28 maio 2013

Onde a terra acaba e o mar começa


E a lembrança de que na 6ª feira acaba a consulta pública da Estratégia Nacional para o Mar!

Consultem! Está aqui. E está lá também o formulário para comentários.

19 maio 2013

Todos os patinhos...


...sabem bem nadar!
Estes tinham acabado de sair para a água quando eu cheguei à ponte do rio Ardila, mas de repente zuuut! devem ter-me ouvido e fugiram rio acima.
Só a mãe pata continuou tranquilamente a nadar...
Por fim lá os apanhou e continuaram, agora mais tranquilamente, a subir o rio.

12 maio 2013

CTEL


É o indicativo de chamada do Navio de Treino de Mar Creoula, que fez, dia 10 de Maio, 76 anos. Como estive estes dias sem net fica hoje assinalada a data.

05 maio 2013

Largada no Tejo

A 22 de Abril de 1500, 13 caravelas lideradas por Pedro Álvares Cabral chegaram ao Brasil. Para comemorar os 500 anos da sua descoberta, foi efectuada, entre outros eventos, a Regata "Brasil 500 anos", que largou do Tejo no dia 8 de Março de 2000.

30 abril 2013

Beltane



Começa hoje a estação clara! Bom Beltane!

28 abril 2013

Da Ponta do Rodízio para Norte



A ventania hoje era mais que muita. Mas o mar estava bonito.






21 abril 2013

Amanhecer na Herdade da Contenda


Há dias fui até Moura, mais precisamente, a Santo Aleixo da Restauração, às Jornadas Técnico-Científicas da Herdade da Contenda.
E deram-nos dormida por lá: existem alojamentos de apoio para quem lá vai caçar ou fotografar e que, brevemente, poderão ter maior aproveitamento turístico.

Além de uma enorme lareira acesa que nos deu as boas vindas numa noite ainda fria, um lindíssimo nascer do sol veio anunciar o "bom dia".

Em baixo a vista para poente, a mostrar o vale da ribeira de Murtigão ainda semi encoberto pela neblina matinal.

A paisagem da Contenda é lindíssima e com a chuva toda que tem caído, o Alentejo, mesmo o da "margem esquerda" ainda está bem verdinho.

E depois podemos ter encontros como este. Vimos várias manadas de veados, um grupo de muflões e ainda um grifo e duas águias calçadas que não quiseram "posar" para a fotografia.
A página da Herdade da Contenda ainda está em construção mas já dá uma boa ideia do que se pode encontrar por lá.

12 abril 2013

A Casa da Pesca

Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal e primeiro Conde de Oeiras, instalou a sua quinta de recreio junto à Ribeira da Laje, no actual Concelho de Oeiras, ocupando uma vasta área de terrenos.
Na chamada Quinta de Baixo, situava-se o palácio, solar típico do séc. XVII, os jardins, o lagar, a adega e o celeiro. Esta propriedade estava ligada à Quinta de Cima ou Quinta Grande, por uma alameda designada Avenida dos Loureiros, hoje inexistente. Todo o projecto é da responsabilidade do arquitecto húngaro Carlos Mardel, também responsável pela construção do Aqueduto das Águas Livres.
Na Quinta de Cima, estava integrada a Casa da Pesca e a Cascata dos Gigantes. Nesta propriedade fazia-se, nesses tempos, a produção de bichos-da-seda, estando vocacionada em termos agrícolas sobretudo para a produção de azeite, vinho e frutos.
Na segunda metade do século XX a propriedade foi fraccionada e vendida, tendo a Quinta de Baixo sido adquirida pela Fundação Calouste Gulbenkian e a Quinta de Cima comprada pelo Estado, instalando-se lá a Estação Agronómica Nacional, entretanto criada em 1936.
Sobre a designação “Casa da Pesca” há várias teorias. Uns, dizem que neste lago que se vê, o Marquês foi um dos precursores da aquicultura, produzindo peixes para consumo; outros, dizem que quer da Ribeira da Laje, quer do mar que fica perto, vinha o pescado que era ali “trabalhado”, para ser posteriormente consumido.
O enquadramento é lindíssimo e todos os painéis de azulejos têm motivos relacionados com o mar, ninfas e estranhos animais marinhos, sendo de uma enorme beleza. O complexo, que está classificado como Monumento Nacional desde 1940, encontra-se numa fase de degradação e abandono que choca mesmo o político mais indigente, sendo urgente uma intervenção cuidada e profunda no local.

05 abril 2013

Vistas do Pico



Primeiro o pico do Pico





e depois os fotogénicos ilhéus Em pé e Deitado que "guardam" o porto da Madalena.

29 março 2013

Mais sobre quebra-ossos


Como tinha dito no último artigo, outro local, também em Espanha, onde se pode ver quebra-ossos é na Andaluzia onde estas aves têm vindo a ser reintroduzidas pela Fundación Gypaetus, através de um programa europeu.

