28 dezembro 2007

"Todos os barcos...", semeando a confusão


Era mesmo o Barco de Sesimbra. Desta vez foram o Blue Moon e o Velas do Tejo a acertar.

O caíque, pelo menos em 1785, tinha uma armação diferente.


Então e estes? Até são parecidos com o de Sesimbra mas "parece"
que não são o mesmo.
Será
que os palpites tinham
por base um conhecimento sólido?

26 dezembro 2007

"Todos os barcos do Tejo"

Tiveram a gentileza de me oferecer esta lindíssima "recolha", onde o autor reproduz, em forma de aguarela, o "Caderno de Todos os Barcos do Tejo" de João de Souza, 1785.

De todas as embarcações representadas confesso, no entanto, que o meu preferido é este barco de pesca, que por sinal não é do Tejo.

Será que alguém se candidata a identificar o modelo aqui reproduzido?

24 dezembro 2007

Dos Templários à Ordem de Cristo

A 1 de Março de 1160, D. Gualdim Pais, Grão-Mestre da Ordem dos Templários ordena a construção de um novo castelo, num morro sobranceiro à margem direita do rio Nabão. Ao mesmo tempo, deu-se início à Vila de Tomar. Este, foi um dos prémios, pela preciosa ajuda dada a D. Afonso Henriques nas diversas conquistas, com destaque para a de Santarém, em 1147. Cavaleiros indomáveis, resistem em 1190 ao grande cerco promovido pelo rei de Marrocos em que, definitivamente, provam não só as suas grandes capacidades militares, como também a indispensabilidade da sua presença na defesa da linha que ia do Mondego ao Tejo. O poder militar e económico dos Templários cresce, não só em Portugal mas também em toda a Europa e, numa sexta-feira, dia 13 de Outubro de 1307, Filipe o Belo, rei de França e Clemente V, papa de Avinhão, ordenam a prisão geral destes Cavaleiros, acusando-os de heresias várias e condenando-os à tortura e à fogueira, destino a que não escapa o próprio Grão-Mestre, Jacques de Molay. D. Dinis, prevendo o inevitável, acciona mecanismos diplomáticos com Castela, conseguindo no processo de Salamanca, em1310, a declaração de inocência de todos os Cavaleiros das regiões ibéricas. Através de astuciosas interpretações jurídicas, o património dos Templários existente em terras portuguesas transita totalmente para a nova Ordem de Cristo, instituída a 14 de Março de 1319 a pedido de El-rei D. Dinis de Portugal. Esta, acabou por ter um papel fundamental na nossa primeira grande Epopeia, tendo o Infante D. Henrique, Grão-Mestre da Ordem de Cristo, sido um dos principais obreiros dessa fabulosa aventura que os portugueses viveram. O actual Convento de Cristo é pois, um monumento que em si mesmo congrega a história e estilos arquitectónicos que vão do século XII ao século XVIII, sendo sobretudo os estilos artísticos ligados aos descobrimentos, aqueles que são hoje mais visíveis.

18 dezembro 2007

Cabo Sardão (2): o Farol


A pequena altura da torre do farol, coloca a "lâmpada" a apenas 17 metros de altura.
Mas a altura da falésia onde foi construída, localiza a 68 metros de altitude a luz branca, de grupos de 3 clarões, de 15 em 15 segundos, e um alcance de 23 Milhas Náuticas.

Desde 1915, que este farol assinala o meio caminho entre Sines e Sagres.


Um dos locais onde pode saber mais sobre o farol do cabo Sardão é na Revista da Armada nº 388.

17 dezembro 2007

15 dezembro 2007

A estrela e o choco

Ponta da Almádena

13 dezembro 2007

Junto ao ilhéu de Vila Franca do Campo

No lado nascente...

Uma paisagem submarina fantástica, onde os grandes blocos de pedra se aproximam, na zona mais a Sul, criando um labirinto de canais entre os rochedos



E uma enorme variedade e densidade de peixes!

