25 maio 2012

Calçada de Alpajares II

Duas sepulturas escavadas na rocha, sem tempo, lembram-nos outras épocas, outras eras.
Outrora percorrida por almocreves, a Calçada de Alpajares, na freguesia de Poiares, constitui actualmente um belíssimo percurso pedestre.
Qual sentinelas, os guardiões do caminho são os grifos que, à distância, observam os intrusos.

22 maio 2012

Dia Mundial da Biodiversidade



E como este ano é dedicado à biodiversidade marinha, fica aqui uma imagem de um dos peixes mais emblemáticos do nosso primeiro Parque Marinho: a "cabra riscada da Arrábida" (Trigloporus lastoviza), também conhecida por "ruivo".

19 maio 2012

Cavalo de Mazouco

Nesta bela curvatura do Douro Internacional, podemos encontrar uma gravura rupestre, com cerca de 60 cm de comprimento, a que chamam o “Cavalo de Mazouco”.
Oficialmente, data do final do Paleolítico Superior ou seja, entre 12.000 e 8.000 anos, sendo o primeiro cavalo deste tipo localizado em todo o continente europeu.
Embora conhecida desde sempre pelas gentes da localidade, a sua divulgação só se verificou em 1981, quando um estudante de arqueologia falou aos seus professores de uma figura que, em 1976, tinha visto nas margens do rio Douro, muito perto da aldeia de Mazouco, freguesia de Freixo de Espada à Cinta.

10 maio 2012

Creoula e Santa Maria Manuela: 75 anos


Faz hoje 75 anos que foram lançados à água, nos estaleiros da CUF, em Lisboa os dois lugres bacalhoeiros Creoula e Santa Maria Manuela.

Depois de terem estado muitos anos envolvidos na pesca do bacalhau nos mares frios da Terra Nova, fazendo parte da chamada Frota Branca, tanto um como o outro acabaram por assumir novas funções: o Creoula como navio de treino de mar da Marinha Portuguesa e o Santa Maria Manuela como navio de treino de mar civil.

Ontem, quando os fotografei, estavam amarrados no mesmo cais, no Parque das Nações (ver em cima) e podem ser visitados até Domingo.


Os mastros do Creoula.


E os do Santa Maria Manuela.


E como os tempos são outros, é possível ter informação sobre os dois navios através do telemóvel.

07 maio 2012

As minhas viagens no Creoula

Começaram em 2005, com uma ida aos Açores, para mergulhar nas Formigas (em cima e em baixo), no banco D. João de Castro e mais noutros sítios.
Nesse ano ainda fiz Ílhavo - Lisboa.
Em 2007 vim de Génova até Barcelona, com passagem pelo sul de França (em baixo).
E em 2010 foi a vez de Funchal - Lisboa
e de Portimão - Lisboa, com uma saída ao fim do dia que permitiu ver este fantástico pôr-do-sol, algures sobre a praia da Luz.
Este ano haverá mais...

30 abril 2012

Beltane


Chegou a estação clara! Bom Beltane a todos.

25 abril 2012

Arte rupestre em Portugal

Mazouco
Calçada de Alpajares

Ribeira de Priscos

12 abril 2012

Chá do Guruè

O Guruè é uma pequena vila no distrito de Quelimane, que foi fundada pelos portugueses no séc. XIX, tornando-se o centro de uma região produtora de chá no início do séc. XX. Em meados do séc. XX, o Guruè tornou-se a sede de importantes companhias produtoras e exportadoras de chá e, pela amenidade do clima, o local de residência e de férias da chamada "aristocracia do chá".

Apesar de ter fortemente decaído após a independência de Moçambique, em especial em resultado da guerra civil, a vila conseguiu conservar muito do seu charme e está agora em processo de recuperação, tal como as plantações dos arbustos de chá (Camellia sinensis).
Agora é de novo possível comprar chá do Guruè, os acessos estão em recuperação e para dormir há um bom alojamento na chamada "Casa do Padre", gerida pelo Centro Polivalente Leão Dehon, uma estrutura missionária também responsável pela formação e pelo emprego na região.
A região é linda, com umas fantásticas montanhas a dominar plantações a perder de vista.
E como o clima continua ameno, de manhãzinha conseguem-se imagens bonitas como esta, onde as acácias pontuam as plantações de chá.

05 abril 2012

Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras

(clique para ampliar)
Em 12 de Maio de 1731, D. João V autoriza a construção do Aqueduto das águas Livres, tendo o reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras sido concluído em 1834.
Projectado para receber e distribuir as águas trazidas pelo Aqueduto, foi projectado por Carlos Mardel em 1752, constituindo um excelente registo da arte Barroca em Portugal.
No seu interior temos a “Arca de Água”, com 7,5 metros de profundidade, cuja capacidade é de cerca de 5500 metros cúbicos.
A dominar este espaço temos a cascata de água, coroada com uma belíssima cabeça de um ser marinho.

04 abril 2012

Moliceiros. A Memória da Ria

(clique para ampliar)

A pedido da nossa amiga Ana Maria Lopes, autora do blogue Marintimidades e uma grande conhecedora das embarcações tradicionais portuguesas, aqui fica um convite para o lançamento do (finalmente) reeditado livro Moliceiros, da sua autoria.
A não perder.

29 março 2012

As aventuras da Garina do Mar... numa ilha do Atlântico (5)

3º dia (cont.) - a costa oeste

Depois de admirarmos o fabuloso contraste entre as encostas áridas e o mar azul da costa oeste, regressamos ao interior da ilha (o aeroporto impede a passagem por Oeste entre o Sul e o Norte).
Passamos pelo pico de Ana Ferreira, com as suas estranhas colunas prismáticas a que chamam "piano", formações geológicas de origem vulcânica e postas a descoberto pela exploração de uma pedreira.
Daí, no chamado "miradouro da Pedreira", é possível também observar um outro estranho contraste: o de um verde campo de golfe que ressalta da paisagem desértica.
E voltamos à costa oeste (noroeste)onde são notórios os fenómenos de erosão, que num lado ou noutro, são objecto de tentativas de contenção, quer através da florestação (com pouco sucesso), quer através da constução de socalcos.
Mas são lindos os efeitos dos ravinamentos provocados por linhas de água torrenciais: dão origem a estes vales em V que mostram o azul do mar.

22 março 2012

Ponte do Porto

No dia mundial da água, trago aqui uma ponte: afinal para haver pontes é preciso que haja rios e para que haja rios é preciso haver água.
Mas esta ponte medieval, classificada como monumento nacional em 1910, tornou-se praticamente inútil: agora não é mais do que um elemento decorativo da paisagem.
A Ponte do Porto (ponte da passagem) que ligava Amares a Braga, tem agora uma substituta e as construções do Lugar da Ponte, que eram referidas no Inquérito à Arquitectura Regional de Portugal estão em ruínas.
Não seria de recuperar o lugar, criando uma atracção que fizesse com que a ponte voltasse a ser utilizada, pelo menos como local de passeio?