12 setembro 2006

Laminárias no mar de Sesimbra

Já repararam que começaram a aparecer novamente laminárias no mar de Sesimbra? Parece que o fundo começou a reequilibrar…
Será que é por acaso? ou é o arrasto que está a diminuir?
Como aprendi a andar, a nadar e a mergulhar em Sesimbra, já lá vão praticamente 40 anos e, apesar das barbaridades que ao longo do tempo se foram fazendo, sou um adepto incondicional daquela vila, pareceu-me importante salientar este facto!

19 comentários:

garina do mar disse...

talvez sejam já efeitos do plano de ordenamento do Parque Marinho...

Laurus nobilis disse...

quase de certeza que tens razão...

garina do mar disse...

QUASE?!?

Laurus nobilis disse...

pronto... está bem! um ano e pouco deve chegar para, neste caso, a natureza se recompor

Pexit@ Calhandr@ disse...

desculpem lá, mas como é que em 15 dias de Parque Marinho, a existencia de laminarias pode advir daquele regulamento cacique?

Já agora e sobre o post, Qual arasto em Sesimbra? Algum dos srs. sabe o que é pesca de arrasto?

Não acham que a poluição é a maior responsavel pelo desaparecimento das laminárias? e pelo reaparecimento? Acham que os pescadores comem isso, ou fazem cremes dessa alga!

garina do mar disse...

O Plano de Ordenamento do PNA e do Parque Marinho está em vigor desde o dia 24 de Agosto de 2005.

O que acontece é que prevê um regime transitório em que algumas das disposições só entraram em vigor ao fim de um ano (protecção total a nascente do cabo Barbas de Cavalo e a área de protecção parcial do Portinho da Arrábida), ou seja a 24 de Agosto de 2006, e outras só entrarão em vigor ao fim de dois, três ou quatro anos.

garina do mar disse...

Já agora... um dos grandes responsáveis pela delapidação dos recursos marinhos na Arrábida foi a apanha de algas para produção de cremes de beleza? que existiu há umas dezenas de anos atrás! estão agora a pagar muitos pelo dinheiro que uns embolsaram em tempos...

e o arrasto é de facto um dos responsáveis pelo desaparecimento das laminárias, não porque as algas sejam agora utilizadas para o que quer que seja (acho...) mas porque são arrancadas pelas redes quando estas são demasiado longas ou os barcos se aproximam da costa...

J.A. disse...

As algas que a garina do mar refere são as algas vermelhas do tipo gelidium, de onde se extrai o agar agar, e não o golfo. Mas, dadas as relações entre espécies, pode ter acontecido que a apanha das algas vermelhas tenha sido uma causa indirecta do desaparecimento das laminárias.

Parece-me difícil que o surgimento das laminárias decorra da aplicação do Popna, não só pela sua recente entrada em vigor, mas também pelo tipo de actividades restringidas (pequena pesca local, náutica de recreio).

No entanto, não tenho dúvida de que a aplicação do Popna tenha efeitos positivos no ecossistema natural. O que lamento é o desprezo pelo ser humano e pela comunidade que aqui pesca há séculos. Julgo até que se interditasse totalmente a pesca, e o mergulho, e os barcos e exercícios de guerra, e as patrulhas da polícia marítima, numa zona de até 2 ou 3 milhas da costa, o efeito ainda seria mais efectivo. Numa segunda fase poder-se-ia expulsar as populações das margens do Sado e do Tejo, exilando-as, por exemplo, na Sibéria: estou convencido de que a ecologia natural desta região teria muito a ganhar.

Laurus nobilis disse...

É uma ideia! como está em consulta pública o Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território e a Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável sugiro que se apresente isso como sugestão...
E já agora, também no Livro Verde dos Oceanos e Mares, uma vez que outros países poderão estar interessados em adoptar políticas semelhantes...

garina do mar disse...

da leitura do regulamento, o arrasto, tirando a excepção feita às xávegas das praias, está proibido desde 2005... se isso entrou em prática ou não já não sei... mas um ano é suficiente para se notar a diferença no crescimento das algas!

e do que eu me lembro, quando foi da apanha do agar agar vinha tudo atrás...

no Algarve já ouvi propôr umas retiradas de populações, por isso a ideia não é inédita... mas acho que mandar as pessoas para a sibéria é um bocado de mais!!! talvez para o interior, andam por aí a queixar-se da desertificação do Alentejo!

J.A. disse...

Bem, a Sharapova cresceu na Sibéria e não se deu mal...

garina do mar disse...

será que ainda se vai a tempo para transformar os lisboetas, sesimbrenses e outros sadinos em tenistas?

Laurus nobilis disse...

no que se refere à Sharapova, concordo em absoluto!

nautilus disse...

estou a ver que não os posso deixar sózinhos! um dia por fora e pegam fogo ao Milhas Náuticas!!! e desta vez nem fui eu que comecei!

pirate girl disse...

Quanto a tennistas, prefiro o Guga!!!!!

garina do mar disse...

outra!
ontem estive para escrever "Homens!" face à rapidez com que se entenderam quando o assunto passou a ser "gajas"...
mas já vi que o mal é geral... (não faço ideia quem seja esse tal de guga...)

filipe disse...

preciso apenas de ajuda quero saber de preço de barco de pesca de arasto e fotos largura angola-cabinda, email filipebras2003@yahoo.com.br

Anónimo disse...

Bem eu só agora reparei neste comentários, de onde as opiniões se dividem, e fiz umas boas costeiras o limo, ou gelidium, e um dos grandes causadores do desaparecimento desta mesma alga, um dos responsáveis, foi este navio que se afundou junto ao Cabo Espichel, desde então foi se notando uma escassez da própria alga naquelas imediações, e outro fator e ecossistema que contribui o contribui o com o resto, não me digam que e uma planta que foi arrancada de forma manual que causou o desaparecimento! Não mas sim a poluição, a Portucel com descargas de de resíduos de tratamento para pasta de papel, junto a isso vem toneladas de químicos, e blá blá, pensem primeiro antes de falarem, pior ainda quando não se tem conhecimentos práticos da matéria, nao sentados na secretaria que se tirão conclussões, mas sim no terreno dias e horas seguidas a observar as mesmas pedras e o desenvolvimento da alga de ano para ano.

Nautilus disse...

Comentários anónimos e "acusações" não fundamentadas valem o que valem... De qualquer forma opiniões são opiniões e por isso não quisemos deixar de publicar.