15 outubro 2006

Os "primos" do Nautilus estavam todos! em Sesimbra...

O dia hoje não estava muito convidativo. Ameaçava chuva, estava frio... mas ir para debaixo de água é sempre ir para debaixo de água... O mar em Sesimbra também não estava simpático! uma vaga curta, de vento contra a ondulação, fez-nos vestir os casacos dos fatos logo à saída do porto... e com que fossemos a apanhar pancada até perto do Cabo!
Descemos... a água estava gelada! cheia de suspensão... e tinha-me esquecido de levar pelo menos a luva da mão esquerda para me poder agarrar quando tiro fotografias... Mas pronto, estava debaixo de água! Liguei a máquina... em automático! com tanta suspensão não ia valer a pena estar com "mariquices"! era mesmo só um passeio por baixo de água...
Só que, junto da segunda pedra estava um búzio (ou buzina) enorme...
não, este não é primo do Nautilus!
não sabem que o Nautilus é o único cefalópode que tem concha?
e quase logo a seguir o João "desencantou" um polvo... grandinho! (é, este já é dos primos!)
que se deixou fotografar de todas as maneiras e mais alguma... afinal ia ter que me esforçar!
e logo a seguir outro...
que se punha mesmo em frente à câmara a dizer "fotografa-me!"
continuámos em direcção a terra, até chegarmos à passagem da "ponta da passagem"...
Aí a visibilidade tinha melhorado consideravelmente!
até deu para fotografar uns sargos, granditos, que se passeavam por ali...
e claro, mais umas paredes coloridas por umas esponjas bem amarelas!
e outras enfeitadas de briozoários ...
Resolvemos passar pela passagem da "ponta da passagem", e contorná-la pelo lado de fora... eu já vinha mais preocupada com a gestão do frio do que do ar...
quando dou de caras com outro primo do Nautilus! um choco!
que se passeava por ali... digam lá... não são tão parecidos? vê-se mesmo que são primos!!! só lhe falta mesmo a concha...
mas olha Nautilus, não sei se foi por saber que te conheço... o choco também se deixou fotografar tantas vezes quantas eu quis...
e até se punha em pose a olhar para mim!
...
Estava na hora de vir para cima...
...
...
16,5 metros. 55 minutos.
E uma garina do mar completamente enregelada!

14 outubro 2006

"Canoas" da minha terra...

Estava eu a preparar um álbum sobre a Real Regata das Canoas (parece que o prometi a umas certas pessoas que se baldaram à regata!) e a escolher fotos de canoas e catraios, quando tive que largar por uns minutos o computador... quando voltei estava o "screen saver" a correr... e fiquei de boca aberta a olhar para esta foto que tirei na ilha de Moçambique!
por lá chamam-lhes "dhows" mas as semelhanças são inegáveis!
na ilha
e no Tejo!
pela paisagem envolvente até dá para distinguir, aqui vê-se o Montijo ao fundo...
e nesta um dos esporões rochosos da Ilha!
ou então pelas pinturas dos cascos!
mas será que alguém menos atento conseguia distinguir?

12 outubro 2006

Quando voltas Cais das Colunas?

E será que voltas? Há quantos anos está entaipada e soterrada a mais bonita porta de entrada em Lisboa?

11 outubro 2006

Finalmente em consulta pública uma Estratégia Nacional para o Mar

A Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar (finalmente!) terminou a sua proposta de linhas orientadoras de uma estratégia nacional para o mar e de um programa de acções a ser executado no curto e no médio prazos.
O texto da proposta de Estratégia Nacional para o Mar está disponível para consulta no site do Ministério da Defesa Nacional: http://www.mdn.gov.pt/ e no da Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar, http://www.emam.mdn.gov.pt/, até ao dia 3 de Novembro (vai haver uma sessão pública de apresentação no dia 24 de Outubro - ver comentários).
Os contributos deverão ser enviados para: info@emam.gov.pt Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar.
Aproveito para relembrar que está também em consulta pública, até 30 de Junho do ano que vem, o "Livro Verde dos Oceanos e Mares Europeus". Para saber como veja o nosso artigo de 27 de Julho: http://milhasnauticas.blogspot.com/2006/07/o-livro-verde-dos-oceanos-e-mares.html

