22 novembro 2017

Um safari no Botswana - 4º dia: o passeio de mokoro (2)


Como tinha dito, como o mokoro se movia silenciosamente, conseguíamos aproximarmo-nos bastante dos animais. O elefante da foto de cima deliciava-se com os arbustos que estavam perto da margem.
E as zebras começavam por olhar para nós com curiosidade,


depois, devagarinho (mas ruidosamente), afastavam-se para a outra margem do lago,

onde ficavam calmamente a ver o que fazíamos.

As girafas eram mesmo as mais cuscas! Uma ainda espreitava por trás da vegetação,

mas esta outra, que apanhei já no regresso, olhava para nós descaradamente.
A rãzinha coitada é que nem se atrevia a mexer-se quando o guia agarrou no junco para ma mostrar e depois para a pôr num ângulo em que eu a conseguisse fotografar. Mas ficou bonita :)
Com as aves foi o mesmo, mas essa é outra história...

17 novembro 2017

Um safari no Botswana - 4º dia: o passeio de mokoro (1)


Nesta manhã, depois de falar com o guia e transmitir-lhe a minha ideia - "contratar" um dos "pole drivers" e ir fazer um passeio de mokoro, em vez do previsto passeio a pé - fiquei à espera que os meus companheiros de viagem saíssem (não fosse mais algum, ou alguns, querer vir também) e saímos.
Passear de mokoro no delta é uma experiência fantástica! E como cheguei à conclusão que tinha uma selecção de trinta fotografias só deste passeio, vou só publicar agora uma ideia do que foi o passeio e depois, noutras oportunidades, a fauna e flora que fui encontrando pelo caminho...
No grande lago junto ao acampamento, vimos primeiro um elefante que se aproximou bastante da margem (fotos mais tarde) e depois lá estavam os hipopótamos que tínhamos ouvido toda a noite. Não percebi se não gostaram da nossa presença, ou se eram só "cuscos", mas começaram a aproximar-se devagarinho e achámos que era melhor seguir viagem, até porque no grupo estava um mais novinho.


Seguimos pelo canal que existia no outro topo do lago, entre caniçais, juncos, nenúfares e ervas flutuantes.

Um pouco mais à frente, noutro lago mais pequeno, estava uma manada de zebras e umas girafas que até nos deixaram aproximar bastante. Foi giro ver as zebras atravessar a água (fotos mais tarde) para ir ter com as girafas e com o barulho que faziam parecia que andava por ali um barco a motor.

Havia zonas em que os nenúfares, com as suas grandes folhas, quase cobriam a superfície da água. Fiquei a saber que as flores fechavam durante a noite e teoricamente deveriam abrir com a luz do dia, de maneira que ainda me fui entretendo a avisar algumas que já era dia ;) .

Há canais que quase não se vêem porque são invadidos pelas ervas flutuantes. Só mesmo os guias é que sabem que se pode passar por ali. Num destes parecia mesmo que estávamos a navegar num prado. Ainda chegámos a outro lago mais pequeno cheio de passarada quando o guia desata a puxar pelo mokoro para trás e a dizer "hiena! hiena". Que só ele é que via porque ia em pé, mas com o mokoro a deslizar bem depressa e eu com a máquina ao pescoço nem me atrevia a tentar levantar. Quando chegámos à ilha ou península onde estavam as hienas, e depois do mokoro encalhado, consegui levantar-me e vê-las mas já bem longe (também não é um bicho que eu ache entusiasmante por isso não fiquei muito frustrada por só ter tirado umas fotos fraquinhas...)

Continuámos o passeio, agora para um outro lago mais a sul, onde estava um grande grupo de cegonhas africanas de bico aberto (Anastomus lamelligerus) e mais umas quantas outras aves (fotos mais tarde).
E estava na hora de regressar. Tornámos a passar pelo grande lago dos hipopótamos e por fim chegámos ao canal em frente ao acampamento. Fomos até um pouco mais à frente para ver se andava por lá o hipo da véspera mas não estava e voltámos para o acampamento.


Os outros já tinham voltado do passeio a pé e disseram que não tinha sido nada de especial, inclusivamente viram menos animais que na véspera. Tive alguma dificuldade em esconder um grande sorriso quando lhes dizia que sim, que o passeio de mokoro tinha sido "bastante" interessante.
Em baixo está um esquema aproximado do passeio tirado do GoogleEarth. Pelas minhas contas foram três horas de passeio para percorrer cerca de 10 km de lagos e canais. A repetir algum dia...

