26 março 2010

Belém

"De Santa Maria de Belém partiram navegadores e cientistas, obtendo-se assim a sabedoria da inovação, a audácia da experiência e a liberdade da descoberta. Daqui zarparam muitos que, através do seu mérito individual e da sua coragem, muitas vezes alicerçado numa visão colectiva, foram motor de desenvolvimento e de progresso da Humanidade. A procura de novos caminhos, de novos rumos e de novas epopeias levaram estes heróis, através dos séculos, a desbravar a vida, a vencer a morte e a descobrir o futuro."
in prefácio de "Belém", edição da Junta de Freguesia de Santa Maria de Belém, 2009

21 março 2010

A floresta dos druidas

O velho bosque de faias, em Kerohou (o 19 do mapa), esconde um amontoado de blocos, alguns dos quais terão servido de apoio a cerimónias ancestrais.
Sem indicações e bem difícil de encontrar, a atmosfera que se respira por ali é de mistério: a luz coada, as pedras de formas estranhas e as árvores dominando tudo.

15 março 2010

Lisboa Ribeirinha II

Postais do arquivo fotográfico da CML
Desembarque do peixe no Cais da Ribeira Nova
Canoa de bailéus e barcos de pesca no Cais da Ribeira Nova
Desembarque do carvão no Cais de Santos
Desembarque do peixe no Cais da Ribeira Nova

07 março 2010

7 Maravilhas Naturais de Portugal

Com o mote: “Se queremos proteger alguma coisa, em primeiro lugar, temos que saber apreciá-la”, foi lançado o processo para a eleição das “7 Maravilhas Naturais de Portugal”, que irá decorrer até 11 de Setembro deste ano.
Este processo tem ainda mais pertinência por 2010 ser o Ano Internacional da Biodiversidade (veja a página).
Neste momento estão a votação 21 Maravilhas Naturais, subdivididas em 7 grupos. Ou seja, quem votar terá que escolher uma de cada grupo.
Os grupos e as Maravilhas que neles se enquadram são:
1 - Zonas Marinhas
  • Arquipélago das Berlengas
  • Ponta de Sagres
  • Ria Formosa

  • 2 - Grutas e Cavernas
  • Algar do Carvão
  • Furna do Enxofre
  • Grutas de Mira de Aire

  • 3 - Praias e Falésias
  • Pontal da Carrapateira
  • Portinho da Arrábida
  • Praia de Porto Santo

  • 4 - Florestas e Matas
  • Floresta Laurissilva
  • Mata Nacional do Bussaco
  • Paisagem Cultural de Sintra - Património da Humanidade

  • 5 - Grandes Relevos
  • Paisagem Vulcânica da Ilha do Pico
  • Parque Natural da Arrábida
  • Vale Glaciar do Zêzere

  • 6 - Zonas Protegidas
  • Parque Nacional da Peneda-Gerês
  • Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina
  • Reserva Natural da Lagoa do Fogo

  • 7 - Zonas Aquáticas Não Marinhas
  • Lagoa das Sete Cidades
  • Portas de Ródão
  • Vale do Douro
  • O Milhas Náuticas já mostrou aqui muitas destas (e outras que provavelmente não lhes ficam atrás) Maravilhas Naturais de Portugal, pelo que não quisemos deixar de assinalar este projecto. Veja aqui como votar.
    Não vou indicar, pelo menos para já, a minha votação. E confesso que há duas ou três destas Maravilhas Naturais que não conheço. Mas fica desde já aqui uma das minhas preferidas, pela sua (bio)diversidade.

