12 fevereiro 2016

As voltas do Ardila


O rio Ardila nasce em Espanha e, depois de definir a fronteira entre Portugal e Espanha na parte norte do concelho de Barrancos, atravessa também o concelho de Moura e vai desaguar no rio Guadiana já a jusante da barragem de Alqueva.

Neste troço internacional, e em especial junto ao castelo de Noudar, são bem bonitos os seus meandros. Só é pena trazer já bastante poluição de Espanha mas nesta altura do ano esta não é (muito) visível.

O castelo de Noudar vale bem uma visita,

tal como o Parque de Natureza de Noudar.

03 fevereiro 2016

Quando o sol se põe no mar...


As estrelas descem do céu para o receber
"Mon étoile, ça sera pour toi une des étoiles. Alors, toutes les étoiles, tu aimeras les regarder..."
in Le Petit Prince (Antoine de Saint Exupéry)

27 janeiro 2016

Reflexos na Lezíria do Tejo


Há uns dias fui procurar flamingos à Lezíria do Tejo. Andam muitas vezes por ali nos talhões do arroz mas estes estavam desertos (de flamingos).
Garças é que havia muitas, como esta garça-branca-pequena (Egretta garzetta).

E esta garça-real (Ardea cinerea).

E ainda havia uns pilritos...

Aqui mais duas garças brancas pequenas, numa delas vê-se o "penacho" nupcial, e mais duas garças reais.

E muitas marrequinhas...

19 janeiro 2016

09 janeiro 2016

Inverno na Estónia


Esta semana começou o Inverno na Estónia. No dia 1, em Kasmu, ainda estava como na foto abaixo e parece que com temperaturas bastante amenas.

Mas no dia 5 tudo mudou e agora as temperaturas são bastante negativas


As focas cinzentas quando podem aquecem-se ao sol.

É pena este ano não haver a câmara dos javalis mas por causa da febre suína asiática há zonas da Estónia onde foi proibido alimentar os javalis: http://www.looduskalender.ee/en/node/25943
Mas felizmente na zona da câmara dos veados não há esse problema

e pode-se assistir a grandes festins, com veados grandes e pequenos, cervas, javalis e de vez em quando aparece uma raposa ou um texugo.

Mais sobre as câmaras na página do Looduskalender que apresentámos aqui. E atenção que daqui a pouco mais de um mês começam a nascer as foquinhas.

31 dezembro 2015

Forte da Ínsua


Convento do século XV, posteriormente protegido por uma fortaleza, localiza-se numa pequena ilha fronteira ao estuário do rio Minho e ao pinhal do Camarido, dominado pelo monte de Santa Tecla, na Galiza.

Monumento Nacional, foi cedido ao IPVC, que quer(ia) aproveitá-lo para acolher um Centro de Estudos de Recursos e Animação do Mar e dos Rios, incluindo gabinetes de trabalho, salas de reuniões e de conferências, alojamentos, cozinha e laboratório...

Num projecto em que colaborei, e considerando que devido aos problemas de acessibilidade se corria o risco de os investigadores se sentirem “prisioneiros” em especial nas horas vagas e tendo em conta a sua localização privilegiada e o silêncio/som do mar, propunhamos antes a sua transformação num hotel de charme de muito alta qualidade, dotado de um centro de talassoterapia (utilizando algas da região), de um restaurante gourmet de peixe, e placa de aterragem de helicóptero.


Nada aconteceu até agora...

Mais informação aqui, de onde foi tirada a foto abaixo

e aqui, a partir da página 53.

22 dezembro 2015

16 dezembro 2015

No pontal da Nazaré ao pôr do sol


Há dias passei perto da Nazaré ao fim do dia. E pareceu-me que podia valer a pena o desvio. Não havia ondas mas o pôr do sol estava bem bonito!

Não só pelos efeitos nas nuvens mas também pelos tons alaranjados que deu à água e às falésias

e até o casario da praia ficou bonito.

Por fim os laranjas deram lugar aos roxos e violetas do mar e do céu...

09 dezembro 2015

As arribas da praia do Meco

Na Segunda-feira passada, fui andar pela areia, junto ao mar.
Comecei na praia do Meco propriamente dita e acabei quase na praia das Bicas.
 Foi um passeio esplêndido.
Embora tirados com o telemóvel, aqui estão alguns registos
do efeito da erosão marítima e não só, nas arribas sobranceiras à praia.

01 dezembro 2015

1º de Dezembro de 1640

Numa época difícil, em que variados e medíocres projectos de poder se têm vindo a sobrepor aos verdadeiros desígnios da Nação, não podemos esquecer aqueles 40 conjurados que ousaram, corajosamente, restaurar a Independência de Portugal, naquele dia 1º de Dezembro de 1640. Dom João IV, era rei!

Nunca desistindo e após uma longa e vitoriosa campanha, os patriotas portugueses acabaram por ver reconhecida pelo invasor a sua determinação, no dia 13 de Fevereiro de 1668, aquando da assinatura do Tratado de Lisboa por Dom Afonso VI de Portugal e Dom Carlos II de Espanha.

Neste tratado, a Espanha reconhece a Restauração da Independência de Portugal.

Trocam-se prisioneiros e devolvem-se terras ocupadas, com excepção da cidade de Ceuta, em Marrocos, cujo aniversário dos 600 anos da sua conquista, por Dom João I, se celebrou no passado dia 21 de Agosto e que ficará, para sempre, na posse dos espanhóis.

A propósito desta data, por ontem, mas também por hoje, lembrei-me do poema, de Valete Fratres, "Nevoeiro", in a "Mensagem" de Fernando Pessoa.


Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer -
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a hora!