10 novembro 2017

Cabo da Roca & arredores

Era Sábado e decidimos ir até ao «Moinho D. Quixote» beber um Jameson... de 5 anos, claro, porque o mais antigo já começa a não cair bem...
Depois da beberagem, diga-se de passagem, bebida com uma vista fabulosa, decidimos investigar onde ia dar uma estrada de terra batida à esquerda, quando se sai do parque de estacionamento.
Acabámos numa arriba com uma paisagem de eleição sobre a praia do Guincho, ao lado de um vale, também ele lindíssimo, que acaba no mar.
Seguidamente, fomos em direcção ao Cabo da Roca, não sem antes virarmos à direita e passarmos pela praia da Ursa. "Alpinismo" quanto baste...
Por último, hei-lo, sempre igual a si próprio, o ponto mais ocidental do continente europeu, mas não de Portugal, com aquela costa linda, a perder de vista.
Já de regresso a Lisboa, ainda parámos na estrada, antes da «Boca do Inferno», para ver o que restava do crepúsculo, com aquele gradiente de cores tão bonito e característico.
Foi, o que se pode dizer, uma tarde bem passada!

04 novembro 2017

Volvo Ocean Race 2017-2018: a escala de Lisboa


Até amanhã, dia em que partem para o 2º troço do ainda muito grande percurso a percorrer (clique no mapa para visualizar as características deste troço e o resto do percurso)

as embarcações da regata estão em Lisboa, num "village" com muitos atractivos (clique no esquema para aceder ao programa).

Mas o que é mesmo emocionante é assistir às regatas e é possível vê-las de inúmeros locais deste magnífico anfiteatro que são as margens do rio Tejo. Na foto abaixo uma imagem de uma das regatas de treino.

E na seguinte (foto da Garina do Mar) a emocionante rondagem da última bóia do percurso da "In-port race" que teve lugar ontem.

Mas também pode assistir "on-line", através da página da regata e ter acesso às explicações do que se está a passar e a fantásticas imagens como as abaixo (clique na imagem abaixo para ter acesso à página da VOR onde poderá ver amanhã a partir das 14h (ou até antes) a largada do 2º troço e toda a informação sobre a regata).

Se clicar na imagem abaixo pode ver em 150s, os momentos mais emocionantes da regata In-Port de Lisboa, incluindo a renhida chegada em que o Team Brunel ganhou por 8s ao Team Mapfre.

e na imagem seguinte o vídeo completo dessa regata.

31 outubro 2017

Samhain


É nesta noite que a estação clara cede lugar à estação escura. E é a noite em que os dois mundos se encontram através do Sid.
Mas é também a transição para o novo ano que agora começa.

Bom Ano Novo!

27 outubro 2017

Um safari no Botswana - 3º dia: o passeio a pé


Não gostei muito do passeio a pé. Primeiro, porque era um passeio de um grupo de 12 pessoas mais dois guias, em que nem todas teriam bem (ou mal) a noção do que era uma aproximação aos animais da selva...
Estavam previstos dois passeios, um ao fim do dia, mais curto, que duraria até ao pôr do sol, e outro na manhã seguinte, mais longo.
Depois o passeio para mim começou mal. Estava marcado para as 16h30 e eu, que não uso relógio nestas coisas, até ia de vez em quando vendo as horas na máquina fotográfica para ter tempo de me organizar. Estava a acabar um capítulo de um livro quando um dos guias me vem dizer: "estamos todos à sua espera!" Uups... ter-me-ia enganado nas horas à conta da diferença de fusos horários? É que para mim eram 15h30. Nem pensei: fui a correr para a tenda, calcei os sapatos, enchi o cantil e nem sequer organizei o que ia levar de material fotográfico... agarrei mesmo na mochila não me fosse esquecer de alguma coisa, levando por isso muito mais carga do que tinha pensado.
Quando saio da tenda tinha todo o grupo a olhar para mim e seguimos, indo eu pelo caminho a tirar a máquina, à procura do melhor sítio para amarrar o cantil, a pôr protector solar porque afinal estava muito mais sol do que tinha pensado...
Terminada a logística, e depois de mandar o guia que fechava o grupo desligar o telemóvel onde ele ia recebendo mensagens, resolvi perguntar a um dos meus companheiros de aventura que horas eram. "15h50" diz-me ele... "saímos mais cedo do que estava previsto." Pois, bem mais cedo... Enfim... agora era seguir com o passeio.
Pouco depois o guia faz sinal: uma girafa. Eu segui a técnica do costume: uma primeira foto e só depois tentaria a aproximação, até porque com gente a falar, a fazer "piii" cada vez que ligavam ou desligavam as máquinas, não deveríamos conseguir chegar muito perto...
No entanto, por estranho que parecesse, a girafa não saía de onde estava...


