07 outubro 2011

Hipopótamos do Lugenda (também no Niassa)



Há um francês que anda a estudar os búfalos do Niassa e tem o acampamento à beira do rio Lugenda.
Fomos procurá-lo, seria uma maneira de vermos búfalos e ficar a saber alguma coisa sobre o projecto.
Mas ele não estava no acampamento e se quisessemos ver os búfalos teríamos que andar uns kms largos a pé...
Como entretanto nos disseram que ali perto estava um grupo de hipopótamos, fomos ver se os encontrávamos.
Durante todo o tempo que estivemos na margem do rio eles não deixaram de olhar para nós!
E os juvenis não saíram do pé dos adultos.
Quem diria, ao vê-los com este ar intimidado, que podem matar se encontrarem alguém à frente deles no caminho para a água?
Os búfalos não vimos. Nem ali nem em lado nenhum durante este safari, apesar de termos andado por sítios onde eram abundantes...

04 outubro 2011

Elefantes do Niassa


De acordo com o último levantamento aéreo, feito em 2009, existem na Reserva do Niassa cerca de 20 mil elefantes, sendo a maior densidade na zona central e nascente.
No entanto nessa zona só há 3 picadas e o capim está alto pelo que ver um elefante é uma sorte: só com a ajuda do pisteiro é que demos com um!
Como o vento estava bom ainda fomos atrás dele, mas os elefantes andam depressa e pouco mais lhe vimos do que o dorso...
Já no Bloco R1, junto a Milepa, vimos outro: desta vez ganhei aos pisteiros :)
Mas que também se apressou a desaparecer mal nos viu a "persegui-lo".
Depois vimos outros, e bem perto, mas foi na Gorongosa onde só há uns 200 ou pouco mais, e isso é outra história...

28 setembro 2011

Leões do Niassa

Depois de um dia inteiro a passear no Bloco R1 (ex-Bloco E) da Reserva do Niassa, entre queimadas que obrigavam a reequacionar o percurso e cursos de água que por vezes tínhamos que vencer com a ajuda do guincho, chegou o fresquinho da tarde e começaram a aparecer os animais... 
Uma breve paragem para ver um grupo de fêmeas de inhacoso, e logo a seguir um dos pisteiros (que iam em cima do jipe para ter melhor visibilidade) bate no tejadilho: LEÃO!
À primeira vista só se via aquele pequeno exemplar a espreitar, curioso, por detrás de uma árvore.

Mas logo a seguir "SURPRISE!", aparecem mais três juvenis também curiosos com a nossa presença e duas fêmeas adultas.

As leoas, numa primeira abordagem, tentaram puxar as crias para trás, mas, perante a curiosidade irresistível dos mais novos e a nossa insistência em ficar por ali, resolveram impôr o respeito.

Foi lindo de ver: umas corridas para a frente com ar ameaçador, uns saltinhos, e tudo a "rosnar", como quem diz "livrem-se de se aproximar!" Mas mantendo sempre a distância que resulta de um desafio entre "iguais": afinal eles sabem que o homem (também) é um predador

Por precaução os pisteiros entraram (pela janela) para dentro do jipe e ainda demos umas voltas por ali: afinal faltava o macho grande!?! que não vimos, provavelmente andaria na sua "patrulha" habitual de fim de dia.
Só este jovem macho que por precaução, ou pose!?! ficou o tempo todo ali deitado e só se dignou levantar quando nos aproximámos com o jipe e o grupo de leões achou que o melhor era retirar-se...

Com a Bushfind.

21 setembro 2011

Mina do Lousal II

Cerca de 10 anos após o encerramento da mina, o antigo e último proprietário desta e o município local juntaram-se, tendo em vista promover uma iniciativa de desenvolvimento integrado, capaz de reabilitar a localidade. Assim, nasceu o Programa de Desenvolvimento Integrado e de Redinamizacão do Lousal, cuja promoção e gestão está a cabo da Fundação Frederic Velge.
Neste momento e já no âmbito deste projecto, podemos visitar um Centro de Ciência Viva exclusivamente direccionado para a actividade mineira e o Museu Mineiro, situado na antiga central eléctrica, com um espólio bastante vasto. Esperemos que, efectivamente, este empreendimento não morra e venha a constituir um verdadeiro pólo de dinamização local, abrangendo as vertentes turística, cultural, científica e pedagógica.
Por último, resta fazer referência ao Restaurante Armazém Central, onde podemos saborear comida regional alentejana de elevada qualidade, para além da existência de alguns alojamentos turísticos com bom ar, mas que não tive oportunidade de visitar.

