Nalguns dos tanques com maior evaporação o sal grosso acumula-se
e também permite imagens interessantes.
O "mosaico" abaixo quase que se parece com uma das paredes das minas de sal-gema que já mostrámos aqui
milha náutica = 1852 m = um minuto de arco de meridiano
uma das formas de medir o mundo!
distâncias de viagens...
Nalguns dos tanques com maior evaporação o sal grosso acumula-se
e também permite imagens interessantes.
O "mosaico" abaixo quase que se parece com uma das paredes das minas de sal-gema que já mostrámos aqui
A Sul do aeroporto de Faro, e junto do Centro do Ramalhete (foto de baixo) do CCMAR (Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve), há um conjunto muito interessante de salinas.
No Centro do Ramalhete estão localizados tanques e aquários destinados à produção e investigação de organismos marinhos: por exemplo são aqui criados cavalos marinhos destinados à reintrodução no ambiente natural.
Penso que as salinas têm também fins científicos, pelo menos já por lá passei várias vezes e nunca vi fazerem extracção-
Mas são muito fotogénicas, com uns tanques ainda com água, outros mais secos,
e também pela proximidade do sapal.
O património, desde o arqueológico ao etnográfico é uma constante em todo o PNPG. No caso da serra da Peneda, é muito variado.
Neste percurso, onde, infelizmente, a chuva não nos deixou desfrutar da variedade da paisagem, começámos pela mamoa do Batateiro, próxima da branda da Aveleira que já tínhamos mostrado aqui, para depois irmos visitar o fojo do lobo da Bouça dos Homens, este localizado na Gavieira.
Esta fantástica estrutura tem dois muros em "v", um deles com mais de 500 m de comprimento e outro com cerca de 150 m e destinava-se a apanhar o então "inimigo lobo".
Embora não se conseguisse ter bem noção da dimensão do fojo devido à chuva, foi possível ver bem o "beco sem saída" onde o lobo era encurralado.
Daqui seguimos para o Poulo da Seida, um "acampamento" de pastores
numa zona de lameiros muito bonitos, que em tempos de sol deve dar um local de piquenique muito interessante.
Muito bonito era também o caminho até à estrada, por entre muros de pedra seca e pequenos cursos de água.
(é um daqueles percursos que merece o regresso com um dia mais bonito)










A serra do Gerês é terra de águas, é nesta zona que ocorrem os maiores níveis de precipitação, que vão abastecer inúmeros rios e ribeiras e se formos lá como aconteceu neste Janeiro de 2012, há água por todo o lado, incluindo vinda do céu.
Os pequenos cursos de água, porventura temporários e associados à época, correm por entre enormes calhaus, tornando as florestas dignas de um reino de fadas e elfos.
Uma das cascatas de que mais gosto, e que visito sempre que posso, é a cascata do Arado. No Inverno está decorada com medronhos e azevinhos, mas a cor da água é sempre espantosa, mesmo debaixo de chuva.
Mas também fantástico é o conjunto de quedas de água da Fecha das Barjas, no troço terminal do rio Arado. Há quem as conheça por cascatas do Tahiti, pelos vários véus de água que se formam e pela cor da água dos lagos nos inúmeros patamares (em dias de sol), e principalmente na "lagoa" onde encontra o rio Fafião.
A descida não é fácil (aliás já falámos delas aqui) e existem inúmeros avisos de perigo, mas mesmo assim no Verão estão cheias de banhistas. O ideal será talvez visitá-las num dia e sol no início da Primavera, com muita água e sem dezenas de pessoas, toalhas e montes de roupa...
e chegando ao seu encontro com o rio Fafião é toda uma parede revestida de água que mostra que valeu a pena o esforço para lá chegar.








O PNPG, o nosso único Parque Nacional, celebra hoje 50 anos.
Desta vez como o objectivo era o Outono, comecei pela albufeira de Vilarinho da Furna (fotografia de cima), e segui pela Mata da Albergaria, estrada bem antiga que conserva os marcos romanos (e provavelmente foi construída sobre um caminho ainda mais antigo),
ao longo do rio Homem, até encontrar a estrada entre a vila do Gerês e a Portela do Homem.
Nessa zona havia alguns lameiros bem bonitos, a mostrar uns pastos verdejantes,
e outros mais disfarçados no meio da floresta.
Passada a fronteira (a travessia do Xures é sempre um bom atalho e ainda por cima bonito), ainda fui espreitar as penedias da Peneda,
e, para o fim, ficou uma passagem pelo Mezio.