08 maio 2016

Um cruzeiro no arquipélago dos Bijagós (1º dia: a viagem)


Depois de um voo simpático, de cerca de 4 horas, aterrámos em Bissau por volta da hora de almoço. Um almoço rápido, trocar algumas coisas da mala para um saco e era tempo de ir para bordo.

No porto de Bissau esperava por nós uma pequena lancha que nos ia levar a bordo do Africa Princess (ver aqui) que estava fundeado ao largo.

Ainda esperámos por um passageiro mais atrasado, o que permitiu ir vendo o movimento do porto (em cima) e a ilha de Rei (em baixo) onde as instalações de uma antiga fábrica de óleo de amendoim podiam justificar o seu aproveitamento para um hotel ou resort.

Depois, já a aproximarmo-nos do fim do dia, finalmente largámos em direcção aos Bijagós, contemplando a costa de Bissau,

e a "ilha dos Pássaros", que alberga um antigo farol e uma das luzes que sinaliza a entrada no porto, bem como inúmeras aves que ali vêm passar a noite (na foto um grande bando de pelicanos).

Enquanto estávamos entretidos o "mordomo" do Africa Princess veio-nos pedir se podíamos jantar um pouco mais cedo, enquanto havia luz para que uma eventual iluminação da mesa de jantar não ofuscasse o comandante.
Assim fizemos, numa mesa impecável!


Para o fim do jantar, o habitual "marão" que se encontra à saída do canal de Bissau já impedia a estabilidade dos copos e às tantas os salpicos eram tantos que nos fomos abrigar na zona do bar, por trás da "ponte".
Mas foi pouco tempo, uma hora e picos depois navegávamos já entre ilhas, em direcção ao local onde íamos passar uma noite tranquila.

30 abril 2016

Bom Beltane!

Chegou (finalmente!) a estação clara. Que o sol nos ilumine e seja fonte de vida.
Votos de bom Beltane a todos!

28 abril 2016

De regresso ao Pulo do Lobo

Calhou ir para as bandas de Mértola e, de facto, vale bem a pena o desvio.
Quer pelo acidente geológico-fluvial, com este abrupto estreitamento do leito do rio,

quer pelo espectáculo da água a correr,

e ainda pelas formas que a erosão deu às rochas: mais agrestes as sujeitas à erosão da chuva e do vento

e mais arredondadas as buriladas pela água.

22 abril 2016

Fósseis

 Muitas vezes,
 passamos por eles
 e nem pensamos
 no tempo que demoraram a formar-se...

14 abril 2016

Covão da Ametade: o rio Zêzere

Nascido no Cântaro Magro, despenha-se em cascatas até chegar a uma zona de pequenas lagoas no Covão da Ametade.

Depois assume a forma de rio,
que é canalizado no troço que atravessa a zona dos parques de campismo e de merendas.

E por fim inicia a descida da serra,
através do vale glaciar.

08 abril 2016

Covão da Ametade (2)


O Covão da Ametade localiza-se no início da descida para Manteigas, a partir das Penhas da Saúde e corresponde àquele bosque de bétulas no centro da foto. No Verão, com as bétulas cheias de folhas, será mais visível na paisagem.
É uma zona aplanada, dominada pelo Cântaro Magro que se vê através das árvores na foto de cima e já mais descoberto a partir de uma grande clareira.
No local existe um parque de campismo, que dizem que funciona todo o ano mas não vi ninguém por lá, e também um parque de merendas muito aprazível à sombra das bétulas e à beira do Zêzere.