Os cardumes vão desfilando à nossa frente: primeiro os sargos...
que depois dão lugar aos enxaréus...
e estes vão intercalando com os lírios...
18,5 metros... 1 hora e 18 minutos! O meu recorde de tempo debaixo de água
e o último mergulho desta temporada nos Açores...
com o Espírito Azul.

11 dezembro 2007

Cabo Sardão (1)


No final do Verão não andam por lá cegonhas.
Mas é sempre um local a visitar.

09 dezembro 2007

Uma estreia em Sesimbra

No jardim das gorgónias
A semana passada fui estrear o meu fato novo. O outro coitadito com 13 ou 14 anos já tinha cumprido a sua missão.
Valeu a pena, apesar dos 14º a que estava a água!
Havia imenso peixe (até houve quem se julgasse nas Maldivas), mas com tantos cardumes de
sardinhas, sargos, salemas, robalos, parece-me que são mesmo os efeios crescentes da criação do Parque Marinho.

E ainda demos com um grande safio,

muitos "mini" polvos como este

e uns besugos que levavam outros à pendura!





17,1 metros. 1 hora e 6 minutos: o fato provou!

07 dezembro 2007

Meia Lua

Na Costa de Caparica
Preparação para a faina

Saída para a faina

Regresso

A varar na praia

O descanso

À espera de um novo dia






Edição: Câmara Municipal de Almada/DASC/Museu Municipal/Núcleo Naval.
Colecção de postais: Embarcações Tradicionais

03 dezembro 2007

Leni Riefenstahl

Leni Riefenstahl: cineasta alemã que, no pós guerra, se tornou fotógrafa e mergulhadora, tendo-se radicado em África, onde exerceu estas actividades. Há cerca de dois anos, uma amiga minha, teve o bom gosto de me dar este DVD que, para quem gosta de mergulho, aconselho vivamente. Verdadeiramente soberbo!

01 dezembro 2007

A Restauração da Independência

Painel de azulejos do Palácio Galveias (Câmara Municipal de Lisboa)
Lisboa. 1 de Dezembro de 1640.
pelo nosso enviado especial*
Com o soar das badaladas das 9 da manhã no relógio do paço, um grupo de conjurados entrou no Paço, deu morte a Miguel de Vasconcelos, secretário da Duquesa de Mantua e por isso símbolo da regência de Espanha, e tomou posse das fortalezas e locais estratégicos da cidade de Lisboa.
Ainda antes do meio-dia, o governo interino enviava a notícia ao novo Rei e correios para as principais cidades e vilas de Portugal informando da aclamação do duque de Bragança como D. João IV, Rei de Portugal.
Estava restaurada a Independência de Portugal!

Este processo foi o culminar de um descontentamento que vinha de longe. Consta que já em 1634, três dos futuros conjurados - D. Antão de Almada e Francisco e Jorge de Melo - se juntavam para procurar forma de repôr em Portugal "um rei verdadeiro". Mas é em 1638 que começam as movimentações dos fidalgos conjurados, face aos descontentamentos provocados pelas reformas propostas por Madrid, designadamente a da transformação do reino de Portugal em província.
A participação do Duque D. João II de Bragança no "Conselho de Guerra" extraordinário de Lisboa, que teve lugar no Verão de 1639, terá sido determinante para dinamizar todo o processo: por um lado o "banho de multidão", que mostrou bem o "amor dos Povos" e o seu desejo de mudança; por outro, a estadia em Almada possibilitou os primeiros contactos entre o duque de Bragança e a fidalguia portuguesa. A revolta da Catalunha, em Junho de 1640, que desviou de Portugal as atenções de Filipe IV, terá também tido importância crucial.
Durante cerca de um ano os conjurados procuraram assegurar a participação popular e do corpo eclesiástico, até que no final de Novembro foi conseguido o assentimento do duque de Bragança, que decidiu que a aclamação teria lugar em Lisboa e não em Évora como inicialmente previsto.

No próximo dia 15 de Dezembro às 12h, terá lugar, no Terreiro do Paço, o juramento solene do novo Rei de Portugal, D. João IV.

*com a colaboraçao de Leonor Freire Costa e Mafalda Soares da Cunha, em "D. João IV", Círculo de Leitores