O ano passado fui procurá-los aos Parques Naturais Sierra de Castril e de las Sierras de Cazorla, Segura y Las Villas, local onde "vivem" os que têm vindo a ser libertados no âmbito do programa de criação em cativeiro da Fundación. No entanto, chovia torrencialmente (nas zonas mais altas era mesmo neve) e não se conseguiu ver nada!!

Mas, como no meio dos azares há sorte, conseguimos uma visita guiada, pelo director da Fundación, ao Centro de Cria localizado na Sierra de Cazorla (ver foto de cima). Este centro pode habitualmente ser visitado entre Maio e Setembro, altura em que não há perigo de perturbar a reprodução em cativeiro e vale bem os 5 euros que se paga pela visita.

O centro tem várias gaiolas (ver foto acima) onde vivem os adultos reprodutores e as crias até serem libertadas ou até crescerem para se tornarem também reprodutoras (ver fotos abaixo: um adulto a mostrar a sua magnífica plumagem e um juvenil abrigado da chuva torrencial).


Nenhuma das aves deste e dos outros centros do programa viveu em liberdade. As aves vão sendo trocadas entre os vários centros europeus que existem na Áustria, França, Alemanha, Grécia, Itália e Espanha (e penso que ainda inclui um zoo do Reino Unido, a Suíça e a Turquia) para evitar problemas de consaguinidade.

E depois são libertadas pelo sistema de "hacking" que consiste em colocar 3 ou 4 crias numa concavidade rochosa quando elas começam a saber alimentar-se sózinhas e até saberem voar e procurar alimento (na foto de baixo um detalhe da "cueva de hacking" na Sierra de Segura, onde o ano passado foram libertadas 4 crias, todas fêmeas: a Viola, a Zafra, a Marchena e a Encina).

Acabam por viver mais de um mês nessa "gruta", passando a considerar o local onde fazem os primeiros voos como o local onde nasceram. Durante esse mês um grupo de vigilantes leva-lhes a comida enquanto dormem e durante mais algum tempo vão deixando comida na zona envolvente da "gruta" para que os já juvenis se habituem a procurá-la.

A ideia de juntar 3 ou 4 crias serve para que se apoiem mutuamente, dado que não têm o apoio dos progenitores, nomeadamente a correrem com outros animais que andam na proximidade (corvos, grifos, raposas) e vão lá roubar-lhes a comida, e para que aprendam a definir hierarquias.

Enquanto não começam a voar são vigiadas em permanência por uma equipa de técnicos da Fundación Gypaetus e de voluntários que anotam a sua evolução, os treinos que fazem, as hierarquias que estabelecem (na foto de baixo um aspecto da escarpa onde se localiza a "cueva de hacking" na Sierra de Segura - a "cueva" é aquela grande concavidade em cima e do lado direito e a foto foi tirada do local onde estão os vigilantes).

Todos os exemplares libertados têm um emissor que permite perceber por onde andam (ver aqui) e se está tudo bem com eles.

Espero este ano conseguir voltar!
Pode saber mais sobre este projecto na página da Fundación Gypaetus

17 março 2013

Em busca de quebra-ossos


O abutre quebra-ossos (Gypaetus barbatus) é uma ave que está incluída na lista vermelha da IUCN. Apesar de desde há cerca de 10 anos ser já considerada como "pouco preocupante", em parte devido a um amplo programa de reintrodução da espécie, em Portugal deixou de ocorrer desde o início do século XIX, registando-se apenas, e muito recentemente, algumas incursões de quebra-ossos espanhóis.

Ou seja, para os ver é preciso viajar. Um dos locais onde é possível avistá-los - existem cerca de 10 casais - é na Sierra de Guara (em Huesca) onde a associação Fondo Amigos del Buitre gere o alimentador de Santa Cilia, destinado a quebra-ossos e abutres do Egipto e maioritariamente utilizado por grifos.

Foi lá que vi este lindo exemplar.


Outro local é o Parque Nacional de Ordesa Y Monte Perdido onde numa paisagem deslumbrante vivem cerca de 3 dezenas de quebra-ossos.

Vi alguns, e um deles, um juvenil, andou a voar mesmo por cima do carro, mas como começou a nevar as fotos não ficaram grande coisa.

Um dos melhores locais para os observar é junto às gargantas do rio Escuain: de um lado e do outro do rio existem duas aldeias - Escuain e Revilla - praticamente abandonadas, mas cuja estrada permite o acesso à vários miradouros.

Outro local, também em Espanha, é na Andaluzia onde os quebra-ossos também foram extintos mas têm vindo a ser reintroduzidos através de um programa europeu do qual falarei mais tarde.

09 março 2013

Um dia, a passear pelo Meco... (II)

Começando o dia na Foz,


para o ir acabar nas Bicas.