31 janeiro 2008

Imbolc

Pronuncia-se imbôlc e corresponde a um dos quatro festivais da Roda do Ano Celta.
É, sem dúvida, uma celebração ligada à fecundidade, onde se “enterram” as agruras do Inverno e onde se festeja o despertar da vida, através do aumento da luz e do despertar das sementes enterradas na terra fria.
Teve grande importância na antiga Irlanda onde, esta noite, era também consagrada à Deusa Brigit, deusa da cura e da purificação. A Igreja Católica, aproveitando este antigo significado, transformou esta data na festa da Calendária ou da Purificação de Maria; a própria figura de Brigit foi cristianizada, chamando-se agora Santa Brígida, fazendo com que as velhas tradições perdurem através de novos rituais e novas expressões…
Estamos perante uma festa em que os primeiros estímulos de vida aparecem no interior da Mãe Terra e, assim sendo, é o celebrar de um novo despertar, de um novo recomeço da vida!
Excelente Imbolc para todos!

28 janeiro 2008

Peixes "da" Madeira (1): os sargos

Um "sargo-legítimo" (diplodus sargus) na zona do Lido
e dois "sargo-veado" (diplodus cervinus) no Garajau

23 janeiro 2008

20 janeiro 2008

Castelo Mendo

Este concelho teve o seu foral em 1229, concedido por D. Sancho II. A estrutura fortificada de Castelo Mendo é tipicamente medieval e totalmente concebida para as necessidades da época da reconquista cristã, nos séculos XII e XIII. Por um lado, era preciso assegurar o repovoamento dos territórios conquistados aos mouros e, por outro, era fundamental assegurar a integridade das terras anexadas, não só em relação a estes últimos, mas também em relação a Leão e Castela, nossos adversários de sempre nas disputas fronteiriças. A partir do século XIV, embora a fronteira tenha ficado estabilizada com o Tratado de Alcanizes, em 1297, Castelo Mendo continua a integrar a rede defensiva da raia, só perdendo o seu protagonismo militar no século XVII.

18 janeiro 2008

O Milhas Náuticas é uma "referência"!

Costumo dizer que não nos devemos fiar na Wikipédia. Já lá encontrei, mais do que uma vez, informação errada e/ou fantasiosa. Normalmente, quando a consulto é apenas para ver se, nas "Referências" que apresenta, há alguma que me possa ajudar.
Pois não é que hoje, estava a ver o "sitemeter" (de vez em quando tem graça perceber porque carga de água aparecem tantos visitantes) quando deparo com uma entrada a partir deste link:
Wikipédia? Fui espreitar e dei com esta página!
Mas não falava no Milhas Náuticas...
E depois percebi! Uma das Referências, a que "eles" chamaram "Flores a ilha das cascatas" vai direitinha para o nosso artigo As cascatas da ilha das Flores".
Ou seja... se calhar até há mais! E é mesmo melhor não se fiarem na Wikipédia... Só nas referências ;)

16 janeiro 2008

Tejo Internacional: "Grifos na Web"


Os vales encaixados do Tejo (em cima) e do Erges, e alguns troços do Aravil e do Ponsul, impressionam pelo seu carácter agreste, formando, por vezes, verdadeiras gargantas rochosas, como é o caso do Erges, em Segura (à esquerda).
Estas escarpas inacessíveis, e que beneficiam de um relativo isolamento, são o local de nidificação de várias espécies de avifauna como a cegonha-negra (espécie considerada em perigo de extinção no território português), águia-de-Bonelli, águia-real, abutre-negro, abutre-do-Egipto e grifo.

"Criado no âmbito do programa Público na Escola, Grifos na Web é um projecto do jornal PÚBLICO que visa estimular a conservação da Natureza e a protecção do Ambiente.
O projecto consiste na colocação de uma câmara de vídeo no ninho de um grifo (Gyps fulvus), na zona do Tejo Internacional, para que os alunos possam seguir em directo, 24 horas por dia, o comportamento destes animais e perceber a necessidade de conservar todas as espécies ameçadas em Portugal.
Os parceiros do projecto são a Refer, a Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), a SIC e o jornal Público, que fornecerá as imagens em directo através do seu site e promoverá as acções educativas junto das escolas."

Sobre o Parque Natural do Tejo Internacional, saiba mais no Portal do ICNB.

14 janeiro 2008

A praia Norte

Mesmo em maré baixa não tem muita areia. Só aquela que o pequeno esporão consegue suster e, mesmo assim com base em alimentação artificial.
Mas tem umas simpáticas piscinas
E a praia está muito cuidada como a generalidade das praias de Viana do Castelo, com bons apoios de praia e passadiços.

10 janeiro 2008

Ainda o Vulcão dos Capelinhos...

