25 março 2009

Tapada Real de Mafra

A Tapada Real de Mafra foi criada em 1747, no reinado de D. João V, com o objectivo de proporcionar uma envolvente ao Palácio de Mafra e, assim, constituir um espaço de lazer vocacionado para a caça e fornecimento de lenhas e outros produtos, necessários ao seu sustento. Com uma área de 1187 hectares, é rodeada por um muro de 16 km de extensão, estando actualmente uma área de 360 ha afecta à administração militar. Desde o século XVIII até 1910, foi um local privilegiado de lazer e de caça dos Reis e Rainhas de Portugal, conhecendo o seu período áureo nos reinados de D. Luís e de D. Carlos. A diversidade de habitats presentes na Tapada, permite a existência de um grande número de espécies animais e vegetais que podem ser observadas, sobretudo a pé, percorrendo um dos três percursos pedestres que existem.

20 março 2009

Da Amoreira à Arrifana (1): ribeira de Aljezur

As aquiculturas
e os meandros
O troço final
e os rochedos a Norte

09 março 2009

Cegonhas pretas na Web

E nas Portas de Ródão.
No âmbito do projecto "Grifos na Web" de que aqui falámos em Janeiro do ano passado, viu-se, faz hoje um ano, nascer uma cria de grifo (na foto).
Este ano o ninho dos grifos não foi ocupado mas as cegonhas pretas, como ficaram sem o ninho do ano passado, acabaram por escolher um ninho que é visível a partir da câmara de vídeo. Em baixo vêem-se os 3 ninhos: o de cima é o ninho dos grifos, o de baixo, à esquerda, o ninho das cegonhas do ano passado onde se vêem 3 crias e o da direita o ninho actualmente ocupado pelas cegonhas.
Pode seguir a vida das cegonhas pretas a partir da página do jornal Público. E pode ver também a chegada da 1ª cegonha preta às Portas de Ródão, este ano, e a chegada do casal ao ninho actual.

25 fevereiro 2009

Chegaram as cegonhas marinhas!

Ao magnífico cenário do Cabo Sardão.
De resto vê-se bem que elas gostam da paisagem

15 fevereiro 2009

O Castelo de Silves

Historiadores e arqueólogos defendem que, ao longo dos tempos, a ocupação deste local e a existência de um edifício amuralhado data pelo menos desde a Idade do Ferro, verificando-se posteriormente a ocupação romana e, mais tarde, árabe, cujos vestígios são os mais evidentes devido à sua permanência por quase cinco séculos.
No interior do Castelo encontramos vários elementos dignos de registo, dos quais destacamos a Norte uma grande cisterna que abastecia de água parte significativa da cidade. A nascente, procedem-se neste momento a trabalhos arqueológicos, tendo sido postos a descoberto estruturas de uma habitação do Período Almóada (séc. XIII), que se comporia por dois pisos, um jardim interior e um complexo de banhos.
Os primeiros árabes a ocuparem Silves, eram provenientes do Iémen e a ocupação muçulmana terá ocorrido nas primeiras décadas do séc. VIII, mas as directrizes político-administrativas eram emanadas de Damasco.
É somente por volta do ano de 1027 que Silves se torna independente deste Califado, sendo governado então por Ibne Mozíde e, posteriormente, por seu filho. Em 1051, o governador de Sevilha, Al-Mothadid, inicia as suas conquistas para esta zona e, até 1091, o importante Reino de Taifa de Silves é governado por Al-Muthamid (filho de Al-Mothadid), rei poeta que nos lega uma vasta e importante obra poética.
O Castelo foi tomado pela primeira vez aos árabes por D. Sancho I, em 1189, com o auxílio de cruzados que subiram o rio Arade até às portas da cidade, tendo a praça sido novamente perdida após curto período de ocupação cristã. Com a vinda dos Almorávidas do Norte de África, sucedem-se no trono diversos príncipes, até à nova ocupação protagonizada pelos Almóadas que aqui permaneceram até 1242, altura em D. Paio Peres Correia, Mestre da Ordem de Santiago, toma definitivamente a cidade. Entra-se então num período de paz e a função meramente defensiva do Castelo deixa de ter sentido, sendo várias as utilizações que lhe foram dadas, entre as quais a de prisão.
In “Folheto de divulgação da Divisão Sócio-cultural da CMS”

02 fevereiro 2009

Salinas do Estuário do Tejo

Nelas se produzia sal destinado a abastecer os navios bacalhoeiros Agora, transformadas ou não em aquiculturas, são um óptimo poiso (e "restaurante") para a avifauna A Reserva Natural do Estuário do Tejo está classificada pela convenção de Ramsar, assinada a 2 de Fevereiro de 1971. Este dia é celebrado mundialmente.

Nota: as maquetes estão em exposição no Centro de Interpretação Ambiental das Hortas, em Alcochete

31 janeiro 2009

Imbolc: o renascer

Pouco a pouco as noites recuam perante o crescimento do dia, o frio começa a amenizar e a natureza vai saindo do torpor em que se recolheu. A celebração do Imbolc representa a purificação, uma lavagem,
uma preparação para o renascer da vida. Bom Imbolc!

29 janeiro 2009

Gorongosa: no rio Mussicadzi

Um inhacoso, ou piva (fêmea ou juvenil?) bebe água tranquilamente
mas o crocodilo anda por ali...
bem como outros que não se mostraram!

20 janeiro 2009

Parque Nacional da Gorongosa: a história

O Parque Nacional da Gorongosa começou por ser uma reserva de caça, da Companhia de Moçambique, criada em 1920, e com uma área de 1000 km2 que, em 1935, foi alargada para 3200 km2.
Em 1951 começou a construção do “acampamento do Chitengo”, dado que o anterior campo turístico foi abandonado dois anos depois de ser construído, devido às cheias (tornou-se a “Casa dos Leões”).
A Gorongosa foi nomeada Parque Nacional pelo governo português, em 1960, ficando com uma área de 5300 km2 (posteriormente reduzida para 3770 km2) e o Chitengo foi ampliado para receber pelo menos 100 turistas
(estive lá! em 70 ou 71! era um espectáculo!!).
Em 1983, devido à guerra em Moçambique, o Parque foi encerrado e abandonado e todas as construções foram destruídas. Os mamíferos foram praticamente todos dizimados durante a guerra, e também nos dois anos seguinte devido à caça furtiva.
Em 1994, o Banco Africano de Desenvolvimento iniciou um plano de reabilitação da Gorongosa, reabrindo cerca de 100 km de estradas e caminhos e formando guardas.
Finalmente, em 2004, a Carr Foundation, de Greg Carr, e o Governo de Moçambique fizeram um acordo para a recuperação da Gorongosa: foi criado um Santuário de Fauna Bravia com 6 mil ha, para reintrodução de fauna, e foi já recuperado o acampamento do Chitengo
(estive lá em Novembro! e vai por muito bom caminho!!).
Para saber mais visitem ou vão à BTL, ao stand de Moçambique, de 21 a 25 de Janeiro.
E vão passando por aqui que eu vou mostrar muito mais coisas!!!