24 novembro 2007

O Creoula e os dóris

O Creoula, na sua nova função de navio de treino de mar, leva 2 pilhas de dóris a meio navio, uma em cada bordo. Estes dóris no entanto eram meramente decorativos e não tinham "condições" para se poder neles navegar. Até que, há pouco mais de 2 anos, numa estadia em Ílhavo, se lembraram de aproveitar a "arte" de um dos últimos construtores de dóris ainda existentes e mandaram construir um dóri "dos verdadeiros"!
E aqui está ele, no topo da pilha, exibindo em cada porto, a sua vela enrolada no mastro, os remos, e uma "amostra" de alguns dos "aprestos" que levava habitualmente para o mar:
o balde do isco,
a âncora flutuante,
um "cesto" com o espinhel (as linhas e anzóis já enfiados),
o vertedouro e o antepassado do "megafone" que permitia "chamar" o navio em situações de nevoeiro ou de mar cavado.

Quem quiser saber mais pode sempre ler "Um Pequeno Herói. O Dóri dos Bancos. Bote dos Bacalhoeiros", do Capitão Marques da Silva, numa lindíssima edição do Museu de Marinha.

22 novembro 2007

Debaixo de água, nas Flores

Não é só a Garina do Mar que se passeia por debaixo de água. É verdade que não sou "pro" como ela, até porque normalmente só mergulho em águas mais temperadas que as nossas (ou seja de uns 25º para mais). Mas este Verão, quando passei pelas Flores, apesar de a temperatura da água não cumprir os requisitos mínimos, achei que era uma pena se não fosse conhecer as maravilhas subaquáticas dos Açores.
E assim fui conhecer uns lírios e umas paredes "pintadas" na Ponta da Caveira, a sul de Santa Cruz.




Não resisti a ir visitar os enxaréus da "gruta do Galo"
com a famosa cascata que a Miúda já nos tinha mostrado.

E ainda vi um peixe enorme (será uma garoupa?)






e umas hortenses "subaquáticas", numa baixa ali mesmo em frente a Santa Cruz.
(Nota: a minha máquina não é tão boa como a da Miúda :))

20 novembro 2007

Convento do Carmo

O Convento do Carmo ou da Ordem do Carmo, em Lisboa, foi construído numa colina sobranceira ao Rossio e próxima do Castelo de São Jorge. Foi fundado por D. Nuno Álvares Pereira em 1389, Condestável de Portugal durante o reinado de D. João I. Foi inicialmente ocupado por frades carmelitas a partir de 1392 e, em 1404, D. Nuno Álvares doou os seus bens ao convento, tendo ele próprio ingressado como religioso a partir de 1423. O Terramoto de 1755 destruiu grande parte da igreja e do convento, que acabaram por nunca ser totalmente reconstruídos. A Igreja do convento foi durante muitos anos a principal igreja gótica de Lisboa e, actualmente, as suas ruínas são sede do Museu Arqueológico do Carmo.

19 novembro 2007

Vistas de Lisboa

Fotografias captadas no Elevador de Santa Justa

16 novembro 2007

O mergulho na "baixa das castanhetas"

Não sei porque é que chamam a este sítio, na zona da Caloura, a "baixa das castanhetas". Será provavelmente o local onde mergulhei onde vi menos castanhetas... ou será que os outros atractivos eram tantos que nem dei por elas?
Primeiro fomos até ao "reino" das "antias" (anthia anthia), ali para as bandas dos 40 metros de profundidade.
Mas mal chegámos lá abaixo tinha o computador a dizer-me que eram horas de subir!
Por volta dos 20 metros entramos numa grande caverna...

devagarinho para não assustarmos o enorme cardume de enxaréus que ali mora.
Pouco a pouco os olhos habituam-se ao contraste de luz e sombra...
E logo a seguir tínhamos enxaréus, bem grandes, por todo o lado!! quase "entrando" pela objectiva da máquina fotográfica!!
e ali ficámos, a vê-los evoluir à nossa volta, eles às tantas já se esquecendo da nossa presença!! e nós sem nos lembrarmos que estávamos limitados pelo ar... até que, (desta vez foi) o manómetro (que) nos "mandou" mesmo voltar à superfície.
39,2 metros! 48 minutos! Que mergulho espectacular!!

