26 agosto 2021

Pontal da Carrapateira: as falésias e os rochedos

As falésias são muito bonitas. Umas mais arenosas, provavelmente vestígios de antigas dunas, muito alteradas pela erosão do mar, da chuva e do vento, que originou grutas e plataformas que pareciam polidas... Outras eram mais coloridas, mostrando camadas de materiais bastante diferentes, e fazendo lindíssimos contrastes com a cor do mar, apesar de este não estar tão azul como costuma estar neste troço de costa.

24 agosto 2021

Pontal da Carrapateira: o percurso

O objectivo não era este, mas sim ir à Torre de Aspa e ao cabo de São Vicente. Só que quando nos aproximámos de Aljezur começámos a ver o céu enevoado e algum nevoeiro sobre o mar. E alterámos o destino para ir ao pontal da Carrapateira. Sabia que aquela zona estava agora integrada na Rota Vicentina, e que por isso teria uns passadiços, mas não estava à espera de um percurso tão estruturado. Não só estes passadiços estão mais bem implantados que outros ao longo da costa e permitem ver bastante bem as formas costeiras sem andar a pisar falésias e medos, mas também havia bastante informação sobre o que se via.
E o percurso pode ser feito confortavelmente a pé, de carro e de bicicleta.
Um dos pormenores interessantes era o das letras: junto à praia da Bordeira havia um grande C em ferro que achei que talvez significasse Carrapateira. Mas um pouco mais à frente estava um E, seria Este? não, ali até era a zona mais a Oeste do Pontal. E um pouco mais à frente estava o H. Aí começámos a achar que seriam pontos assinalados por ordema alfabética, embora não tivéssemos visto o A, o B, o D, o F e o G.
Estas letras têm textos gravados que contam um pouco o que se vê. E o H parece ter tido um "código QR" mas se teve foi-se com a maresia.
Resolvemos estar com atenção e, de facto, um pouco mais à frente estavam o I e o J e concluímos que o percurso terminava no K, junto à praia do Amado, que se pode ver ao fundo.
Só quando estive a investigar o que seria o percurso, e as respectivas letras, é que percebi que estão ligados ao Museu do Mar e da Terra da Carrapateira que, pela informação do site (ver aqui), merece também ser visitado. Ficará para uma próxima...

17 agosto 2021

Os 50 anos do PNPG (5)

Já em Fafião tive mais sorte na visita ao Fojo do Lobo. Este é um pouco mais pequeno mas muito bem conservado. Nesta zona é também espantosa a diversidade da vegetação,
quer a que povoa, de forma inimaginável, as paredes rochosas, quer a dos lameiros, onde se encontram vestígios de espécies mediterrânicas. E por fim as ribeiras, que se precipitam entre caos de rochas, para depois dar origem a pequenas lagoas.

08 agosto 2021

Ria de Faro: e o sapal

O sapal é muito mais do que uma zona lodosa localizada entre a oscilação das marés. É espantosa a diversidade da vegetação, que vai variando ao longo do ano, chegando mesmo a ter flores bem coloridas.

05 agosto 2021

Ria de Faro: as salinas (II)

Nalguns dos tanques com maior evaporação o sal grosso acumula-se e também permite imagens interessantes. O "mosaico" abaixo quase que se parece com uma das paredes das minas de sal-gema que já mostrámos aqui

03 agosto 2021

Ria de Faro: as salinas (I)

A Sul do aeroporto de Faro, e junto do Centro do Ramalhete (foto de baixo) do CCMAR (Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve), há um conjunto muito interessante de salinas. No Centro do Ramalhete estão localizados tanques e aquários destinados à produção e investigação de organismos marinhos: por exemplo são aqui criados cavalos marinhos destinados à reintrodução no ambiente natural. Penso que as salinas têm também fins científicos, pelo menos já por lá passei várias vezes e nunca vi fazerem extracção- Mas são muito fotogénicas, com uns tanques ainda com água, outros mais secos, e também pela proximidade do sapal.

02 julho 2021

Os 50 anos do PNPG (4)

O património, desde o arqueológico ao etnográfico é uma constante em todo o PNPG. No caso da serra da Peneda, é muito variado. Neste percurso, onde, infelizmente, a chuva não nos deixou desfrutar da variedade da paisagem, começámos pela mamoa do Batateiro, próxima da branda da Aveleira que já tínhamos mostrado aqui, para depois irmos visitar o fojo do lobo da Bouça dos Homens, este localizado na Gavieira. Esta fantástica estrutura tem dois muros em "v", um deles com mais de 500 m de comprimento e outro com cerca de 150 m e destinava-se a apanhar o então "inimigo lobo". Embora não se conseguisse ter bem noção da dimensão do fojo devido à chuva, foi possível ver bem o "beco sem saída" onde o lobo era encurralado. Daqui seguimos para o Poulo da Seida, um "acampamento" de pastores numa zona de lameiros muito bonitos, que em tempos de sol deve dar um local de piquenique muito interessante. Muito bonito era também o caminho até à estrada, por entre muros de pedra seca e pequenos cursos de água. (é um daqueles percursos que merece o regresso com um dia mais bonito)

16 junho 2021

Visita ao Navio Escola Sagres

Por ocasião dos seus 160 anos de existência, a Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP) atribuiu o seu prémio anual, «Prémio Aboim Sande Lemos – Identidade Portuguesa» - 2019,
ao Navio-Escola Sagres, no âmbito das comemorações do V Centenário da Primeira Viagem de Circum-navegação, comandada por Fernão de Magalhães.
O ‘Prémio Aboim Sande Lemos – Identidade Portuguesa’ foi criado há 35 anos
tendo como objectivo distinguir quem, em qualquer área de criação artística ou científica portuguesa, tenha contribuído para a afirmação da identidade de Portugal.
Neste âmbito, dada a situação que se vive, somente agora foi possível organizar uma visita da SHIP a esta magnífica barca.
 (Fotografias gentilmente cedidas por SARNA)

04 junho 2021

Os fósseis da Praia da Foz

Estava bastante vento mas decidimos arriscar e acertámos. Devido à pequena baía, no meio das rochas estava abrigado. Ao longe, a Serra de Sintra.
Acabámos por estabelecer o nosso pequeno território temporário num verdadeiro museu de história natural a céu aberto.
A rodear-nos, os registos cravados na pedra de muitos ventos e marés...
no fundo, retratos que nos contam uma história ao mesmo tempo antiga e actual.