20 setembro 2008

Citânia (castro) de Santa Luzia

A “cidade velha de Santa Luzia”, localiza-se no topo de uma colina, com um belíssimo domínio estratégico sobre a paisagem envolvente, abrangendo a costa Atlântica, o rio Lima e a zona montanhosa interior.
No Séc. 8 a.C. era já habitada, mas o seu grande desenvol- vimento deu-se com a romaniza-ção da região, tendo mantido uma ocupação pelo menos até ao séc. 5, o que é sugerido por ter sido encontrado um conjunto de moedas dessa altura.
O castro, dispunha de um importante sistema defensivo, dotado de três linhas de muralhas e dois fossos.
A muralha interior, a que se encontra melhor conser-vada, dispunha de torreões de reforço (foto ao lado), no lado Norte, por onde o acesso ao povoado era mais fácil.
A terceira muralha, tal como uma grande área do castro a Sul, Sudoeste, foram bastante destruídas pela exploração de quartzo, abertura de estradas e construção do reservatório de água, pousada e jardins e santuário (há vestígios de habitações nas proximidades da Basílica de Stª Luzia).
As habitações estavam estruturadas em quarteirões, separados por muros de divisão e dotados de caminhos em lajeado. As casas seriam redondas ou elípticas, com e sem alpendre, e, nalguns casos mais ou menos rectangulares.

Os pavimentos eram de saibro ou terra argilosa batida e existem vestígios de lareiras e de bancadas circulares ao longo das paredes (ao lado).
A existência de uma pedra no centro das casas (ao lado) revela que a sua cobertura seria de materiais ligeiros com um apoio central.
Algumas casas têm fornos, escoadouro para a água da chuva (ao lado) e várias têm no exterior pias que poderiam ser bebedouros para o gado.
É famosa uma unidade habitacional construída com paramentos de aparelho helicoidal (em baixo), que constitui uma das mais belas unidades domésticas castrejas conhecidas.
No centro, existe uma pequena acrópole murada de que não se conhecem as funções.
Tal como noutros castros desta zona, em Santa Luzia encontram-se sobreposições das edificações, revelando que um primeiro castro foi destruído por um grande incêndio (Décimo Júnio Bruto, lembram-se?).
Além de uma função defensiva e protectora, em colaboração com os outros castros da envolvente e faixa marinha (São Paio, Terroso e São Lourenço), por exemplo, este povoado estaria também relacionado com o “comércio atlântico”. A vida diária estaria ligada à agro-pecuária e ao aproveitamento de frutos como a castanha e a bolota e dos recursos marinhos e fluviais, complementada por actividades artesanais de cerâmica, metalurgia, fiação e tecelagem.
O castro localiza-se por trás da pousada e basílica de Santa Luzia, facilmente detectáveis no monte que domina a cidade de Viana do Castelo. Para apoio à visita foram construídos passadiços sobre-elevados (nalguns sítios ocultam algumas das referências interessantes), mas recomendo que, se puderem, não se limitem aos caminhos definidos por esses passadiços.
Fontes: www.ippar.pt, www.monumentos.pt, www.castrenor.com, Guia de visita

10 setembro 2008

Portsall, no "Pays d'Iroise"

Entra-se por onde?
Nestas pedras encalhou, há 30 anos, o Amoco Cadiz

05 setembro 2008

Da serra de Arga: as vistas

Do lado terra, para as origens do Coura e para as bandas de Ponte de Lima. Do lado mar, para as várzeas do Lima e para a foz do Âncora.

01 setembro 2008

Farol de Montedor

Latitude 41º 45,14' N
Longitude 08º 52,32' W
Principais características:
Altura: 28 m
Altitude: 103 m
Luz: Fl (2) W 9,5s
Alcance: 22 M
Óptica: 3ª ordem 500 mm
O primeiro farol da costa portuguesa para quem vem de Norte, localiza-se entre o rio Minho e Viana do Castelo.
A sua construção, decidida em 1758, só foi concretizada em 1908, tendo entrado em funcionamento a 20 de Março de 1910.
Fonte: "Faróis de Portugal", Marinha Portuguesa/Ciência Viva
A sereia, ou "ronca" localiza-se nos rochedos de Montedor
A lâmpada de 1000 w
A subir...
e a descer...

28 agosto 2008

Ponte de Nª Senhora da Ajuda

A Ponte de N.ª Sr.ª da Ajuda é uma ponte fortificada, mandada construir por D. Manuel I nos inícios do séc. XVI e que fazia a ligação entre Elvas e Olivença.
É constituída por dezanove arcos e um torreão a meio, tendo sido destruída em 1709 pelo exército castelhano, durante a guerra da sucessão espanhola.
A partir desta data, a ligação com Olivença foi interrompida, só sendo possível chegar a esta localidade passando por território espanhol.
Este, foi sem dúvida o primeiro passo para a ocupação espanhola de Olivença, o que acabou por se verificar definitivamente a partir do séc. XIX.

24 agosto 2008

Na serra de Arga: o planalto

Um misto de ambiente natural e intervenção urbana, classificado como rede natura.

18 agosto 2008

Na serra de Arga: o Mosteiro de S. João d'Arga

Na encosta virada a Norte da Serra de Arga, no concelho de Caminha, localiza-se este Mosteiro dedicado a S. João Baptista.
Diz-se que terá sido mandado construir por S. Frutuoso, Bispo de Braga, no ano 661.
A capela é de origem românica e, na Idade Média, sofreu obras de restauro levadas a cabo pelos frades beneditinos.
Em 1258, constava da lista das igrejas que pertencia ao bispado de Tui. Em 1599, D. Manuel doou o padroado deste mosteiro ao marquês de Vila Real, tendo posteriormente, a partir de 1641, passado para a Casa do Infantado, que o conservou até 1834.
Não se sabe quando deixou de existir como mosteiro...
A capela e as construções destinadas a albergar peregrinos formam um magnífico "adro" em cujo centro impera um frondoso carvalho.
O melhor acesso talvez seja a partir de Caminha, em direcção a Argela e serra de Arga, tomando depois o CM552 para Arga de São João e Arga de Baixo. Depois há um caminho bastante íngreme, mas que atavessa um bosque lindíssimo de carvalhos, pseudotsugas e várias outras espécies arbóreas e arbustivas, junto ao ribeiro de São João.
A romaria realiza-se no último fim de semana de Agosto é uma das mais conhecidas romarias do Alto Minho. Ainda vão a tempo...

14 agosto 2008

Um passeio de bote baleeiro

A semana passada tive umas reuniões na Horta, ilha do Faial, que coincidiam com a Semana do Mar.
E descobri, que ao fim do dia, estavam programados uns passeios de bote baleeiro, com saída do Clube Naval da Horta.
Está claro que me inscrevi!
O bote baleeiro é, para mim, a mais bonita embarcação tradicional portuguesa.
Já viram a área de "pano"? e a esbelteza do casco? Sâo bem ligeirinhas! De resto tinham que o ser nas suas funções iniciais.
Agora são utilizadas em regatas, sobretudo nas ilhas do Grupo Central.
E foi nesta (ao lado e em baixo), do Capelo, que eu fui dar uma volta. Um espectáculo!

10 agosto 2008

O dia dos nudibrânquios

As algas tornavam tudo verde e nos rochedos havia nudibrânquios para todos os gostos: cores e tamanhos variados! 12,7 metros, 1h07m, água nalguns sítios a 14º!! Os mares de Sesimbra não sabem que já estamos no Verão?

06 agosto 2008

Jardins do mar de Sesimbra

Na zona das "chapas" do River Gurara, junto ao Cabo Espichel