09 julho 2022

A Nau Catrineta e outras histórias (1)


Já estive várias vezes na Gare Marítima de Alcântara mas nunca me tinha ocorrido fotografar os painéis de Almada Negreiros. Talvez por habitualmente estar no átrio mais ao fim do dia? Mas desta vez não estava muita gente, e a luz era boa, de maneira que consegui fotografá-los.

E deixo aqui a Lenda da "Nau Catrineta, que traz muito que contar"
contada pelo "cancioneiro popular" e fabulosamente ilustrada por Almada Negreiros. (clique na foto abaixo para ampliar) Ao lado, está a lenda de D. Fuas Roupinho e do Milagre da Nazaré,
só não percebi porque é que o D. Fuas é o "1º Almirante da Esquadra do Tejo". (clique na foto abaixo para ampliar)

04 julho 2022

Gorongosa 2022: o segundo dia, ainda de manhã...

No regresso ainda vimos umas esquivas inhalas (Tragelaphus angasii) e, chegados à picada 1, as sempre presentes impalas, que quase já não fotografo, excepto quando, como estas, estão em pose para a foto. Um pouco mais à frente encontrámos os "meus" grous (ver aqui) e ainda um solitário boi-cavalo, ou gnu (Connochaetes taurinus), todos na mesma clareira. Parámos depois numa zona mais aberta, para o habitual "café da Gorongosa com biscoitos", onde vimos os restos mortais (uns lindos cornos) de um cudo. Reconfortados com o café ainda conseguimos ir até ao Mussicadzi onde vimos um guarda-rios (mais um!) e a sempre imponente águia pesqueira africana (Haliaeetus vocifer).

02 julho 2022

Gorongosa 2022: o segundo dia, de manhã

O objectivo era fazer a picada que passa pela "floresta de areia". Logo no início demos com dois abutres de cabeça branca (Trigonoceps occipitalis) que estavam numa árvore à beira da estrada, provavelmente à espera que aquecesse um pouco mais para levantarem voo. E depois entrámos na sempre interessante floresta de areia, de olhar atento para tentar ver um cabrito vermelho (Cephalophus natalensis) mas que nunca vi por lá. Saídos do "tunel" de floresta ainda vimos ao longe uma gondonga, ou vaca-do mato (Alcelaphus buselaphus lichtensteinii) mas que não consegui fotografar (ou seja, consegui, mas tínhamos acabado de sair da floresta e ainda não tinha ajustado o ISO da máquina, por isso a foto ficou quase branca).
E como, à medida que nos aproximávamos das zonas mais baixas, a estrada ficava cada vez mais alagada, optámos por inverter marcha, por ali não íamos chegar ao Mussicadzi...
E a seguir, ao procurar um atalho para fugir da estrada que estva completamente alagada!, atascámos!! Começava a aventura no meio do mato... Depois de algumas tentativas (sem sucesso) de tirar o carro só com a "tracção às quatro", o Lenny saiu do carro para resolver a situação com o apoio do guincho, o que também não parecia fácil: o cabo estava a fazer-se difícil para desenrolar-se da roldana... Encontrada uma árvore, pequena mas robusta, e usando a força do guincho conseguimos desatascar. E afinal até foi rápido! em menos de 10 minutos ficou a situação resolvida, e deixámos só um enorme chavascal no meio do matope...

13 junho 2022

De novo no Oceanário (2)

A subir a rampa que leva ao edifício principal demos com este enorme "monstro marinho" que simboliza a "monstruosidade" que é o lixo marinho.
E prosseguimos a visita: o tanque principal é sempre espectacular! E é giro de ver o entusiasmo das crianças "fixadas" nos vidros do piso inferior, entusiasmadas com a vida marinha. Desta vez andava por lá um "mini" peixe-lua que não consegui fotografar. Os tanques "abertos", que representam os Oceanos, são também muito divertidos. No habitat Atlântico os papagaios do mar andavam entretidos a tomar conta de alguns juvnenis. As andorinhas do mar inca, do habitat Antártico eram bem difíceis de fotografar porque voavam e mergulhavam. Finalmente houve uma que resolveu poisar e consegui captá-la. Já os pinguins de Magalhães eram bem mais sossegados na sua vida familiar. E as lontras claro são sempre um entretenimento. Agora são só duas e não paravam de disputar dois brinquedos. Por fim, e ainda relacionada com o lixo marinho, estava esta exposição com alguns bonecos bem engraçados feitos de lixo

