03 dezembro 2007

Leni Riefenstahl

Leni Riefenstahl: cineasta alemã que, no pós guerra, se tornou fotógrafa e mergulhadora, tendo-se radicado em África, onde exerceu estas actividades. Há cerca de dois anos, uma amiga minha, teve o bom gosto de me dar este DVD que, para quem gosta de mergulho, aconselho vivamente. Verdadeiramente soberbo!

01 dezembro 2007

A Restauração da Independência

Painel de azulejos do Palácio Galveias (Câmara Municipal de Lisboa)
Lisboa. 1 de Dezembro de 1640.
pelo nosso enviado especial*
Com o soar das badaladas das 9 da manhã no relógio do paço, um grupo de conjurados entrou no Paço, deu morte a Miguel de Vasconcelos, secretário da Duquesa de Mantua e por isso símbolo da regência de Espanha, e tomou posse das fortalezas e locais estratégicos da cidade de Lisboa.
Ainda antes do meio-dia, o governo interino enviava a notícia ao novo Rei e correios para as principais cidades e vilas de Portugal informando da aclamação do duque de Bragança como D. João IV, Rei de Portugal.
Estava restaurada a Independência de Portugal!

Este processo foi o culminar de um descontentamento que vinha de longe. Consta que já em 1634, três dos futuros conjurados - D. Antão de Almada e Francisco e Jorge de Melo - se juntavam para procurar forma de repôr em Portugal "um rei verdadeiro". Mas é em 1638 que começam as movimentações dos fidalgos conjurados, face aos descontentamentos provocados pelas reformas propostas por Madrid, designadamente a da transformação do reino de Portugal em província.
A participação do Duque D. João II de Bragança no "Conselho de Guerra" extraordinário de Lisboa, que teve lugar no Verão de 1639, terá sido determinante para dinamizar todo o processo: por um lado o "banho de multidão", que mostrou bem o "amor dos Povos" e o seu desejo de mudança; por outro, a estadia em Almada possibilitou os primeiros contactos entre o duque de Bragança e a fidalguia portuguesa. A revolta da Catalunha, em Junho de 1640, que desviou de Portugal as atenções de Filipe IV, terá também tido importância crucial.
Durante cerca de um ano os conjurados procuraram assegurar a participação popular e do corpo eclesiástico, até que no final de Novembro foi conseguido o assentimento do duque de Bragança, que decidiu que a aclamação teria lugar em Lisboa e não em Évora como inicialmente previsto.

No próximo dia 15 de Dezembro às 12h, terá lugar, no Terreiro do Paço, o juramento solene do novo Rei de Portugal, D. João IV.

*com a colaboraçao de Leonor Freire Costa e Mafalda Soares da Cunha, em "D. João IV", Círculo de Leitores

29 novembro 2007

O "Poço do Inferno" na Serra da Estrela


Na estrada que acompanha o vale glaciar do rio Zêzere, próximo das Caldas de Manteigas, encontra um desvio para o Poço do Inferno.


Esta fraga de águas límpidas e geladas, despenha-se das escarpas num troço de mais de 40 metros,
terminando nesta profunda lagoa junto da estrada de acesso.


A jusante da estrada, torna-se ribeira saltando por entre pedras e árvores de uma lindíssima floresta de carvalhos, castanheiros e pseudotsugas.


O troço de montante, com outra espectacular lagoa, é acessível a partir de um caminho implantado nas rochas.

28 novembro 2007

24 novembro 2007

O Creoula e os dóris

O Creoula, na sua nova função de navio de treino de mar, leva 2 pilhas de dóris a meio navio, uma em cada bordo. Estes dóris no entanto eram meramente decorativos e não tinham "condições" para se poder neles navegar. Até que, há pouco mais de 2 anos, numa estadia em Ílhavo, se lembraram de aproveitar a "arte" de um dos últimos construtores de dóris ainda existentes e mandaram construir um dóri "dos verdadeiros"!
E aqui está ele, no topo da pilha, exibindo em cada porto, a sua vela enrolada no mastro, os remos, e uma "amostra" de alguns dos "aprestos" que levava habitualmente para o mar:
o balde do isco,
a âncora flutuante,
um "cesto" com o espinhel (as linhas e anzóis já enfiados),
o vertedouro e o antepassado do "megafone" que permitia "chamar" o navio em situações de nevoeiro ou de mar cavado.

Quem quiser saber mais pode sempre ler "Um Pequeno Herói. O Dóri dos Bancos. Bote dos Bacalhoeiros", do Capitão Marques da Silva, numa lindíssima edição do Museu de Marinha.

