28 agosto 2008

Ponte de Nª Senhora da Ajuda

A Ponte de N.ª Sr.ª da Ajuda é uma ponte fortificada, mandada construir por D. Manuel I nos inícios do séc. XVI e que fazia a ligação entre Elvas e Olivença.
É constituída por dezanove arcos e um torreão a meio, tendo sido destruída em 1709 pelo exército castelhano, durante a guerra da sucessão espanhola.
A partir desta data, a ligação com Olivença foi interrompida, só sendo possível chegar a esta localidade passando por território espanhol.
Este, foi sem dúvida o primeiro passo para a ocupação espanhola de Olivença, o que acabou por se verificar definitivamente a partir do séc. XIX.

24 agosto 2008

Na serra de Arga: o planalto

Um misto de ambiente natural e intervenção urbana, classificado como rede natura.

18 agosto 2008

Na serra de Arga: o Mosteiro de S. João d'Arga

Na encosta virada a Norte da Serra de Arga, no concelho de Caminha, localiza-se este Mosteiro dedicado a S. João Baptista.
Diz-se que terá sido mandado construir por S. Frutuoso, Bispo de Braga, no ano 661.
A capela é de origem românica e, na Idade Média, sofreu obras de restauro levadas a cabo pelos frades beneditinos.
Em 1258, constava da lista das igrejas que pertencia ao bispado de Tui. Em 1599, D. Manuel doou o padroado deste mosteiro ao marquês de Vila Real, tendo posteriormente, a partir de 1641, passado para a Casa do Infantado, que o conservou até 1834.
Não se sabe quando deixou de existir como mosteiro...
A capela e as construções destinadas a albergar peregrinos formam um magnífico "adro" em cujo centro impera um frondoso carvalho.
O melhor acesso talvez seja a partir de Caminha, em direcção a Argela e serra de Arga, tomando depois o CM552 para Arga de São João e Arga de Baixo. Depois há um caminho bastante íngreme, mas que atavessa um bosque lindíssimo de carvalhos, pseudotsugas e várias outras espécies arbóreas e arbustivas, junto ao ribeiro de São João.
A romaria realiza-se no último fim de semana de Agosto é uma das mais conhecidas romarias do Alto Minho. Ainda vão a tempo...

14 agosto 2008

Um passeio de bote baleeiro

A semana passada tive umas reuniões na Horta, ilha do Faial, que coincidiam com a Semana do Mar.
E descobri, que ao fim do dia, estavam programados uns passeios de bote baleeiro, com saída do Clube Naval da Horta.
Está claro que me inscrevi!
O bote baleeiro é, para mim, a mais bonita embarcação tradicional portuguesa.
Já viram a área de "pano"? e a esbelteza do casco? Sâo bem ligeirinhas! De resto tinham que o ser nas suas funções iniciais.
Agora são utilizadas em regatas, sobretudo nas ilhas do Grupo Central.
E foi nesta (ao lado e em baixo), do Capelo, que eu fui dar uma volta. Um espectáculo!

10 agosto 2008

O dia dos nudibrânquios

As algas tornavam tudo verde e nos rochedos havia nudibrânquios para todos os gostos: cores e tamanhos variados! 12,7 metros, 1h07m, água nalguns sítios a 14º!! Os mares de Sesimbra não sabem que já estamos no Verão?

06 agosto 2008

Jardins do mar de Sesimbra

Na zona das "chapas" do River Gurara, junto ao Cabo Espichel

31 julho 2008

A "raia das pintas azuis"

Dasyatis kuhlii, ou "Uge ponteado", como lhe chamam em Moçambique, deixou-me aproximar,
a tal ponto que quase parecia que dava para lhe sacudir a areia!
Mas depois achou que era melhor ir andando...
Bom passeio!

28 julho 2008

Vinagreiras (ou bailarinas espanholas)

ou Hexabranchus sanguineus, "apanhadas" a acasalar.
"Dizem" que são nudibrânquios mas são bem maiores que os que se costumam ver, mesmo em águas mais quentes. E chamam-lhes bailarinas espanholas porque a flutuar fazem um bailado lindo.
Apanhei uma vez uma, num mergulho nocturno em Sesimbra. Por lá (Sesimbra) vêem-se muitas vinagreiras mas são mais escuras.
Estas são do "Manta Reef", no Tofo.

