17 setembro 2006

as enguias de “jardim”, que se enfiavam na areia mal nos aproximavamos
tal como o enorme mero no seu buraco, não gostavam mesmo de se deixar fotografar
e as moreias, grandinhas, guardavam cuidadosamente as suas "tocas"
22,4 metros. 45 minutos. Amanhã há mais!

16 setembro 2006

Desembarque em Porto Santo!

Não, infelizmente não vim até aqui de barco... o que deve ser uma viagem bem gira! terá que ficar para outra vez!!!
E pedi aos senhores do avião se podiam parar as pás do hélice por um bocadinho para eu tirar uma foto como deve ser, mas eles não quiseram!! não percebi porquê...
Mas o avião até que era engraçado!
e levava parte da carga no "nariz"!
Vamos lá a ver se amanhã consigo mostrar o que se vê por estas águas!!

O pico do Pico a Parque Nacional

O Governo dos Açores vai propor que a reserva natural da montanha do Pico, o ponto mais alto do país - não, não é a Serra da Estrela, o Pico tem 2 351 m de altitude! - seja classificada como parque nacional.
Neste momento está já em construção a "Casa da Montanha", que irá funcionar como centro interpretativo ambiental e como serviço de apoio e informação aos visitantes, com sala de exposições, auditório, bar e serviços especializados de apoio à escalada.
Deixa de haver desculpas para não tentar a escalada!

Portos e portinhos de pesca do Sudoeste Alentejano

Lapa das Pombas, Almograve (concelho de Odemira)
Portinho das Barcas (concelho de Odemira)
Azenha do Mar (concelho de Odemira)

12 setembro 2006

A sailor girl gostava era de uma coisas destas...

Laminárias no mar de Sesimbra

Já repararam que começaram a aparecer novamente laminárias no mar de Sesimbra? Parece que o fundo começou a reequilibrar…
Será que é por acaso? ou é o arrasto que está a diminuir?
Como aprendi a andar, a nadar e a mergulhar em Sesimbra, já lá vão praticamente 40 anos e, apesar das barbaridades que ao longo do tempo se foram fazendo, sou um adepto incondicional daquela vila, pareceu-me importante salientar este facto!

10 setembro 2006

Na “ponta da passagem”, a caminho do cabo Espichel

(desculpem as gotinhas na foto, mas dentro de água não sei como as limpar)
Um mar chão, muito boa visibilidade, a água nem fria parecia, mas às vezes lá em baixo arrefece bastante...
descemos, atravessámos a “passagem” junto às paredes cobertas de plantas e animais coloridos...
alguns até parece que conversam uns com os outros!
um nudibrânquio em queda livre,
depois outro agarrado à parede... estes animaizinhos fascinam-me! são espantosos os coloridos que podem ter estes seres tão pequeninos (terão mais que 2 cm?)
esponjas! muitas! colocam manchas de luz em "quadros" já por si bem coloridos
chamaram-nos...
um peixe trompeta? nunca os tinha visto por aqui... julgava-os amigos de águas mais temperadas ...
e um ruivo que "andava" na areia...
aproximei-me, para o ver “levantar voo”...
que espectáculo!
No regresso quis testar a minha capacidade de orientação! tornámos a atravessar a “passagem”, fomos contornando a costa, uma gruta, a segunda gruta... fiz sinal de que íamos fazer o “patamar dos 5 metros” em andamento...
Ia seguindo, debaixo de água, o caminho que tínhamos feito à superfície, lá estava o rochedo que vinha à tona de água... Finalmente chegámos ao local onde iríamos encontrar o barco (junto de uma bóia que assinalava um covo!). Subimos...
17,1 metros. 57 minutos. Nada de frio!
e esperavam-nos, duas gaivotas! o barco não estava lá! tinha-se aproximado da “passagem” para recuperar os mergulhadores que tinham gasto o ar antes de nós...

Douro: a Região Demarcada mais antiga do Mundo

Tinha pensado falar do rio Douro só em Dezembro, quando se comemora a sua classificação como Património Mundial da Humanidade. Mas não posso deixar passar os 250 anos sobre a data em que foi publicado o Decreto Régio que veio dar origem a esta região demarcada.
A 10 de Setembro de 1756, por Alvará Régio de El-Rei D. José (era então Primeiro-Ministro, Sebastião José de Carvalho e Mello), foi instituída a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto-Douro, também denominada Real Companhia Velha, formada pelos "principais lavradores do Alto-Douro e homens Bons da Cidade do Porto” e à qual foi confiada a missão de salvaguardar a qualidade do vinho do Douro, evitar adulterações, equilibrar a produção e o comércio e estabilizar os preços.
A "Demarcação Pombalina da Região do Douro", teve lugar entre 1758 e 1761 pelos Deputados da Junta da Administração da Real Companhia Velha, que delimitaram a região dos vinhos de Feitoria do Douro, a mais antiga região demarcada do mundo.
Saiba mais em http://www.realcompanhiavelha.pt e http://www.ivdp.pt
(azulejo da estação do Pinhão)
Voltarei a este tema.