Comecei a tentar perceber o que se passava e vi, até mais perto de nós, uma jovem girafa que, cusquinha, tentava perceber quem nós éramos. Avisei o guia: "a girafa não sai dali porque tem uma cria e está a protegê-la, não faz sentido aproximarmo-nos tanto, só servirá para a stressar". O guia que não tinha visto a cria, foi dizendo que sim mas nada fez para se afastar. Foi preciso eu ir explicando um a um que estávamos a perturbar a girafa e lá seguimos viagem.

Um pouco mais à frente estava um elefante. Como estávamos contra o vento não nos sentiu logo e continuou entretido a comer folhagens.

Depois foi uma manada de impalas que passou a correr entre nós e o elefante. Essas viram-nos e pararam a uma distância a que se sentiam seguras. E ainda vimos mais duas girafas, essas bem mais ariscas do que as anteriores...

Entretanto era hora de começarmos a regressar. Mesmo assim sugerimos ao guia um pequeno desvio para nos tentarmos aproximar mais um pouco do elefante. Por essa altura ele já nos tinha visto mas ia-se afastando tranquilamente... Até o vimos a abanar uma palmeira para deitar abaixo os frutos, mas essa cena não consegui fotografar.

E regressámos, pela margem do grande lago que estava próximo do acampamento, ouvindo os hipopótamos a resfolegar mas sem os vermos (nem a eles nem ao pôr do sol) porque os juncos eram altos e o guia ia a uma velocidade tal que nem dava para parar para uma foto.
Só mesmo à chegada ao acampamento é que consegui fotografar as árvores iluminadas por um sol que já tinha desaparecido.


Estava decidido! No dia seguinte não iria fazer o passeio a pé! Até porque tinha uma ideia que me parecia bem mais interessante mas que só podia pôr em prática depois dos outros saírem...
(continua...)

22 outubro 2017

Um safari no Botswana - 3º dia: a envolvente próxima


Sem sair do acampamento conseguia-se perceber bem que estávamos na selva. Uma boa parte da envolvente eram os lagos e canais que tínhamos percorrido para chegar ali.
E pouco depois de termos chegado alguém grita "hippo". E lá estava ele, do outro lado do canal, a comer erva, o que não é habitual durante o dia.


Passando os olhos pelas margens dos canais via-se uma cegonha-de-bico-aberto africana (Anastomus lamelligerus) que andou por lá enquanto lá estivemos,

e mesmo ao pé dos mokoros passeava-se um abetouro (Botaurus stellaris), espécie que também é possível ver por cá mas normalmente mais escondida.

Ao início da tarde, um hipopótamo, desta vez dentro de água, refrescava-se ali bem perto. Seria o mesmo? não sabemos, mas o que o trazia ali podia ser mesmo a curiosidade porque o canal naquela zona não era suficientemente fundo para o cobrir totalmente de água.

Ao fim do dia, noutra zona do canal, estava outro e ouvia-se bem o resfolegar característico proveniente de um lago próximo onde estariam certamente vários hipopótamos. No dia seguinte viríamos a confirmar que o delta era o paraíso dos hipopótamos.

E ainda que do acampamento também se podiam ver elefantes, se bem que um pouco mais ao longe...

(continua...)

14 outubro 2017

Boca do Inferno

 Já não ia lá há muito tempo...
Hoje, passei por lá de manhã.
O mar estava calmo, muito calmo e,
como sempre, bonito, de um verde escuro que atrai...
Ao fundo, o Farol da Guia.
Já nem me lembrava desta placa e decidi investigar. Encontrei este registo, no arquivo do nosso Fernando Pessoa: aqui