01 dezembro 2016

1º de Dezembro de 1640

«...Os guardas são desarmados e o grupo assaltante espalha-se pelos corredores e aposentos. O ministro Miguel de Vasconcelos, traidor que espezinhava a Pátria, cai. E o povo, que se vai juntando no terreiro, atraído pela notícia do que se passa, aclama D. João IV, correspondendo aos vivas e gritos de liberdade que, das janelas do Paço, lhe lança D. Miguel de Almada...»

in História de Portugal II, Verbo Juvenil, Gris Impressores, 1966

26 novembro 2016

Mercado do Livramento


Recentemente restaurado, o mercado do Livramento, localizado na Av. Luísa Todi, em Setúbal, merece uma visita.
No corredor central somos recebidos por figuras típicas de um mercado: o homem do talho, as vendedeiras e o carregador do peixe.

E na parede do fundo os painéis de azulejos retratam a vida rural e piscatória de Setúbal.

O mercado do peixe foi considerado "um dos melhores do mundo" pelo USA Today,

mas também tem uma zona de "drogaria", artesanato,

e claro, as tradicionais vendas de fruta e flores.



20 novembro 2016

Topo-hidrografia "instantânea"


Numa expo sobre produtos e serviços ligados ao mar o Instituto Hidrográfico tinha esta "caixa de areia" que servia para mostrar como é que funcionam os sondadores multifeixe: há medida que alterávamos a topo-hidrografia as curvas de nível ajustavam-se e as cores que indicavam a altitude também.

Foi divertido passar de uma montanha à beira-mar,

para uma montanha com uma caldeira

e dar origem à formação de uma ilha!


O resultado real é o das fotos abaixo com a representação do cachão da Valeira e da embocadura do Tua, em resultado do levantamento que o IH está a fazer do rio Douro.


Neste vídeo do IH é exemplificada a forma como o navio faz o levantamento.

No folheto são apresentadas as características de vários aparelhómetros sondadores e os resultados obtidos.

14 novembro 2016

Baixa-mar

 Quando as rochas ficam a descoberto,
 parecem adquirir vida própria...

06 novembro 2016

A "passarada" da Herdade da Mourisca


O moinho de maré da Mourisca, que já albergava um café e uma zona de exposição, incluindo a do próprio moinho, foi remodelado e encheu-se de "passarada" (ver aqui a notícia sobre a remodelação).
Mas também criaram uma zona de esplanada com cadeiras transatlânticas e ainda recuperaram os espaços interiores (que, a meu ver, ficaram decorados de mais).
O moinho está normalmente aberto aos fins de semana e é um espaço muito agradável.
Ficaram muito engraçados os flamingos, cegonhas e garças ao longo do acesso ao moinho.
E além dos "passarus metallicus" também pode ver aves em carne e osso nas salinas da envolvente.

31 outubro 2016

Samhain


O mundo deu mais uma volta e terminou mais um ano. Começa agora a estação escura. E esta é a noite em que se pode aceder ao Sid, onde dois mundos e dois tempos se encontram. O caminho é através da água...
Bliadhna mhath ùr duit!! Bom Ano Novo!

26 outubro 2016

A arte da camuflagem...

Devagarinho, lá se foi cobrindo de areia e mudando de cor,
tentando passar despercebido.

22 outubro 2016

Maré cheia na Mourisca


Há dias, perto do equinócio, voltei à Herdade da Mourisca, que estava "quase" debaixo de água.

O rio Sado parecia um lago, sem se verem ilhotas por todo o lado como é hábito.

O passadiço que serve de embarcadouro estava praticamente submerso.

E ainda estava a encher...

Anda também por lá uma "passarada" nova, bem bonita por sinal, mas a isso e à remodelação que fizeram no moinho voltarei mais tarde.

14 outubro 2016

O porto de abrigo da Azenha do Mar

 Apesar da pesca estar como está,
ainda por lá estão abrigadas, resistindo,
 cerca de uma dezena de embarcações...

09 outubro 2016

Um cruzeiro no arquipélago dos Bijagós (5º (e último) dia, de tarde)


E estava na hora de voltar ao Africa Princess e dizer adeus aos Bijagós.

Quando chegámos ao barco a praia estava pejada de caranguejos que rapidamente correram para os seus buracos.

Mas as ibis sagradas vieram despedir-se

e as vacas de Canhabaque também...

Algum tempo depois de largarmos ferro vimos o farol da ilha de Galinhas, a bombordo,

e, a estibordo a ilha de Bolama. Ao fundo via-se já a costa de Bissau. E eu fui guardar a máquina porque iam começar os salpicos dos encontros de correntes.

Ainda jantámos a bordo e só depois fomos para casa. Com a promessa de voltar um dia...
Acaba aqui a "reportagem" sobre o cruzeiro mas ainda tenho alguns apontamentos que mostrarei mais tarde, incluindo a muita passarada que vi por lá.

01 outubro 2016

Um cruzeiro no arquipélago dos Bijagós (5º (e último) dia, de manhã)


O objectivo era visitar primeiro o mangal de Meneque (uma das baías da ilha de Canhabaque) e depois enquanto uns visitavam a Tamanga os outros esperavam na praia.
Só que mal entrámos na baía apareceram estes simpáticos golfinhos e andámos de volta deles.
video
Já não visitámos o mangal :( e fomos directos à ilha, os que ficavam na praia já a pensar numa bela banhoca.

Só que tiraram o pipo à praia e ficámos sem água :( Enfim, nada a fazer, havia que esperar pelo grupo que tinha ido à aldeia.

Por fim chegaram e saímos da baía para tomar o merecido banho numa praia exterior.

Na praia teríamos um "brinde": a tripulação tinha uma amiga jibóia na praia. Foram procurá-la e voltaram muito tristes: a jibóia estava morta! Fomos ver, tinha acabado de mudar a pele e estava enfiada num buraco. Não sei se estaria morta, podia ter só acabado de comer muuuuuito...

Na praia andei a investigar as pedras. Quando vi pela primeira vez as rochas da praia muito escuras, achei estranho que as ilhas fossem de origem vulcânica. Confirmaram que não eram... mas de onde viriam aquelas rochas tão pretas? Ali estive a observar as falésias e deu para ver que quando os blocos se soltavam a superfície, inicialmente alaranjada, começava a escurecer até ficar mesmo preta. Deve ser algum tipo de oxidação mas ainda não descobri a origem.


Nota adicional: o blog amigo Bonecos de Bolso faz hoje onze anos. É como o Milhas Náuticas um resistente e, sobretudo, um blog que merece a visita!

22 setembro 2016

Cabo Mondego


Há uns dias, numa ida para Norte, resolvi ir visitar um local que praticamente só conhecia de ouvir falar nas previsões meteorológicas: "nevoeiro a Norte do cabo Mondego", "nortada a Sul do cabo Mondego", etc..

O farol está bem instalado apesar de o mar na zona em frente ao cabo estar bastante amarelo, provavelmente em resultado de escorrências das extracções de pedra.

A estreita estrada junto ao mar está cheia de avisos de explosão mas como era sábado e não se via ninguém por ali resolvi arriscar.
E bem fiz porque, depois da desolação que é aquele cabo todo esventrado pelas pedreiras, a vista para Norte é magnífica.

O encontro entre o mar e o cordão dunar dá umas imagens muito bonitas e só não se via "até Aveiro" por causa dos tais nevoeiros a Norte do cabo Mondego...

Na face norte do cabo alguns afloramentos rochosos mostram que antes das cimenteiras o cabo Mondego devia ser bem bonito.