09 setembro 2011

Do Cabo da Roca

O dia não estava famoso para aquelas bandas. Quem já ouviu falar do "barrão" de Sintra sabe a que me refiro: em Cascais um sol radioso e uma grande ventania e depois, à medida que se sobe a serra, a mesma ventania e as nuvens a correrem velozes da serra em direcção ao mar. Mas enfim, sempre deu para fotografar a faixa a Norte do farol. E ver a nova "cara" da pedra da Ursa, na praia do mesmo nome, que este ano (com muita tristeza de alguns) se resolveu desfazer de algum peso "supérfluo". Quem quiser saber mais sobre a praia da Ursa e as suas lendas pode ver esta infografia do Expresso.

25 agosto 2011

Na noite de lua cheia


Em Alcácer do Sal.
Já foi há uns dias mas é sempre bonito olhar para a lua :)
E engraçado ver o voo das aves em contra-luz, talvez já na sua migração para Sul.
Pouco mais de uma hora depois da lua nascer já estava assim:

18 agosto 2011

Parque Natural do Tejo Internacional


Comemora-se hoje o 11º aniversário deste Parque, criado pelo Decreto-Regulamentar nº 9/2000, de 18 de Agosto, devido às suas arribas, ao elevado valor das suas linhas de água com comunidades vegetais ripícolas associadas e, no domínio da avifauna, a espécies estritamente protegidas por convenções internacionais como a cegonha-preta Ciconia nigra, o abutre-preto Aegypius monachus e a águia-real Aquila chrysaetos, todas com estatuto de “em perigo”.

É normal no Tejo Internacional ver imagens como esta, de umas dezenas largas de aves de grande porte, aproveitando as correntes térmicas da zona do rio Tejo. Neste dia andavam por lá grifos (o maior número), abutre-preto, abutre-do-egipto e águia-imperial-ibérica.
Ou de grifos poisados nas escarpas, neste caso um juvenil na zona da confluência do Aravil

Também existe uma numerosa população de veados, como os que mostrámos já há algum tempo ou este jovem "vareto".

E o ano passado houve dois casais de abutre-preto que voltaram a criar em Portugal, na herdade da Cubeira, também perto do Aravil (este ano apesar de haver 3 ninhos só houve uma cria).

Na foto, em baixo, uma das crias do ano passado já muito ao fim do dia.

Saiba mais na página do Parque.

11 agosto 2011

Delícias da Bretanha


A meio da manhã pode-se pensar num kouign aman (em primeiro plano e ao centro na foto de cima), um bolo só de farinha e manteiga que é uma delícia! Estes estavam numa pastelaria de Dinan.
Depois, algo de mais saudável, uma sopinha, pois claro, bem rica em peixe. Por exemplo na presqu'île de Quiberon.
E a seguir uma galette de blé noir (ou blé sarrasin). As melhores que comi foi no Ti Nevez em Saint Malo, mas desta vez estava fechado.
Para a sobremesa a dúvida é se há-de ser um crepe com chocolate ou se é melhor com mel e limão...

E tudo acompanhado com sidra! Cidre brut ou fermier, de preferência, a outra é muito doce...
Bon apétit!

04 agosto 2011

O farol do Cabo da Roca

Já há uns anos que queria visitar este farol e finalmente surgiu a oportunidade, no âmbito do programa Ciência Viva no Verão.
Este farol do Cabo da Roca, que entrou em funcionamen-to a 26 de Outubro de 1896, veio substituir um outro, mandado edificar pelo alvará de 1 de Fevereiro de 1758, que iniciou o seu funcionamento em 1772.
Do primeiro equipa-mento apenas existem relatos de que por vezes não se avistava a mais do que 2 milhas de distância.
O que era manifesta-mente pouco face à sua importante posição marítima: no ponto mais ocidental do continente europeu e próximo da entrada de um grande porto como é o de Lisboa.
Como em todos os faróis, neste também tem que se subir, apesar de não ser muito dado que se localiza numa falésia com uma altura considerável.
Latitude 38º 46,99' N
Longitude 09º 29,75' W
Principais características:
Altura: 22 m
Altitude: 165 m
Alcance: 26 M
Luz: Fl (4) W 18 s
in "Faróis de Portugal", Marinha Portuguesa. Ciência Viva
E é interessante que em todas as visitas se apprendem coisas novas. Desta vez foi possível ver a lâmpada que está em funcionamento e as lâmpadas suplentes que a substituem automaticamente quando necessário.
Ainda há 8 oportunidades para o visitar este Verão!