15 novembro 2007

"Le Beaujolais nouveau est arrivé!"

Esta frase apareceu escrita hoje em inúmeros restaurantes, cafés, tascas, ...
Não só na região do Beaujolais, mas em toda a França, especialmente em Paris e noutros países do Mundo, para onde este vinho é exportado com pompa e circunstância.
O que está por trás deste fenómeno? Não é certamente a qualidade do vinho: em França há-os bem melhores e ainda por cima trata-se de vinho novo, ou seja com tudo para provar.
À partida, é sobretudo uma enorme campanha de marketing que promovendo um vinho, promove uma região e um país.


Não haverá em Portugal uma região que se abalance a uma iniciativa deste género?

13 novembro 2007

A praia do Tofo, em Inhambane

Uma águinha a 27º, umas ondinhas q.b. para animar o banho e um areal quase deserto!
Por detrás da enorme duna (em cima) fica o Tofinho (em baixo), onde consta que cada nascer do sol é um espectáculo
Mas no hotel Tofo-Mar, mesmo em cima da praia, também não são maus, apesar de enquadrados pela ponta que separa as duas praias
É pena ainda não haver regras que impeçam a construção em cima da duna...
Ou talvez estejam à espera de um outro Favio para ficar claro que é melhor não o fazer...

11 novembro 2007

Um "mar" de castanhas

Não sei muito bem porque é que o São Martinho está associado às castanhas!?! Se calhar era o que estava à mão para festejar a acção do Santo. Coitado, não teve muita sorte, nem um vinho como deve ser lhe arranjaram.
Para quem, como eu, não acha graça às castanhas (e menos ainda à água pé!), deixo aqui outro tipo de castanhas, as de cajú, que são uma verdadeira delícia (sobretudo torradinhas com sal grosso!!)

10 novembro 2007

de Inhambane ao Tofo

São cerca de 20 quilómetros.
À beira da estrada encontramos pequenas aldeias de casas de macúti (cobertura de folhas de palmeira).
Por entre as palmeiras vêm-se de onde em onde alguns braços de mar
e, ao longe, na zona da Barra, dezenas de canoas que por ali andam, à pesca e no transporte de pessoas e mercadorias.

08 novembro 2007

A antiga Sagres, agora Rickmer-Rickmers

Recuperando o seu nome de origem, a antiga Sagres é hoje um navio-museu no porto de Hamburgo, onde se conta a história da construção dos navios à vela, das viagens marítimas e da vida e do trabalho a bordo na altura da passagem do século.
Tem uma exposição permanente sobre a época portuguesa, exposições temporárias sobre temas relacionados com o mar e um restaurante.
Veja mais em http://www.rickmer-rickmers.info/

07 novembro 2007

Ainda o Navio Escola Sagres...

Fotografia gentilmente cedida por um amigo do Milhas Náuticas

06 novembro 2007

Ideias para Portugal (7)