    28 fevereiro 2010

    Mergulho em "Diogo Vaz"

    Na costa Atlântica de São Tomé. Esta parede, que começa a cerca de 25 m de profundidade, foi o melhor local onde mergulhei por lá.
    Uma moreia grandinha deu-nos as boas vindas e as gorgónias animavam as paredes.
    Ainda vimos uma tartaruga, mas está claro que os tubarões, anunciados como prováveis, não apareceram.
    Entretanto o meu regulador estava a cortar no débito e tive que subir um pouco. Demos então com uma multidão de enguias de jardim!
    Por volta dos 20 m e até à superfície havia bastante mais peixe: a costumada "cadeia alimentar" - sardinhas, carapaus, cavalas e alguns charuteiros. Mais umas moreias e, a despedir-se de nós, este colorido nudibrânquio.
    30,2 metros, 32 minutos!
    Quando cheguei cá acima a caixa estanque estava toda embaciada! A humidade de São Tomé não ajuda nada nestas coisas, sobretudo quando se desce para águas um pouco menos quentes. Assim, no segundo mergulho, já encostado a terra, levei só a caixa! Felizmente não havia problemas.
    O segundo mergulho foi bastante desinteressante. Era um talude de enormes calhaus rolados, que descia até perto dos 20 m, e umas áreas aplanadas daquela areia grossa e cinzenta, onde "pastavam" dezenas de salmonetes.
    19,2 metros, 56 minutos!
    A única atracção do mergulho foi a quantidade (umas dezenas largas) de peixes trombeta que andavam à volta dos calhaus.

    21 fevereiro 2010

    Lisboa Ribeirinha I

    Postais do arquivo fotográfico da CML
    Doca do Terreiro do Trigo
    Varino junto ao Cais das Colunas
    Varinas no Mercado do Peixe da Ribeira Nova
    Fragatas âncoradas no Cais das Colunas

    15 fevereiro 2010

    Um passeio na Bretanha: o farol de l'Île Vierge

    A costa de Plouguerneau, no Finistère norte (o número 13), é um troço do litoral da Bretanha muito recortado, salpicado de ilhas e rochedos e muito batido pelos ventos e pelas ondas.
    Uma destas ilhas é a Île Vierge, situada a 1,5km da costa, a nordeste da entrada do Aber-Wrac’h, onde em meados do séc. 15, foi fundado um convento, habitado durante cerca de 60 anos. Atribui-se o nome da ilha à existência de uma capela dedicada à Virgem.
    Na ilha existiu um primeiro farol (cujo edifício ainda existe) que entrou em serviço a 15 de Agosto de 1845.
    A construção do actual farol, prevista desde 1882, foi autorizada por uma decisão ministerial de 22 de Abril de 1896, e teve início a 24 de Abril de 1897.
    O farol da Ile Vierge, com uma altura de 82,5 m é o mais alto da Europa. Tem uma escadaria com 360 degraus, de uma única pedra e mais 32 degraus de ferro que permitem alcançar a lanterna.
    Em 1959, o farol foi electrificado e actualmente é accionado por uma célula fotoeléctrica.







    Na página do Departamento do Finistère existe mais informação sobre o farol.

    03 fevereiro 2010

    Domus Municipalis

    Com uma forma de pentágono irregular, pensa-se que este magnífico edifício, situado em pleno Castelo de Bragança, poderá datar do século XII, devendo ter servido como local de reunião dos homens influentes do concelho. No entanto, outros autores, afirmam que a sua origem poderá datar da ocupação romana, ou mesmo anterior, embora não seja possível demonstrá-lo.
    O facto de estar construído sobre uma cisterna e de possuir um aspecto fortificado, levou a que ainda outros autores tivessem equacionado uma possível função militar, enquadrada no dispositivo defensivo que D. Sancho I levou a cabo em Bragança. Contudo, as opiniões mais recentes apontam para uma dupla função: por um lado a de cisterna e, por outro, a de sala de reuniões da Câmara.
    Com efeito, o edifício serviu de Câmara Municipal até meados do século XIX, altura em que foi abandonado devido ao perigo de desabamento. Na década de 20 do século passado deu-se início ao restauro, ao mesmo tempo que se destruíram os imóveis entretanto construídos nas imediações. É um edifício único em toda a Península Ibérica.

    01 fevereiro 2010

    1 de Fevereiro de 2010

    No ano em que alguns comemoram os 100 anos de república...
    ...lembremos aqueles que foram assassinados pelos seus sequazes!