30 março 2016

O Museu do Vasa

A 10 de Agosto de 1628, o Vasa, um galeão sueco mandado construir pelo Rei Gustavo Adolfo II, afundou-se no porto de Estocolmo logo após ser lançado à água, tendo navegado menos de uma milha náutica.
Mede 69 metros da proa à popa e pesa cerca de 1200 toneladas, tendo dois convés sobrepostos e fechados, destinados a albergar canhões.
A causa do desastre, foi o facto do Vasa ter sido construído com uma parte superior muito pesada e, simultaneamente, ter sido colocado no fundo do navio uma quantidade insuficiente de lastro. 
O navio naufragado foi resgatado em 1961, após 333 anos sob as águas frias e salobras do Mar Báltico. O facto de não existir grande quantidade de sal na água, foi decisivo para a preservação do Vasa. 
Foram encontrados milhares de artefactos, tais como armas ligeiras, canhões, ferramentas, loiças, moedas e talheres, assim como os restos mortais de, pelo menos,15 marinheiros.
Muitas peças deste espólio encontram-se expostas no museu, sendo de salientar que 98% da reconstrução do navio foi efectuada usando  as técnicas próprias da construção naval sueca do séc. XVII. 95% do casco original do Vasa estava preservado e, com se pode observar, decorado com centenas de figuras esculpidas em madeira.
A conservação deste galeão constitui uma tarefa permanente, dependendo em larga escala da manutenção de condições de temperatura e humidade constantes. Outro problema com que o navio se defronta hoje em dia, tem a ver com o facto de, devido aos poluentes existentes na água, se terem formado ao longo dos anos grandes quantidades de enxofre, que se foi alojando na madeira. Agora, fora de água, o enxofre reage com o oxigénio, transformando-se em ácido sulfúrico, o que, como é óbvio, é nocivo para a madeira. Ou seja, a investigação para a conservação deste exemplar único da marinha de guerra do séc. XVII continuará ainda por muitos e muitos anos.
Réplica em miniatura do Vasa

21 março 2016

Covão da Ametade (1)


A assinalar simultaneamente o Dia Mundial da Floresta que se comemora hoje e o Dia Mundial da Água que se comemora amanhã, deixamos aqui umas imagens da linda mata de bétulas do Covão da Ametade, no Parque Natural da Serra da Estrela,

e do rio Zêzere que nasce nas magníficas escarpas graníticas que dominam este local.

15 março 2016

Astérix e a Guerra das Gálias


Os comentários sobre a Guerra das Gálias (Commentarii de Bello Gallico) de Júlio César foram durante muitos anos a melhor fonte de informação sobre os Celtas e mais particularmente sobre os Gauleses.
Com efeito, estes povos não deixaram informação escrita e mesmo as suas aldeias, maioritariamente construídas em madeira, desapareceram.

Júlio César, como bom militar que era, estudava aprofundadamente os povos que ia conquistar. E as suas notas chegaram até aos nossos tempos e foram detalhadamente analisadas por quem queria estudar o povo Celta.


Actualmente, através da utilização da tecnologia LIDAR (teledetecção por laser, ver aqui), foi possível descobrir as fundações das fortificações desaparecidas, permitindo uma pesquisa arqueológica muito detalhada e chegar a novas informações que, no entanto, não contrariam mas sim complementam as obtidas através dos escritos de Júlio César.

Opinião diferente tem o Astérix. E isso é bem patente no novo livro “Le Papyrus de César” que brilhantemente parodia o livro de Júlio César e a sua "imprecisão" no que respeita à aldeia Gaulesa que nunca conseguiu conquistar.

A ler, quer um quer outro: “De Bello Gallico” (A Guerra das Gálias), de Júlio César e “Le Papyrus de César” (O Papiro de César), de Jean-Yves Ferri e Didier Conrad.

07 março 2016

Um passeio na Bretanha: Bréhat e Loguivy


De regresso ao meu passeio pela Bretanha, chego agora ao 26 do mapa.

No meu imagínário (em resultado da leitura do livro do Poly na Bretanha ;) ) a ilha de Bréhat era bem maior e mais afastada de terra! Se soubesse que era tão pertinho talvez tivesse programado uma ida lá, assim tive que a ver de longe, a partir de l'Archouest onde se localiza o embarcadoro.

(clicar na foto para ampliar)

Muito engraçada é a enseada de Loguivy (em baixo), quase imperceptível na imagem do Google Maps de cima...


O controlo da pesca nesta zona é tão importante que até nos cafés estão afixados os regulamentos sobre o que se pode pescar.

Também importantes são as balizas de navegação tantas são as rochas e ilhotas semeadas no mar da Bretanha.