Leiria: Empreendedorismo, Agricultura, Turismo
Pontos Fortes
  • Centros urbanos (eixo Caldas da Rainha / Alcobaça / Leiria / Pombal) e manchas de evidente especialização produtiva (vidro, cerâmica, produtos metálicos, calçado, indústrias agro-alimentares, turismo) que organizam um território dinâmico, em transformação, mantendo a sua natureza rural
  • Região não tributária de Lisboa e com baixa dependência do Estado: o espírito empreendedor e a atitude de risco e inovação dos agentes económicos tem permitido potenciar os recursos existentes
  • Para além da elevada produtividade da indústria do vidro, relevante dinamismo da indústria de moldes: importante cluster na produção de equipamentos, com elevada intensidade tecnológica
  • Explorações agrícolas de qualidade na zona do Oeste (horto fruticultura para consumo em fresco) com elevados níveis de produtividade, reconhecidas e apreciadas internacionalmente, combinando qualidade e preços competitivos (pêra rocha, maçã de Alcobaça).
  • Diversidade da paisagem do litoral e do interior, riqueza arqueológica e arquitectónica, manutenção de traços culturais de artesanato e de tradições locais e, sobretudo, a riqueza do tecido associativo, apesar do seu fraco aproveitamento e dos riscos de extinção de parte desse património
  • (nas fotos, de cima para baixo: castelo de Leiria, pomar na Estremadura e porto de pesca de Peniche)
    Pontos Fracos
  • O predomínio de processos difusos de urbanização e industrialização dificulta a afirmação de pólos que confiram à Região maior unidade funcional
  • Necessidade de modernização da indústria e de adaptação às novas formas de organização do mercado e de inovação nos processos produtivos
  • Concelhos do interior com índices de poder de compra iguais ou inferiores a 60%
  • (na foto: pinhal de "Leiria")
    Oportunidades
  • No turismo, a proximidade à AML (2ª residência), o potencial de dinamização de novos produtos (oceanos e planos de água), a continuidade nas apostas no turismo de golfe, de natureza, religioso e cultural e a abertura da Base Aérea de Monte Real à aviação civil.
  • Dinamismo da estrutura empresarial local, vector-chave de suporte da reconversão produtiva e do desenvolvimento de clusters industriais importantes para a economia, incluindo os da cerâmica e do vidro, com impacto significativo nas exportações, inovação e novas tecnologias.
  • (na foto: igreja de Pedrógão Grande)
    Apostar no Futuro
  • Estimular o cluster da indústria de moldes, alargado à área metálica e metalomecânica e reforçar o cluster da indústria do vidro e da cristalaria
  • Incrementar a base tecnológica e organizacional do sector agrícola e agro-industrial
  • Promover a vocação de lazer e turismo da zona litoral, assente na riqueza do património histórico e na diversidade paisagística e na procura de recreio e lazer pela população residente na AML: turismo cultural, circuitos turísticos, golfe, desportos náuticos, turismo sénior e termal.
  • Reforçar a rede de cidades, desenvolvendo a sua centralidade através de uma estrutura de serviços, geradora de complementaridades e de suporte a uma estrutura e um tecido produtivo diversificados
  • (nas fotos, de cima para baixo: Praia das Rocas em Castanheira de Pêra, Óbidos, Nazaré)

    03 novembro 2007

    de volta à zona da Ponta Garça

    O objectivo era verificar se depois das incursões clandestinas da véspera estava tudo bem com o mero "Augusto".
    Mas chegados à sua toca... nada de Augusto! Um mergulho estragado: tinham dado cabo do peixe (património classificado pelo menos há 30 anos!!) e o sítio como local de mergulho não era dos mais interessantes.
    Damos uma volta por ali, um bocado para "cumprir o programa" quando Uff! afinal o Augusto, apesar das inúmeras visitas e de ter "nome", não é um mero "amestrado" e estava simplesmente desconfiado de tanta agitação. Mas acabou por voltar para "casa" e ficar na fotografia.
    Bem, já mais descansados continuámos o mergulho sem grandes novidades:
    ainda vimos umas paredes engraçadas cobertas de espirógrafos
    e encontrámos um bodião(?) sarapintado que por ali andava...




    Começávamos já a subida, quando o Nélio nos assinala uma "bicuda" solitária.
    Fiquei atenta (nestas águas costumam aparecer uns cardumes bem grandes) e pouco depois, lá estava, um cardume enorme de "bicudas" já grandinhas!
    22 metros, 53 minutos. Afinal até foi um bom mergulho!

    02 novembro 2007

    Na parada!

    Rolas do mar (?) na marginal de Povoação