28 julho 2011

No Dia Nacional da Conservação da Natureza

e dia dos 35 anos do Parque Natural da Arrábida.
A ideia era juntar os roazes corvineiros, um bom testemunho da importância de conservar a natureza em Portugal, e a Arrábida, mas desta vez eles estavam no rio e por isso o passeio foi mesmo no seu habitat.
Sempre bonitas de ver as suas brincadeiras!
E é sempre bom saber que vão nascendo crias! O ano passado mostrámos o Batalhinha. Este ano, há cerca de um mês nasceu o Pirata e o Nortada. Qual deles é o da foto? Não sei...

23 julho 2011

5 anos

Há 5 anos, começámos a publicar no Milhas Náuticas, relatando as nossas viagens, mostrando a nossa forma de ver o mundo, seja ele marítimo ou não.
Em nome da equipa que, sempre que pode, aqui vai acrescentando mais umas Milhas, agradecemos a todos os nossos mais de 150 mil visitantes (alguns repetem bastante) e, em especial, àqueles que, com os seus comentários, contribuem para o enriquecimento deste blogue. Voltem sempre!

18 julho 2011

A cavalo, no planalto de Castro Laboreiro

Uma das coisas bonitas do planalto de Castro Laboreiro é esta paisagem, feita de contrastes e a perder de vista!
Desta vez fui eu lá passear. Mas a cavalo :) como se pode ver pela fotografia! E o Joy portou-se muito bem.
A cavalo consegue-se chegar mais longe do que a pé e ver coisas que não se vêem de carro. Ou seja, recomendo!
Pelo caminho encontrámos veados, aves diversas (que não consegui fotografar, por via das dúvidas só levei a compacta) e as famosas manadas de garranos.
E pudemos admirar os sempre lindos "pantanos", nome que dão na região a pequenas albufeiras e charcas
O almoço foi em Espanha (do outro lado do marco está um P), num penhasco com uma vista linda.
Apesar de o Joy também ter gostado do passeio, é sempre um alívio quando retiram toda a parafernália necessária para se poder montar e conduzir o cavalo.
A repetir! Saiba mais em www.ecotura.com.

13 julho 2011

Castro de S. Lourenço II

O Castro de S. Lourenço fica situado no concelho de Esposende e tem as suas raízes no final da idade do Bronze ou seja, cerca de mil anos antes de Cristo.
As escavações arqueológicas, com carácter sistemático, tiveram início a partir de 1985, após algumas destruições provocadas por trabalhos numa pedreira próxima.
Várias casas foram restauradas e, em cada campanha arqueológica, para além das escavações, têm existido sempre trabalhos de consolidação e restauro de estruturas.
Foi construído num dos imponentes afloramentos graníticos que compõem a região e que ladeiam a faixa litoral. A vista, é magnífica!

07 julho 2011

Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina

O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina foi criado pelo Decreto-Lei nº 241/88, de 7 de Julho, ou seja faz hoje 23 anos, como Área de Paisagem Protegida. E que, embora quase ninguém saiba, incluía já "o mar e fundos marinhos adjacentes, numa faixa de 2 km ao longo da costa correspondente".
Em 1995 foi reclassificado como Parque Natural (Decreto Regulamentar nº 26/95, de 21 de Setembro) e nesse ano viu também aprovado o seu Plano de Ordenamento, recentemente revisto (RCM nº 11-B/2011, de 4 de Fevereiro).
Apesar de já termos publicado por aqui inúmeros artigos sobre este Parque, desde as praias da zona de São Torpes em Sines, até à praia do Rebolo em Vila do Bispo, passando pelos vários portinhos ao longo de toda a costa, pelo cabo Sardão em Odemira, com os seus rochedos de formas estranhas e as suas cegonhas "marinhas", pela costa alcantilada e praias rochosas de Aljezur e pelo sempre simbólico Promontório Sagrado, nunca tínhamos feito referência específica ao Parque Natural pelo que fica aqui assinalado o seu aniversário.
E aqui fica também um dos seus ex-libris, a ilha do Pessegueiro
com as suas lendas e as suas estranhas construções.
Para saber mais consulte a página do Parque.