20 julho 2008

A raia "misteriosa"

"Descobri-a" no Tofo, em Inhambane. E não vem nos "livros" de identificação porque estaria considerada como extinta.
Mas afinal não está. Parece que no Tofo existem cinco. Chamam-lhe por lá small eyed ray (porque tem os olhos pequeninos). Mas não é. Essas têm cerca de 45 cm e esta era bem maior que eu
Alguém sabe?

15 julho 2008

Castelo de Noudar

A história do Castelo de Noudar perde-se no tempo, especialmente porque o arquivo camarário ardeu por duas vezes – durante as invasões francesas e durante a guerra civil entre as tropas de D. Miguel e D. Pedro. Até à chegada de Gonçalo Mendes da Maia a esta região por volta de 1167, esta fortaleza terá sido, na época do domínio árabe, uma simples estrutura que fazia o controle da estrada de ligação a Beja. A partir desta época, a sua posse foi alternando entre mouros e castelhanos, só passando para a Coroa Portuguesa, no reinado de D. Dinis, no séc. XIII.
Terminadas as guerras e definida a linha de fronteira, este Rei revitaliza e reorganiza o território, nomeadamente através do povoamento da região, concedendo em 1295 foral à Vila de Noudar. São efectuados melhoramentos na fortaleza e foi mandando construir o Castelo que é entregue à Ordem de Avis, promovendo a localidade ao estatuto de guarda avançada no território nacional.
Em 1543, o Rei D. Manuel renova o antigo foral, mantendo a vila todos os seus privilégios. Esta e o seu castelo mantiveram-se ocupados por tropas castelhanas depois Guerra da Restauração da independência portuguesa, até 1707, sendo a sua restituição firmada no Tratado de Utrecht, em 1715.
Passadas as glórias e os sofrimentos veio o abandono e, em 1893, o castelo foi arrematado em hasta pública pela quantia de trezentos mil e cem reis. É monumento nacional desde 1910.
Mas… e ainda bem que há sempre um “mas”, reza a lenda que, debaixo da Torre de Menagem do castelo existe uma serpente… dizem as vozes do tempo que uma Moura encantada, devido a desgostos de amor, veio de Moura para ficar para sempre neste lugar mágico. Há quem jure que já a viu à noite, com a sua trança enrolada na cabeça, olhando o infinito…

08 julho 2008

Cromeleque dos Almendres

O Cromeleque dos Almendres situa-se a 12 quilómetros de Évora e é constituído por 95 monólitos de granito. Foi sendo erigido entre os finais do VI milénio e o começo do III milénio a.C. (Neolítico), remontando a 1964 a descoberta deste monumento. É o maior conjunto de menires estruturados da Península Ibérica e, sem dúvida, um dos mais imponentes da Europa.
Os monólitos apresentam-se esculpidos em diferentes formas e dimensões e, cerca de uma dezena, exibe relevos e gravuras.
Em algumas pedras, são visíveis imagens de báculos, símbolo de poder e prestígio social. Curiosamente ou não, estas figuras também são registadas em diversos monumentos bretões, o que leva a admitir uma quase certa difusão artística e religiosa na parte atlântica da Europa.
Estamos numa época em que se começaram a fazer sentir novas correntes culturais, possuidores de uma lógica religiosa centrada numa divindade feminina, a Deusa.
Relativamente perto, encontra-se este impressionante menir de grandes dimensões, cujo alinhamento com o Cromeleque coincide com o nascer do Sol no Solstício de Verão.

30 junho 2008

Ponta de Saint-Mathieu - a vista

De norte para sul:
O farol de Kermorvan em Le Conquet.
Os arquipélagos de l'Ouessant e Molène
O Farol "Les Pierres Noires" (a poente)
A baliza "Les Vieux Moines" ali mesmo ao pé.
A Ponta de Pen Hir (para sul)
E este que não sei qual é...
Pena o mau tempo que não deixou ver mais!

21 junho 2008

Ponta de Saint-Mathieu - o farol


Foi construído no recinto de uma abadia beneditina, em 1835, para substituir a torre onde os monges acendiam um fogo todas as noites.
O farol de Saint Mathieu é uma torre com 37 metros, estando a luz, um clarão branco em cada 15 seg, localizada a 58 metros de altitude.

Para chegar à
lâmpada é preciso
subir 163 degraus, de granito tal como todo o farol, e mais esta escadinha metálica.
Em 1932 foi
electrificado,
foi automatizado em 1966, em 2005 passou a ser telecomandado e em 2006 deixou de ter faroleiro.
Mas antes da electrificação, um engenhoso sistema de pêndulos, ligados à argola que aparece do lado esquerdo, permitia acender a luz sem ser necessário subir à torre.