10 outubro 2006

Berlengas: ilhas misteriosas

"Quero olhar para as Berlengas mais de perto. (...) no fundo do horizonte sempre aquelas três nuvens pousadas sobre o mar, chamando por mim. Atraem-me e fascinam-me.
(...)Passo três dias deitado numa pedra a namorar o recorte delicado das Berlengas. Atraem-me como em pequeno as ilhas misteriosas e desertas dos meus sonhos. Por fim meto-me num barco, e depois de três horas a remos vejo-as mudar de cor e encher o horizonte. Distingo as minúcias na Berlenga grande, em Santa Catarina e Farilhões, e ponho o pé em terra com assombro. É um monte espesso com um castelo na base, assente numa pedra destacada e ligado a terra por uma ponte em aqueduto.
(...) Nunca vi água assim: é uma lente esveredeada, que desvenda fundos mágicos.
Subo um carreirinho a pique. Sento-me no planalto e olho. Olho não é bem, trespasso-me. Trespasso-me de cor, de luz, de amplidão. O que aqui existe e domina é o azul do céu e o azul do mar. Bebo-o. Vagueio uns dias ao vento falando só. Viver aqui é viver em pleno céu. É ser nuvem e mar, é ser azul. A vida sobre esta base de granito não tem corpo. A grande rocha está suspensa no vácuo - porque o mar é pó verde muito ténue e a rocha pó roxo a diluir-se.
(...) Não me canso extasiado. Vou por outro carreiro, pelas escadas de palmo abertas na pedra."
in "Os Pescadores" de Raúl Brandão, foto da Garina do Mar

09 outubro 2006

08 outubro 2006

2 Mergulhos nas Berlengas

O primeiro era para ser nas Estelas...
mas aquilo estava um bocado "entornado"
por isso acabámos por ir até aos Farilhões, onde estava bastante mais sossegado
O mergulho foi na "gruta do rabo do asno" (que nome tão feio para um sítio tão bonito!).
A abrótea que vive lá no fundo da gruta foi simpática e deixou-se fotografar (era mais lógico se se chamasse a "gruta da D. Abrótea Simpática"...).
E as paredes cá fora também eram bonitas ...
Não consegui foi tirar mais fotos porque como tive que subir mais cedo tinha a interferência das bolhinhas dos que mergulhavam mais abaixo!
31,2 metros, 30 minutos e meia garrafa por gastar! acho que vou começar a pedir um desconto pelo ar que sobra...
Entre os dois mergulhos fomos almoçar no pátio da Fortaleza de S. João que já fechou: fim da época! é uma pena um edifício tão interessante não estar melhor aproveitado... dizem que nos seus bons tempos iam empregados "de ponto em branco" buscar as malas e receber os hóspedes ao cais!
Enquanto lá estávamos veio o "meu" barco buscar-me...
tive que pedir que esperasse amarrado à boia do "cabo Avelar", afinal ainda me faltava outro mergulho!
O 2º mergulho foi no "vapor do trigo".
Parece que o trigo que trazia não se deu bem com a água salgada, mas é espantoso ver "florescer" aquelas chapas de ferro!
Peixinhos havia muitos, desde uns mais pequenitos que nasceram por lá...
até a um safio enorme que "abanava" a cauda dentro de uma das caldeiras...
e a uns sargos bem grandes que nos acompanharam na subida...
26,8 metros. 32 minutos. Para um segundo mergulho não foi mau!

05 outubro 2006

A Real Regata das Canoas

Começou com uns discursos de uns "senhores importantes". A honrar aqueles que têm vindo a recuperar as canoas e as tradições do Tejo. E a ligação dos portugueses ao Oceano.
E a lembrar que foi há 863 anos que Portugal se tornou um país independente (tás a ver laurus, devias ter lá estado!)
Canoas e catraios fundearam nas posições determinadas pelo sorteio...
e finalmente, com um ligeiro atraso, foi a largada, bem renhida!
Alguns espectadores atentos!
e a grande vencedora: o Gavião dos Mares
A apoteose final
e os meus agradecimentos à Canoa Ana Paula
e ao Tavares e Clube Náutico Moitense que me transportaram durante a regata contribuindo para esta mini reportagem!

Um outro 5 de Outubro

Pois é… enquanto uns comemoram querelas entre portugueses, outros há que preferem assinalar um outro 5 de Outubro, o de 1143, data em que foi assinado o Tratado de Zamora.
Embora a soberania nacional só viesse a ser confirmada em 1179, pelo Papa Alexandre III, é nesta data que Afonso Henriques é reconhecido como Rei de Portugal e vassalo da Santa Sé, confirmando assim o título que já usava desde a Batalha de Ourique.
Por tudo… 863 anos depois… Salve Afonso I, Rei de Portugal!