22 novembro 2007

Debaixo de água, nas Flores

Não é só a Garina do Mar que se passeia por debaixo de água. É verdade que não sou "pro" como ela, até porque normalmente só mergulho em águas mais temperadas que as nossas (ou seja de uns 25º para mais). Mas este Verão, quando passei pelas Flores, apesar de a temperatura da água não cumprir os requisitos mínimos, achei que era uma pena se não fosse conhecer as maravilhas subaquáticas dos Açores.
E assim fui conhecer uns lírios e umas paredes "pintadas" na Ponta da Caveira, a sul de Santa Cruz.




Não resisti a ir visitar os enxaréus da "gruta do Galo"
com a famosa cascata que a Miúda já nos tinha mostrado.

E ainda vi um peixe enorme (será uma garoupa?)






e umas hortenses "subaquáticas", numa baixa ali mesmo em frente a Santa Cruz.
(Nota: a minha máquina não é tão boa como a da Miúda :))

20 novembro 2007

Convento do Carmo

O Convento do Carmo ou da Ordem do Carmo, em Lisboa, foi construído numa colina sobranceira ao Rossio e próxima do Castelo de São Jorge. Foi fundado por D. Nuno Álvares Pereira em 1389, Condestável de Portugal durante o reinado de D. João I. Foi inicialmente ocupado por frades carmelitas a partir de 1392 e, em 1404, D. Nuno Álvares doou os seus bens ao convento, tendo ele próprio ingressado como religioso a partir de 1423. O Terramoto de 1755 destruiu grande parte da igreja e do convento, que acabaram por nunca ser totalmente reconstruídos. A Igreja do convento foi durante muitos anos a principal igreja gótica de Lisboa e, actualmente, as suas ruínas são sede do Museu Arqueológico do Carmo.

19 novembro 2007

Vistas de Lisboa

Fotografias captadas no Elevador de Santa Justa

16 novembro 2007

O mergulho na "baixa das castanhetas"

Não sei porque é que chamam a este sítio, na zona da Caloura, a "baixa das castanhetas". Será provavelmente o local onde mergulhei onde vi menos castanhetas... ou será que os outros atractivos eram tantos que nem dei por elas?
Primeiro fomos até ao "reino" das "antias" (anthia anthia), ali para as bandas dos 40 metros de profundidade.
Mas mal chegámos lá abaixo tinha o computador a dizer-me que eram horas de subir!
Por volta dos 20 metros entramos numa grande caverna...

devagarinho para não assustarmos o enorme cardume de enxaréus que ali mora.
Pouco a pouco os olhos habituam-se ao contraste de luz e sombra...
E logo a seguir tínhamos enxaréus, bem grandes, por todo o lado!! quase "entrando" pela objectiva da máquina fotográfica!!
e ali ficámos, a vê-los evoluir à nossa volta, eles às tantas já se esquecendo da nossa presença!! e nós sem nos lembrarmos que estávamos limitados pelo ar... até que, (desta vez foi) o manómetro (que) nos "mandou" mesmo voltar à superfície.
39,2 metros! 48 minutos! Que mergulho espectacular!!

15 novembro 2007

"Le Beaujolais nouveau est arrivé!"

Esta frase apareceu escrita hoje em inúmeros restaurantes, cafés, tascas, ...
Não só na região do Beaujolais, mas em toda a França, especialmente em Paris e noutros países do Mundo, para onde este vinho é exportado com pompa e circunstância.
O que está por trás deste fenómeno? Não é certamente a qualidade do vinho: em França há-os bem melhores e ainda por cima trata-se de vinho novo, ou seja com tudo para provar.
À partida, é sobretudo uma enorme campanha de marketing que promovendo um vinho, promove uma região e um país.


Não haverá em Portugal uma região que se abalance a uma iniciativa deste género?

13 novembro 2007

A praia do Tofo, em Inhambane

Uma águinha a 27º, umas ondinhas q.b. para animar o banho e um areal quase deserto!
Por detrás da enorme duna (em cima) fica o Tofinho (em baixo), onde consta que cada nascer do sol é um espectáculo
Mas no hotel Tofo-Mar, mesmo em cima da praia, também não são maus, apesar de enquadrados pela ponta que separa as duas praias
É pena ainda não haver regras que impeçam a construção em cima da duna...
Ou talvez estejam à espera de um outro Favio para ficar claro que é melhor não o fazer...

11 novembro 2007

Um "mar" de castanhas

Não sei muito bem porque é que o São Martinho está associado às castanhas!?! Se calhar era o que estava à mão para festejar a acção do Santo. Coitado, não teve muita sorte, nem um vinho como deve ser lhe arranjaram.
Para quem, como eu, não acha graça às castanhas (e menos ainda à água pé!), deixo aqui outro tipo de castanhas, as de cajú, que são uma verdadeira delícia (sobretudo torradinhas com sal grosso!!)