09 setembro 2006

A Beira vista do ar

Fez ontem uns anos... muitos! 35! fiz esta viagem ao contrário! sem imaginar que iria ficar 30 anos sem lá voltar! e que durante a maior parte desses 30 anos não iria querer mesmo voltar...
Mas voltei... e hei-de voltar! sempre que puder...
Aqui nota-se bem o contraste da água barrenta das areias trazidas pelo rio Pungúe (não, não é poluição! aqui nem indústrias há!) com o azul do Índico!

08 setembro 2006

Mais águias!

acho que as de cima são águias reais, e as debaixo de bonelli... mas não percebo muito disto...
até já me aconselharam a dizer "olha.. um búteo!" dá um ar profundamente conhecedor e serve para (quase) todas...

Águia Real

no imenso azul

07 setembro 2006

MIL!

O Milhas Náuticas chegou aos mil visitantes!

03 setembro 2006

Castro de São Lourenço (em Esposende)

Há uns anos atrás, num passeio em Esposende, dei com o castro de São Lourenço.
Numa localização fabulosa, na arriba que domina a foz do Cávado e com vista para um troço de litoral que vai de Viana à Póvoa de Varzim, estava a ser “recuperado” pela Câmara Municipal.
Recentemente voltei lá. Tinham “reconstruído” algumas das casas e colocado painéis explicativos sobre os vários núcleos. A Câmara de Esposende de vez em quando promove aqui umas "festas" com teatro e animação alusivos à época.
Mas é um sítio interessante. Um bocadinho da nossa história, de quando Portugal ainda não era Portugal mas onde já se desenhava aquilo que viria a ser. E sobretudo revelador da força e independência dos povos que aqui habitavam.
Os núcleos C e CV correspondem a uma ocupação entre os séc. III/II a.C. e o séc. IV d.C.. As casas circulares formavam núcleos habitacionais que teriam o interior rebocado e pintado e o chão forrado com barro amassado e calcado. Inicialmente as coberturas seriam de colmo que foi durante a romanização substituído por tégulas (telhas).
O sector E, localizado junto à capela de São Lourenço, domina o litoral.
No sector T, que está ainda a ser objecto de trabalhos de escavação, a ocupação estende-se até ao fim da romanização. Aqui, para além de dois núcleos familiares, encontra-se também um outro que terá tido uso industrial.
Foto 1
Foto 2 Foto 3

A minha estreia nos mergulhos nocturnos

ao fim de quase 18 anos a mergulhar! Confesso que olhar para a água escura me assusta um bocadinho... não se sabe o que pode estar por ali escondido... que seres estranhos podem surgir das profundezas!!
Quando chegamos a Sesimbra até parece que vamos para um mergulho normal… ainda é de dia quando nos começamos a equipar... está menos calor apesar do vento quente... aparelhar a garrafa, regulador, colete, começar a vestir, preparar a máquina para ir para debaixo de água, o briefing e entretanto ficou noite!
entramos no barco... garrafa, cinto de chumbos, barbatanas, lanternas (a normal e uma de reserva), luz de posição, máscara e tubo, máquina fotográfica, parece que não me esqueci de nada... mal saímos do porto é logo preciso vestir o casaco do fato, falta o sol para nos aquecer e os salpicos que durante o dia até ajudam a refrescar a esta hora já provocam arrepios.. e olhar para aquela água tão escura (o sol levou com ele o “azul do mar de Sesimbra”) também não ajuda... mas as falésias estão iluminadas e há um rasto de luar sobre a água, afinal a lua cheia é já daqui a 5 dias!
chegamos ao local de mergulho dominado pelas falésias... uma zona abrigada do vento. O mergulho vai ser pouco profundo, somos 3 “novatos” nestas coisas do mergulho nocturno. Acabar de equipar, saltar para a água, brrrr... “estamos todos?”
descemos... que sensação estranha... vêem-se mais abaixo as luzes dos que foram à frente... mas a que distância? onde está o fundo? às tantas tropeço numa rocha... parece que já cá estou! um bocadinho de ar no colete para não andar a rastejar pelo fundo e começo a olhar em volta! só se vê mesmo para onde apontam as lanternas... quase não via o computador de mergulho (a esta profundidade também não é grave...) mas, apesar da suspensão, a visibilidade é suficiente para perceber que estamos rodeados por rochedos coloridos, onde um peixe adormecido nem se assusta com a luz das lanternas...
a confusão ainda é muita.. o facto de não vermos onde estamos e a “fola” provocada pela ondulação fazem-nos ir de encontro às rochas e atropelarmo-nos uns aos outros... mas o medo foi-se... o facto de estar debaixo de água e a concentração a que a novidade me obriga, fez-me esquecer a escuridão à volta.
O Zé lidera o caminho (era minha “condição” para fazer este mergulho, ir com o Zé ou a Isabel) e vai apontando as paredes e os buracos nos rochedos.
Sempre é verdade o que me tinham contado! vemos animais que durante o dia nem sonhávamos que ali estavam, formas estranhas que saem dos buracos, talvez atraídas pela luz...
cavacos, lagostas e afins são mais que muitos... mais até do que os que vi por lá, alguns só os descobri ao ver as fotos que tirei!