11 junho 2022

De novo no Oceanário (1)

Já há algum tempo que não passava por lá... E quando uns amigos, de visita a Portugal, queriam conhecer Lisboa, lembrei-me que o Oceanário seria um excelente "aperitivo" para a visita. E lá fomos. Sendo sábado, e não tendo comprado previamente os bilhetes, havia o risco de apanhar uma grande fila à entrada mas, como ainda era relativamente cedo, correu bem. Começámos a visita pelas Florestas Submersas que continuam lindas, embora não pudessemos tirar partido daquela atmosfera relaxante face ao número de visitantes (sábado de manhã...). Os peixinhos são menos espectaculares que os dos tanques de água salgada mas têm alguma piada, sobretudo quando os apanhamos a roer algumas das algas. Os "sons da floresta e dos seus animais" estão desligados, por razões de "segurança", mas podemos sempre ver as "ilustrações" sobre os bens e serviços que retiramos dos ecossistemas florestais, tal como os "globos" que nos ajudam a identificar os peixes. No corredor de saída gastámos algum tempo com os vídeos que mostram a construção da exposição e seguimos para a atmosfera "imersiva" do fantástico filme "The One", que vimos duas vezes: aparentemente tem menos interessados do que os aquários.

26 maio 2022

Gorongosa 2022: o primeiro dia, de tarde

À tarde, depois de uns 10 minutos de discussão, com muita consulta aos tais guias de telemóvel, sobre se aquele guarda-rios era um de cabeça cinzenta ou de cabeça castanha, lá os convenci a fotografar o "passarito", para verem mais tarde o que seria, e seguimos viagem.

A águia cobreira "castanha" (Circaetus cinereus) também suscitou algumas dúvidas.


E depois mais um guarda-rios... (neste chegaram a consenso mais depressa) E entretanto começámos a ver os bandos de aves a regressar a casa. Não, não é o ecrã que está sujo, são mesmo dezenas ou centenas de aves a "sujar" a paisagem. E um hipopótamo que ia olhando para nós, será que também queria o "tradicional" gin tónico do pôr do sol? Que mais uma vez estava lindo! O Sungué não desaponta nunca. E era também hora de nós regressarmos. Com a lanterna íamos tentando ver a fauna nocturna e demos com esta tartaruga que atravessava calmamente a estrada mas acelerou consideravelmente quando nos viu!

25 maio 2022

Gorongosa 2022: o primeiro dia, de manhã

Este foi um dia bastante dedicado às aves. Ia no safari um casal que dizia que ainda eram novatos nessa matéria mas depois tinham uns guias nos telemóveis onde consultavam tudo o que viam...
Começamos pelos gansos: um grande grupo de gansos da Gâmbia (Plectropterus gambensis), que é o maior ganso do mundo. Por lá existiam muitos.
E na mesma zona estava também um guarda-rios, um dos muitos que existem por lá e que são muito mais fáceis de fotografar do que os de cá.
Pouco depois foi a "pior" parte. Vimos uns três ou quatro mabecos e como ficaram todos entusiasmados andámos à procura onde estariam os outros, que entretanto vieram ter com os primeiros (era uma alcateia de mais de 20), e ficámos por ali mais de meia hora a olhar para os bichos. Como são cuscos vieram ver o carro e aí foi a grande apoteose e foi-se metade do safari assim... Finalmente fizemos uma paragem para beber café junto de uma das lagoas (esta costuma ter "sempre" água) que é o "paraíso" das cegonhas de bico aberto africanas (Anastomus lamelligerus), pelo menos nesta altura do ano, mas também das garças e da jacana africana (Actophilornis africanus). E iniciámos o regresso ao acampamento. Mas foi giro ver o parque cheio de água (o que não é muito bom para ver animais porque estão bastante mais espalhados) e com muitas plantas aquáticas.
Por fim ainda vimos um bonito varano.