30 agosto 2019
Namíbia - Ruacana / Kunene
26 agosto 2019
Na Estrela, ao luar

Há uns tempos fiz um passeio fotográfico pela Serra da Estrela (que, reparei agora, ainda não publiquei). Com a possibilidade de estar na estrada de Sul para Norte na altura da lua cheia lembrei-me que alguns daqueles rochedos poderiam ficar com uns efeitos engraçados iluminados pelo luar.

Enquanto a lua não nascia fomos ver o pôr do sol no "ponto mais alto".

Mais do que o pôr do sol, que até estava bonito, ficam lindas as paisagens iluminadas pela luz do fim de dia.

Quando a lua subiu fomos descendo pela encosta Nascente. Foi engraçado apanhar a Ursa Maior, qual "grande carro" como também é conhecida noutros países, a "caminhar" sobre a montanha.

Neste caso já parecia mais o trenó do Pai Natal a levantar voo da(s) nascente(s) do Zêzere que escorrem dos vários Cântaros iluminados pela lua.

Um pouco mais abaixo vê-se o pequeno núcleo arborizado do Covão da Ametade, que é alimentado por essa(s) nascente(s).
18 agosto 2019
ISIKO: a National Gallery da África do Sul (2)

Uma das componentes mais interessante do museu é a dos bichos: nos "céus" do museu estão penduradas maquetes à escala natural dos animais marinhos que vivem nos dois Oceanos que banham a África do Sul,

e também esqueletos desses animais.

Em vitrines estão maquetes que procuram representar, também à escala, as famílias dos mamíferos,

das inúmeras aves, também em "poses" naturalizadas,

e depois ainda há alguns que não cabem nas vitrines.
Temas:
África austral,
Cidade do Cabo,
outro Património
15 agosto 2019
ISIKO: a National Gallery da África do Sul (1)

Achei este museu, onde está reunida a História nacional e natural da África do Sul, muito interessante. Logo à entrada tem a componente pré-histórica, com imagens de grande dimensão da gruta de Blombos onde foram encontradas ferramentas e um tipo de tinta avermelhada, com perto de 100 mil anos, que leva a que seja apelidada como o "laboratório químico" mais antigo do Mundo.

Alguns desenhos encontrados entretanto serão as representações abstractas mais antigas do Mundo, cujo significado é desconhecido mas que os arqueólogos consideram que teria algum significado para quem as fez.

Além destas figuras existe no museu um grande conjunto de outras gravuras e artefactos pré-históricos.

O museu é também um museu de história natural, com muita informação sobre o território, a fauna e a flora terrestres e marítimos da África do Sul,

com destaque, para as espécies de biodiversidade que imortalizam Nelson Mandela (que têm "madiba" no seu nome científico),

e incluindo ainda um planetário digital (que não visitei).
Temas:
África austral,
Cidade do Cabo,
outro Património
11 agosto 2019
Do rio Sungué ao lago Urema (4): as aves

Uma das grandes atracções dos planos de água da Gorongosa são as aves. Na altura em que fui já não se viam os inúmeros ninhos empoleirados nas árvores que bordejam o Sungué e o lago Urema mas ainda se viam alguns juvenis de pelicano junto dos adultos.
E muita outra passarada como as sempre presentes águias pesqueiras,

as inúmeras garças de vários tipos,


e está claro os gansos do Egipto que já tinha mostrado a nadar e que normalmente se reúnem em grandes grupos

mas que não gostam muito do barulho das embarcações.
E está claro que não podiam faltar os "meus amigos" grous coroados, desta vez apanhados de um outro ponto de vista.

Numa próxima haverá mais...
Temas:
África austral,
Água a correr,
Gorongosa,
Moçambique
29 julho 2019
Do rio Sungué ao lago Urema (3): os crocodilos

Eram realmente muitos. Aliás são um figurante mais ou menos constante nos planos de água maiorzinhos da Gorongosa. Os da foto de cima, talvez por não nos termos aproximado muito (e porque dentro de água estaria certamente mais frio), deixaram-se estar na margem mas o normal mesmo é irem rapidamente para a água mal se aproxima um carro ou, como neste caso, um barco.

