3º dia (cont.) - a costa oeste
Depois de admirarmos o fabuloso contraste entre as encostas áridas e o mar azul da costa oeste, regressamos ao interior da ilha (o aeroporto impede a passagem por Oeste entre o Sul e o Norte).
Passamos pelo pico de Ana Ferreira, com as suas estranhas colunas prismáticas a que chamam "piano", formações geológicas de origem vulcânica e postas a descoberto pela exploração de uma pedreira.


Daí, no chamado "miradouro da Pedreira", é possível também observar um outro estranho contraste: o de um verde campo de golfe que ressalta da paisagem desértica.


E voltamos à costa oeste (noroeste)onde são notórios os fenómenos de erosão, que num lado ou noutro, são objecto de tentativas de contenção, quer através da florestação (com pouco sucesso), quer através da constução de socalcos.


Mas são lindos os efeitos dos ravinamentos provocados por linhas de água torrenciais: dão origem a estes vales em V que mostram o azul do mar.


No Dia Mundial da Floresta fica aqui uma das mais bonitas florestas que conheço em Portugal. Pela imagem acima pode-se perceber porque é que o azevinho é o símbolo desta área protegida.
A floresta, que inclui um carvalhal lindíssimo, corresponde à parte sul e nascente da Paisagem Protegida, ou seja, para a visitar, entrando por Travanca na estrada de Ponte de Lima para Paredes de Coura, percorre-se o caminho assinalado a preto no mapa (clicar para ampliar), primeiro em direcção a Corno de Bico e depois a São Martinho de Vascões.

Curiosamente, os habitantes da região deslocam-se entre povoações pelos caminhos da floresta. Estas duas senhoras iam de Travassos para São Martinho assistir a um funeral, gastando um dia inteiro para ir e voltar. Desta vez tiveram sorte, conseguiram uma boleia...
Recomendo também uma visita ao Centro de Educação e Interpretação Ambiental do Corno de Bico, em Chã de Lamas, junto à colónia agrícola de Vascões, que é uma obra de arquitectura notável pela sua integração na paisagem.
No
No Maranhão, quando o Inverno parece Primavera. 


