzles" expositivos destas fotografias..
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Mas
eis que, no dia 1 de Novembro de 1755 tudo muda, após um tremor de terra
violentíssimo que, para além de provocar o desmoronamento de uma grande parte dos
edifícios, origina inúmeros incêndios, fruto da festividade católica que se
festejava e dos milhares de velas acesas para o efeito – Dia de todos os
Santos. Como se não bastasse, cerca de 60-90 minutos depois ergue-se um
tsunami, que acaba por ser o corolário da desgraça que se abateu sobre a cidade, agora literalmente destruída!
Em contrapartida, na encosta sul da serra da Estrela, a variedade de flores nos campos era mais que muita, para delícia dos muitos insectos que por lá andavam.
Esta é a altura dos rosmaninhos. E como tinha que ir à zona sul da Serra da Estrela pensei em passar pela zona onde costumam encher os campos a perder de vista. Mas, provavelmente devido à falta de chuva, tive que me contentar com alguns tufos, aliás bem bonitos.