05 agosto 2021

Ria de Faro: as salinas (II)

Nalguns dos tanques com maior evaporação o sal grosso acumula-se e também permite imagens interessantes. O "mosaico" abaixo quase que se parece com uma das paredes das minas de sal-gema que já mostrámos aqui

03 agosto 2021

Ria de Faro: as salinas (I)

A Sul do aeroporto de Faro, e junto do Centro do Ramalhete (foto de baixo) do CCMAR (Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve), há um conjunto muito interessante de salinas. No Centro do Ramalhete estão localizados tanques e aquários destinados à produção e investigação de organismos marinhos: por exemplo são aqui criados cavalos marinhos destinados à reintrodução no ambiente natural. Penso que as salinas têm também fins científicos, pelo menos já por lá passei várias vezes e nunca vi fazerem extracção- Mas são muito fotogénicas, com uns tanques ainda com água, outros mais secos, e também pela proximidade do sapal.

02 julho 2021

Os 50 anos do PNPG (4)

O património, desde o arqueológico ao etnográfico é uma constante em todo o PNPG. No caso da serra da Peneda, é muito variado. Neste percurso, onde, infelizmente, a chuva não nos deixou desfrutar da variedade da paisagem, começámos pela mamoa do Batateiro, próxima da branda da Aveleira que já tínhamos mostrado aqui, para depois irmos visitar o fojo do lobo da Bouça dos Homens, este localizado na Gavieira. Esta fantástica estrutura tem dois muros em "v", um deles com mais de 500 m de comprimento e outro com cerca de 150 m e destinava-se a apanhar o então "inimigo lobo". Embora não se conseguisse ter bem noção da dimensão do fojo devido à chuva, foi possível ver bem o "beco sem saída" onde o lobo era encurralado. Daqui seguimos para o Poulo da Seida, um "acampamento" de pastores numa zona de lameiros muito bonitos, que em tempos de sol deve dar um local de piquenique muito interessante. Muito bonito era também o caminho até à estrada, por entre muros de pedra seca e pequenos cursos de água. (é um daqueles percursos que merece o regresso com um dia mais bonito)

16 junho 2021

Visita ao Navio Escola Sagres

Por ocasião dos seus 160 anos de existência, a Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP) atribuiu o seu prémio anual, «Prémio Aboim Sande Lemos – Identidade Portuguesa» - 2019,
ao Navio-Escola Sagres, no âmbito das comemorações do V Centenário da Primeira Viagem de Circum-navegação, comandada por Fernão de Magalhães.
O ‘Prémio Aboim Sande Lemos – Identidade Portuguesa’ foi criado há 35 anos
tendo como objectivo distinguir quem, em qualquer área de criação artística ou científica portuguesa, tenha contribuído para a afirmação da identidade de Portugal.
Neste âmbito, dada a situação que se vive, somente agora foi possível organizar uma visita da SHIP a esta magnífica barca.
 (Fotografias gentilmente cedidas por SARNA)

04 junho 2021

Os fósseis da Praia da Foz

Estava bastante vento mas decidimos arriscar e acertámos. Devido à pequena baía, no meio das rochas estava abrigado. Ao longe, a Serra de Sintra.
Acabámos por estabelecer o nosso pequeno território temporário num verdadeiro museu de história natural a céu aberto.
A rodear-nos, os registos cravados na pedra de muitos ventos e marés...
no fundo, retratos que nos contam uma história ao mesmo tempo antiga e actual.

24 maio 2021

Os 50 anos do PNPG (3)

A serra do Gerês é terra de águas, é nesta zona que ocorrem os maiores níveis de precipitação, que vão abastecer inúmeros rios e ribeiras e se formos lá como aconteceu neste Janeiro de 2012, há água por todo o lado, incluindo vinda do céu.
Os pequenos cursos de água, porventura temporários e associados à época, correm por entre enormes calhaus, tornando as florestas dignas de um reino de fadas e elfos. Uma das cascatas de que mais gosto, e que visito sempre que posso, é a cascata do Arado. No Inverno está decorada com medronhos e azevinhos, mas a cor da água é sempre espantosa, mesmo debaixo de chuva. Mas também fantástico é o conjunto de quedas de água da Fecha das Barjas, no troço terminal do rio Arado. Há quem as conheça por cascatas do Tahiti, pelos vários véus de água que se formam e pela cor da água dos lagos nos inúmeros patamares (em dias de sol), e principalmente na "lagoa" onde encontra o rio Fafião. A descida não é fácil (aliás já falámos delas aqui) e existem inúmeros avisos de perigo, mas mesmo assim no Verão estão cheias de banhistas. O ideal será talvez visitá-las num dia e sol no início da Primavera, com muita água e sem dezenas de pessoas, toalhas e montes de roupa...
Descendo pela margem direita é possível admirar as "piscinas" e quedas de água, mais ou menos abruptas, e chegando ao seu encontro com o rio Fafião é toda uma parede revestida de água que mostra que valeu a pena o esforço para lá chegar.

14 maio 2021

Os 50 anos do PNPG (2)

Em Junho de 2013 a serra da Peneda estava toda florida. Embora em muitos locais as acácias dominem a paisagem também há urzes e afins por todo o lado.
E quando se entra na floresta
há água por todo o lado, umas vezes mais evidente
outras mais escondida.
Mas a vegetação mostra bem a presença da água.
Também são interessantes os segredos que se encontram nas aldeias, como esta casa à espera de melhores dias,
e este tanque ainda em utilização.

08 maio 2021

Os 50 anos do Parque Nacional da Peneda Gerês (1)

O PNPG, o nosso único Parque Nacional, celebra hoje 50 anos.
E achei que podia ser giro assinalá-los com uma retrospectiva de 50 fotos. Que começa no Outono de 2015, o que significa que já não vou aquelas maravilhosas serras há quase 6 anos (embora até tenha andado por perto). Desta vez como o objectivo era o Outono, comecei pela albufeira de Vilarinho da Furna (fotografia de cima), e segui pela Mata da Albergaria, estrada bem antiga que conserva os marcos romanos (e provavelmente foi construída sobre um caminho ainda mais antigo), ao longo do rio Homem, até encontrar a estrada entre a vila do Gerês e a Portela do Homem. Nessa zona havia alguns lameiros bem bonitos, a mostrar uns pastos verdejantes, e outros mais disfarçados no meio da floresta. Passada a fronteira (a travessia do Xures é sempre um bom atalho e ainda por cima bonito), ainda fui espreitar as penedias da Peneda, e, para o fim, ficou uma passagem pelo Mezio.