14 setembro 2011

Mina do Lousal I

A mina do Lousal, situada no Concelho de Grândola, está integrada na Faixa Piritosa Ibérica, que se desenvolve desde Alcácer do Sal a noroeste, até Sevilha, a sudoeste. O principal objectivo da sua exploração foi a obtenção de enxofre, a partir de pirites, no período que decorreu entre 1900 e 1988.
A partir dos anos 30 do século passado, o Lousal começou a ser explorado de forma mais intensa, pelo facto das pirites terem adquirido uma maior importância económica, derivado da indústria de adubos SAPEC ter começado a laborar em Setúbal, em 1928, consumindo juntamente com a CUF, o minério extraído.
Hoje em dia, após quase um século de exploração mineira, o Lousal é uma localidade marcada pelos vestígios, sempre inevitáveis, do abandono deste tipo de projectos, que sustentaram em exclusivo a economia local.

09 setembro 2011

Do Cabo da Roca

O dia não estava famoso para aquelas bandas. Quem já ouviu falar do "barrão" de Sintra sabe a que me refiro: em Cascais um sol radioso e uma grande ventania e depois, à medida que se sobe a serra, a mesma ventania e as nuvens a correrem velozes da serra em direcção ao mar. Mas enfim, sempre deu para fotografar a faixa a Norte do farol. E ver a nova "cara" da pedra da Ursa, na praia do mesmo nome, que este ano (com muita tristeza de alguns) se resolveu desfazer de algum peso "supérfluo". Quem quiser saber mais sobre a praia da Ursa e as suas lendas pode ver esta infografia do Expresso.

25 agosto 2011

Na noite de lua cheia


Em Alcácer do Sal.
Já foi há uns dias mas é sempre bonito olhar para a lua :)
E engraçado ver o voo das aves em contra-luz, talvez já na sua migração para Sul.
Pouco mais de uma hora depois da lua nascer já estava assim:

18 agosto 2011

Parque Natural do Tejo Internacional


Comemora-se hoje o 11º aniversário deste Parque, criado pelo Decreto-Regulamentar nº 9/2000, de 18 de Agosto, devido às suas arribas, ao elevado valor das suas linhas de água com comunidades vegetais ripícolas associadas e, no domínio da avifauna, a espécies estritamente protegidas por convenções internacionais como a cegonha-preta Ciconia nigra, o abutre-preto Aegypius monachus e a águia-real Aquila chrysaetos, todas com estatuto de “em perigo”.

É normal no Tejo Internacional ver imagens como esta, de umas dezenas largas de aves de grande porte, aproveitando as correntes térmicas da zona do rio Tejo. Neste dia andavam por lá grifos (o maior número), abutre-preto, abutre-do-egipto e águia-imperial-ibérica.
Ou de grifos poisados nas escarpas, neste caso um juvenil na zona da confluência do Aravil

Também existe uma numerosa população de veados, como os que mostrámos já há algum tempo ou este jovem "vareto".

E o ano passado houve dois casais de abutre-preto que voltaram a criar em Portugal, na herdade da Cubeira, também perto do Aravil (este ano apesar de haver 3 ninhos só houve uma cria).

Na foto, em baixo, uma das crias do ano passado já muito ao fim do dia.

Saiba mais na página do Parque.

11 agosto 2011

Delícias da Bretanha


A meio da manhã pode-se pensar num kouign aman (em primeiro plano e ao centro na foto de cima), um bolo só de farinha e manteiga que é uma delícia! Estes estavam numa pastelaria de Dinan.
Depois, algo de mais saudável, uma sopinha, pois claro, bem rica em peixe. Por exemplo na presqu'île de Quiberon.
E a seguir uma galette de blé noir (ou blé sarrasin). As melhores que comi foi no Ti Nevez em Saint Malo, mas desta vez estava fechado.
Para a sobremesa a dúvida é se há-de ser um crepe com chocolate ou se é melhor com mel e limão...

E tudo acompanhado com sidra! Cidre brut ou fermier, de preferência, a outra é muito doce...
Bon apétit!

04 agosto 2011

O farol do Cabo da Roca

Já há uns anos que queria visitar este farol e finalmente surgiu a oportunidade, no âmbito do programa Ciência Viva no Verão.
Este farol do Cabo da Roca, que entrou em funcionamen-to a 26 de Outubro de 1896, veio substituir um outro, mandado edificar pelo alvará de 1 de Fevereiro de 1758, que iniciou o seu funcionamento em 1772.
Do primeiro equipa-mento apenas existem relatos de que por vezes não se avistava a mais do que 2 milhas de distância.
O que era manifesta-mente pouco face à sua importante posição marítima: no ponto mais ocidental do continente europeu e próximo da entrada de um grande porto como é o de Lisboa.
Como em todos os faróis, neste também tem que se subir, apesar de não ser muito dado que se localiza numa falésia com uma altura considerável.
Latitude 38º 46,99' N
Longitude 09º 29,75' W
Principais características:
Altura: 22 m
Altitude: 165 m
Alcance: 26 M
Luz: Fl (4) W 18 s
in "Faróis de Portugal", Marinha Portuguesa. Ciência Viva
E é interessante que em todas as visitas se apprendem coisas novas. Desta vez foi possível ver a lâmpada que está em funcionamento e as lâmpadas suplentes que a substituem automaticamente quando necessário.
Ainda há 8 oportunidades para o visitar este Verão!