    29 janeiro 2010

    Os mergulhos no ilhéu de Santana


    Mais uma vez dois mergulhos pouco coloridos. No primeiro, do lado sul do ilhéu, o mais divertido era olhar para a superfície e ver a "cadeia alimentar": carapaus, sardinhas, cavalas, plombetas e um ou outro charuteiro.
    25 metros, 37 minutos (e um parceiro de mergulho que gastava muito ar!!)

    O segundo mergulho tinha a componente cénica da gruta, com uns efeitos da corrente no fundo, uns jogos de luz e algum colorido nas paredes
    Mas o mais interessante era ver os cardumes de peixe miúdo a evoluírem com a "fola"
    14,7 metros, 50 minutos

    23 janeiro 2010

    Ilhéu de Santana

    O ilhéu de Santana fica na costa Leste da ilha de São Tomé, umas dezenas de milhas a sul da cidade com o mesmo nome.
    Tem uma passagem, que atravessa o ilhéu de lado a lado e permite a passagem de um lado ao outro, tanto por baixo de água, como com pequenas embarcações.
    Se não fossem as palmeiras até poderíamos pensar que estávamos na Berlenga ou nos Açores

    16 janeiro 2010

    O Castelo de Bragança

    Existem registos que levam a crer que terá sido edificada uma primeira fortificação cristã no reinado de D. Afonso Henriques, tendo esta estrutura sofrido melhoramentos no reinado de D. Sancho I, que concedeu foral à povoação em 1187.
    Durante a crise de 1383-1385, o alcaide João Afonso hesitou entre tomar o partido de Castela e Leão ou de Portugal mas, após a intervenção de D. Nunes Álvares Pereira, Bragança reconhece D. João I como rei de Portugal.
    Devido à necessidade de fortificar as linhas defensivas da raia, em 1409, D. João I ordena a construção do castelo tal como hoje o conhecemos, tendo mandado erigir uma imponente torre de menagem de 34 metros de altura. Sucintamente podemos dizer que o castelo é constituído por um extenso conjunto de muralhas com ameias, de 660 metros de perímetro numa planta oval, que circundam quatro recintos individualizados.
    Após 1640, durante a Guerra da Restauração, esta fortificação tornou a sofrer alterações, tendo em vista adaptá-la à instalação de peças de artilharia. Em 1762 e durante as invasões napoleónicas, o castelo serviu de baluarte defensivo a mais estas tentativas de conquista, respectivamente por parte de castelhanos e franceses, tendo os primeiros sido derrotas pelo famoso Conde de Schaumbourg Lippe, marechal alemão que comandou as tropas portuguesas nesse período.
    Desde 1936, funciona na torre de menagem o museu militar, estando o Castelo de Bragança classificado como Monumento Nacional.

    08 janeiro 2010

    Um passeio na Bretanha: Le Conquet

    Com um glorioso passado marítimo, Le Conquet (o número 11) é um dos principais portos de pesca do Finisterra, famoso pelos seus crustáceos e peixes de qualidade (aqui é um dos tais sítios onde os tourteaux são uma especialidade).
    São também muito interessantes as casas "à inglesa", as ruas estreitas, as pequenas praças e os muros de pedra que caracterizam o porto, bem como o aber que serve de lugar de abrigo a inúmeras embarcações de pesca e de recreio.
    Na ponta de Kermorvan, que limita por norte o aber de Le Conquet, localiza-se o farol do mesmo nome, construído em 1849. Em 1874, devido aos nevoeiros da zona, foi complementado por um "sino de ondas", accionado pela ondulação mas que era pouco audível nalgumas condições de mau tempo.
    (em cima: a ponta de Kermorvan vista da abadia de Saint Mathieu)
    O farol está apenas 2 m acima do nível do mar!
    Em 1944, quando as tropas alemãs destruíram os assinalamentos luminosos das costas francesas, o farol foi um dos poucos a ser salvo graças ao engenheiro Wiedermann, também alemão, que sugeriu que apenas fossem retirados os sistemas de iluminação.
    Em 1994 foi automatizado e é telecontrolado a partir de Brest.
    A norte da península de Kermorvan localiza-se a ponta de Corsen, o ponto mais ocidental da França metropolitana (sem contar com as ilhas).