15 março 2016

Astérix e a Guerra das Gálias


Os comentários sobre a Guerra das Gálias (Commentarii de Bello Gallico) de Júlio César foram durante muitos anos a melhor fonte de informação sobre os Celtas e mais particularmente sobre os Gauleses.
Com efeito, estes povos não deixaram informação escrita e mesmo as suas aldeias, maioritariamente construídas em madeira, desapareceram.

Júlio César, como bom militar que era, estudava aprofundadamente os povos que ia conquistar. E as suas notas chegaram até aos nossos tempos e foram detalhadamente analisadas por quem queria estudar o povo Celta.


Actualmente, através da utilização da tecnologia LIDAR (teledetecção por laser, ver aqui), foi possível descobrir as fundações das fortificações desaparecidas, permitindo uma pesquisa arqueológica muito detalhada e chegar a novas informações que, no entanto, não contrariam mas sim complementam as obtidas através dos escritos de Júlio César.

Opinião diferente tem o Astérix. E isso é bem patente no novo livro “Le Papyrus de César” que brilhantemente parodia o livro de Júlio César e a sua "imprecisão" no que respeita à aldeia Gaulesa que nunca conseguiu conquistar.

A ler, quer um quer outro: “De Bello Gallico” (A Guerra das Gálias), de Júlio César e “Le Papyrus de César” (O Papiro de César), de Jean-Yves Ferri e Didier Conrad.

07 março 2016

Um passeio na Bretanha: Bréhat e Loguivy


De regresso ao meu passeio pela Bretanha, chego agora ao 26 do mapa.

No meu imagínário (em resultado da leitura do livro do Poly na Bretanha ;) ) a ilha de Bréhat era bem maior e mais afastada de terra! Se soubesse que era tão pertinho talvez tivesse programado uma ida lá, assim tive que a ver de longe, a partir de l'Archouest onde se localiza o embarcadoro.

(clicar na foto para ampliar)

Muito engraçada é a enseada de Loguivy (em baixo), quase imperceptível na imagem do Google Maps de cima...


O controlo da pesca nesta zona é tão importante que até nos cafés estão afixados os regulamentos sobre o que se pode pescar.

Também importantes são as balizas de navegação tantas são as rochas e ilhotas semeadas no mar da Bretanha.

28 fevereiro 2016

Pairando, ao fim da tarde...

 Aqui há umas semanas, depois de almoçar uma dourada de mar, 
dei com este espectáculo, algures no cimo de uma falésia.
 Nunca fiz, mas fiquei com uma enorme vontade de experimentar!
Sobretudo, sobre o mar, com um pôr-do-sol destes...

20 fevereiro 2016

Mar de vento


Há uns dias, depois daquele fim de semana de grandes ondas, fui para as bandas do Guincho ver se ainda havia vestígios.

As ondas nem eram muito grandes mas os efeitos do vento deram umas belas imagens!

12 fevereiro 2016

As voltas do Ardila


O rio Ardila nasce em Espanha e, depois de definir a fronteira entre Portugal e Espanha na parte norte do concelho de Barrancos, atravessa também o concelho de Moura e vai desaguar no rio Guadiana já a jusante da barragem de Alqueva.

Neste troço internacional, e em especial junto ao castelo de Noudar, são bem bonitos os seus meandros. Só é pena trazer já bastante poluição de Espanha mas nesta altura do ano esta não é (muito) visível.

O castelo de Noudar vale bem uma visita,

tal como o Parque de Natureza de Noudar.

03 fevereiro 2016

Quando o sol se põe no mar...


As estrelas descem do céu para o receber
"Mon étoile, ça sera pour toi une des étoiles. Alors, toutes les étoiles, tu aimeras les regarder..."
in Le Petit Prince (Antoine de Saint Exupéry)

27 janeiro 2016

Reflexos na Lezíria do Tejo


Há uns dias fui procurar flamingos à Lezíria do Tejo. Andam muitas vezes por ali nos talhões do arroz mas estes estavam desertos (de flamingos).
Garças é que havia muitas, como esta garça-branca-pequena (Egretta garzetta).

E esta garça-real (Ardea cinerea).

E ainda havia uns pilritos...

Aqui mais duas garças brancas pequenas, numa delas vê-se o "penacho" nupcial, e mais duas garças reais.

E muitas marrequinhas...

19 janeiro 2016

09 janeiro 2016

Inverno na Estónia


Esta semana começou o Inverno na Estónia. No dia 1, em Kasmu, ainda estava como na foto abaixo e parece que com temperaturas bastante amenas.

Mas no dia 5 tudo mudou e agora as temperaturas são bastante negativas


As focas cinzentas quando podem aquecem-se ao sol.

É pena este ano não haver a câmara dos javalis mas por causa da febre suína asiática há zonas da Estónia onde foi proibido alimentar os javalis: http://www.looduskalender.ee/en/node/25943
Mas felizmente na zona da câmara dos veados não há esse problema

e pode-se assistir a grandes festins, com veados grandes e pequenos, cervas, javalis e de vez em quando aparece uma raposa ou um texugo.

Mais sobre as câmaras na página do Looduskalender que apresentámos aqui. E atenção que daqui a pouco mais de um mês começam a nascer as foquinhas.

31 dezembro 2015

Forte da Ínsua


Convento do século XV, posteriormente protegido por uma fortaleza, localiza-se numa pequena ilha fronteira ao estuário do rio Minho e ao pinhal do Camarido, dominado pelo monte de Santa Tecla, na Galiza.

Monumento Nacional, foi cedido ao IPVC, que quer(ia) aproveitá-lo para acolher um Centro de Estudos de Recursos e Animação do Mar e dos Rios, incluindo gabinetes de trabalho, salas de reuniões e de conferências, alojamentos, cozinha e laboratório...

Num projecto em que colaborei, e considerando que devido aos problemas de acessibilidade se corria o risco de os investigadores se sentirem “prisioneiros” em especial nas horas vagas e tendo em conta a sua localização privilegiada e o silêncio/som do mar, propunhamos antes a sua transformação num hotel de charme de muito alta qualidade, dotado de um centro de talassoterapia (utilizando algas da região), de um restaurante gourmet de peixe, e placa de aterragem de helicóptero.


Nada aconteceu até agora...

Mais informação aqui, de onde foi tirada a foto abaixo

e aqui, a partir da página 53.