O que é um bocado aborrecido porque não dá para muitas fotografias. Sobretudo se vamos de carro em que praticamente só os vemos de costas.

Neste caso ainda deu para apanhar este grandalhão com ar zangado e depois umas cabeças de crocodilo a flutuar.

As aves essas não acham graça nenhuma, sobretudo quando ainda estão a aprender a voar como estes jovens gansos do Egipto.

E às vezes dá asneira: não conseguimos confirmar mas pareceu mesmo que um crocodilo "ganhou".

O que vale é que "sobram" muitas aves mas essas mostrarei mais tarde...
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20 julho 2019
Do rio Sungué ao lago Urema (2): os hipopótamos

Um dos objectivos era ver hipopótamos. Com tanta água eles têm muitos sítios onde se entreter, os acessos aos rios estão dificultados e por isso estão pouco visíveis para os turistas. Ou seja, só de barco ;)
À medida que nos aproximávamos do lago Urema eles iam aparecendo, uma cabeça aqui, outra ali, cada vez mais perto...

Às tantas vimos um fora de água, o que dizem que não é normal durante o dia mas eu já vi mais do que uma vez.

Mas afinal não era só um, eram vários, um dos quais ainda pequeno.

E depois um dos guias faz-nos sinal. Tínhamos chegado à "casa" deles. Ainda começámos a contar mas eram mesmo muitas cabeçorras ou apenas os olhinhos a espreitar na nossa direcção. Talvez tantos como os que tinha visto há uns anos.

Aquele que estava mais perto não gostou e resolveu perseguir-nos. Como estava na hora de regressarmos (afinal eu tinha um transfer para apanhar) já estávamos a afastar-nos deles mas este ainda nos seguiu durante algum tempo.

E fomos contar crocodilos...
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14 julho 2019
Do rio Sungué ao lago Urema (1): um passeio de barco na Gorongosa

Há anos (desde o meu regresso à Gorongosa em 2008) que queria fazer este passeio. Sabia que só seria possível em Abril ou Maio quando o rio Sungué estivesse com água suficiente para permitir a entrada das embarcações. Mas o tempo foi passando e havia sempre qualquer coisa que não permitia o passeio: em 2010 havia água mais, em 2014 não havia operador, em 2018 não havia barco, seria em 2019?
Na realidade parecia que não: a minha ida ao Parque em Abril foi cancelada por causa do ciclone Idai (e também se tivesse ido nessa altura haveria água a mais); quando consegui ir no final de Maio começaram por dizer que o barco dos passeios estava avariado (mas entretanto tinham a hipótese de usar o barco do rio Pungué), depois não havia mais turistas que quisessem ir… Por fim, um dos turistas, que inicialmente não estava muito interessado (vinha do Delta do Okavango), lá se deixou convencer mas já só daria para ir no dia em que me vinha embora... Expliquei na recepção que o transfer para a Beira só podia sair às 11h ;) , e como felizmente o motorista não tinha que regressar à Gorongosa e assim até podia ir dormir a casa, o passeio ficou finalmente!! marcado.
Às 5h30 da manhã estávamos de saída com o barco a reboque e cerca de meia hora depois estavam a pô-lo na água o que não foi tarefa fácil.

Mais peripécia menos peripécia (aqueles carros têm mesmo boa capacidade de tracção) e finalmente estávamos a navegar. Objectivo: chegar à confluência do rio Sungué com o lago Urema, que se via lá ao fundo (tal como aparece na foto abaixo) e tentar ver hipopótamos (e tudo o mais que tivéssemos a sorte de encontrar pelo caminho).

O dia estava um bocado farrusco o que teve algumas vantagens: não iria estar muito calor e, quando o sol furava as nuvens, a paisagem ficava banhada por uma luz fabulosa.

Era lindo ver as margens e as árvores ao longe

reflectidas na água e na ligeira bruma que se formava sobre o lago quando o sol aquecia um pouco.

E sobretudo ver os animais a beber no rio sem saberem bem se deviam fugir daquele veículo barulhento...

(continua…)
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