" Ao POVO do Capelo e da Praia do Norte que viveu o Vulcão dos Capelinhos e sofreu as suas consequências." Começa assim, com esta dedicatória, uma colecção que pretende dar eco a testemunhos dessa época, com é o caso do autor, integrado na missão ciêntifica chefiada pelo Dr. Orlando Ribeiro, que estudou o fenómeno. Erupções da memória colectiva, é o nome francamente feliz que deram a esta série de relatos, integrados na Colecção Piroclástica.

08 janeiro 2008

Cabo Sardão (3): as arribas


As arribas "talhadas" do cabo Sardão são um dos valores naturais que contribui para a classificação do Sudoeste Alentejano como área protegida.
Com formas e texturas extraordinárias,
são também palco de autênticos espectáculos de malabarismo
dados por aqueles que aqui vêm pescar à linha.

06 janeiro 2008

A "barra" de Viana do Castelo

(em cima, vista da "praia do Coral")
Não é das piores...


mas na 6ª feira,
vista do castelo de Santiago da Barra,
estava assim!

02 janeiro 2008

ainda o cabo Girão

ou melhor... uma das vistas lá de cima.

31 dezembro 2007

No Espichel...

o primeiro pôr do sol do ano: 1 de Novembro de 2007 "Como o Sol no ocaso se aproxima da curva do Oceano, os grises e os sépias dos altos penhascais ganham tons de oiro velho. As linhas do relevo ressaltam com a nitidez de uma gravura a talho doce. Em baixo o mar rola e dobra ondas que ao atingir o ápice, transparecem claridades glaucas de vitral, enquanto a espuma cimeira, em seu efémero bailado, se debrua duma fina fímbria rósea."
Jaime Cortesão in "Portugal - A Terra e o Homem"

29 dezembro 2007

Cabo Girão

Com 580 m de altura sobre o mar, este promontório é o mais alto da Europa e o segundo maior do Mundo.
O mar lá em baixo é assim...
E as fajãs estão muito bem aproveitadinhas
(agora há um teleférico até lá abaixo).

28 dezembro 2007

"Todos os barcos...", semeando a confusão


Era mesmo o Barco de Sesimbra. Desta vez foram o Blue Moon e o Velas do Tejo a acertar.

O caíque, pelo menos em 1785, tinha uma armação diferente.


Então e estes? Até são parecidos com o de Sesimbra mas "parece"
que não são o mesmo.
Será
que os palpites tinham
por base um conhecimento sólido?

26 dezembro 2007

"Todos os barcos do Tejo"

Tiveram a gentileza de me oferecer esta lindíssima "recolha", onde o autor reproduz, em forma de aguarela, o "Caderno de Todos os Barcos do Tejo" de João de Souza, 1785.

De todas as embarcações representadas confesso, no entanto, que o meu preferido é este barco de pesca, que por sinal não é do Tejo.

Será que alguém se candidata a identificar o modelo aqui reproduzido?

24 dezembro 2007

Dos Templários à Ordem de Cristo

A 1 de Março de 1160, D. Gualdim Pais, Grão-Mestre da Ordem dos Templários ordena a construção de um novo castelo, num morro sobranceiro à margem direita do rio Nabão. Ao mesmo tempo, deu-se início à Vila de Tomar. Este, foi um dos prémios, pela preciosa ajuda dada a D. Afonso Henriques nas diversas conquistas, com destaque para a de Santarém, em 1147. Cavaleiros indomáveis, resistem em 1190 ao grande cerco promovido pelo rei de Marrocos em que, definitivamente, provam não só as suas grandes capacidades militares, como também a indispensabilidade da sua presença na defesa da linha que ia do Mondego ao Tejo. O poder militar e económico dos Templários cresce, não só em Portugal mas também em toda a Europa e, numa sexta-feira, dia 13 de Outubro de 1307, Filipe o Belo, rei de França e Clemente V, papa de Avinhão, ordenam a prisão geral destes Cavaleiros, acusando-os de heresias várias e condenando-os à tortura e à fogueira, destino a que não escapa o próprio Grão-Mestre, Jacques de Molay. D. Dinis, prevendo o inevitável, acciona mecanismos diplomáticos com Castela, conseguindo no processo de Salamanca, em1310, a declaração de inocência de todos os Cavaleiros das regiões ibéricas. Através de astuciosas interpretações jurídicas, o património dos Templários existente em terras portuguesas transita totalmente para a nova Ordem de Cristo, instituída a 14 de Março de 1319 a pedido de El-rei D. Dinis de Portugal. Esta, acabou por ter um papel fundamental na nossa primeira grande Epopeia, tendo o Infante D. Henrique, Grão-Mestre da Ordem de Cristo, sido um dos principais obreiros dessa fabulosa aventura que os portugueses viveram. O actual Convento de Cristo é pois, um monumento que em si mesmo congrega a história e estilos arquitectónicos que vão do século XII ao século XVIII, sendo sobretudo os estilos artísticos ligados aos descobrimentos, aqueles que são hoje mais visíveis.