09 outubro 2007

Ilha das Flores: as lagoas e o planalto

Num grande planalto, junto ao Morro Alto, localizam-se as lagoas, ou caldeiras, que formam o "maior complexo de zonas húmidas de altitude dos Açores - lagoas, turfeiras, prados encharcados, florestas sobre turfeiras - e o mais bem conservado. É das regiões geomorfologicamente mais antigas dos Açores" e constitui o "suporte hídrico da ilha".
E um sítio onde vale a pena ir, nem que seja para ficar surpreendido com a densidade das turfeiras

e para admirar os contrastes dos vários verdes,
com o azul dos lagos

e o azul das hortenses que tomam conta de tudo.

08 outubro 2007

Mergulho na ponta Garça

um sítio de fenómenos invulgares:
tirando as castanhetas, que mantém
o seu habitual ar mal humorado,

e as salemas que se encontram por todo o lado,
as garoupas deitam-se para admirar os espirógrafos,
as moreias vivem de "pernas para o ar"
e as estrelas do mar têm seis pernas!!
e ainda andava por lá um estranho mergulhador que, além de mergulhar sózinho e de garrafa de nitrox, se fazia acompanhar por um arpão...
22 metros, 55 minutos! um mergulho invulgar

06 outubro 2007

Salemas, na Pedra do Guincho

Uma experiência, a testar o vídeo da minha máquinazinha fotográfica.
A ideia é copiada dos
Momentos Subaquáticos do Ricardo Cordeiro, que tem uns vídeos fabulosos dos mares dos Açores.
É uma verdade que o vídeo ilustra de outra forma o mundo subaquático!!

Bicharada "curiosa", na Pedra do Guincho, em Sesimbra

A menina caboz, de família lusitana, espreitava atrevida do seu buraco, enquanto Dom Caboz olhava serenamente a paisagem e o primito, o caboz dourado, se aventurava para um passeio de descoberta. Já o peixe cachimbo levantava a cabeça, curioso enquanto o polvo, nem sequer procurava esconder-se

05 outubro 2007

5 de Outubro de 1143: o "tratado" de Zamora

Conta a História que D. Afonso Henriques, o nosso primeiro Rei, terá sido aclamado como tal, no dia da batalha de Ourique, que teve lugar a 25 de Julho de 1139.
No entanto, era importante que seu primo Afonso VII, o "imperador" da Hispânia, reconhecesse a soberania de Afonso Henriques sobre o território que governava.
Depois de várias peripécias e tentativas de acordos de paz sem muito sucesso, terá sido pedida uma "intervenção superior", através do legado papal, Guido de Vico que se deslocou à Hispânia e a Portugal em 1143.
Não se sabe se na reunião, ou "conferência", entre Afonso Henriques, Afonso VII e Guido de Vico, e que teve lugar em Zamora a 5 de Outubro de 1143, foi obtido esse reconhecimento, dado que não existe qualquer documento escrito que ateste a existência de um "tratado" de Zamora. Mas, nessa "conferência", foram produzidos pela chancelaria de Afonso VII outros documentos que dão a Afonso Henriques o título de Rei.
Assim, o "tratado" de Zamora de 1143 é considerado oficialmente como o que deu origem à "Fundação da Nacionalidade".
Apesar disso, a data de 5 de Outubro passou a ser associada a outro evento, que tenha a importância que tiver, positiva para uns, negativa para outros, e talvez até por isso, não deveria nunca fazer esquecer aquele que deveria ser o momento mais importante do Nosso País:
o dia do "reconhecimento" de Portugal como Nação Independente.
(na foto: estátua de D. Afonso Henriques, em Santarém)

04 outubro 2007

No Creoula... fim de dia no Mediterrâneo

em que fomos escoltados, desde Génova até ao por do sol, por esta lindíssima escuna

02 outubro 2007

Santa Cruz das Flores

Uma vila simpática, à beira mar plantada, dividida em dois núcleos pela ribeira do Pomar e limitada do lado de terra pelo aeroporto.
No núcleo mais antigo, de traçado irregular, situam-se os principais edifícios como a imponente igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição
(não cabia inteira na fotografia),
com uma lindíssima capela baptismal.

Também no
"coração"
da
vila
está o chafariz "real"
e o interessante Museu das Flores, instalado no antigo convento de São Boaventura,
e que guarda um interessante espólio relacionado com o "descobrimento"
da
ilha
e
com
as
suas actividades tradicionais.

30 setembro 2007

28 setembro 2007

nos "Arcos da Caloura"

Umas grandes arcadas rochosas lindíssimas e intercaladas por por bolsas de areia ondulada, tornam o cenário deste mergulho fantástico!
Nas paredes rochosas, para além de várias moreias e uns quantos meros, vêm-se imensos rascassos bem encarnadinhos!!
Ao "ar livre", são as salemas, sargos e vejas que dominam o local e, a areia, onde "pastam" salmonetes, serve de disfarce às solhas.
O mais extraordinário é encontrarem-se por lá sargos-safia, o diplodus vulgaris que, apesar do que o nome indica, é bastante raro nos Açores.
17 metros, 1h06m! um mergulho muito giro!

27 setembro 2007

Vulcão dos Capelinhos: "Nasceu" há 50 anos!

"Passados tantos anos, Capelinhos ainda se pode considerar único no mundo das Ciências Vulcanológicas nomeadamente por ter sido fotografado, observado, estudado e interpretado desde o respectivo início (cerca da 7h da manhã do dia 27.Set.1957) até ao "adormecimento", em calma tarde de 24 de Outubro de 1958. Tais condições resultaram da proximidade à ilha do Faial, a um peculiar eng. residente local chamado Frederico Machado (Director dos Serviços Distritais de Obras Públicas) e da equipa que ele constitui quer ao longo do período de actividade quer nos anos dos processos erosivos."
(...)
Na madrugada do dia 27, com a terra balançando continuadamente, os "vigias da baleia" do Costado da Nau, a escassos metros acima do Farol dos Capelinhos, notaram o oceano revolto a meia milha da costa, para os lados de oeste. Assustados, desceram ao farol, alertaram os faroleiros e os seus companheiros de baleação, no porto do Comprido. Não era baleia, nem cachalote nem outro bicho qualquer – o mar entrava em ebulição...
(...)
Às 7 horas o oceano já "fumegava" abundantemente e às 8 horas surgiram as primeiras cinzas (...) Horas mais tarde apareceram outras 3 chaminés, num total de 4. Ao fim do dia havia uma coluna de vapor com mais de 4 Km de altura, visível de todas as ilhas centrais.
(...)
Em início de Outubro as cinzas (tipo areias e pó com alguns blocos intermitentes de basalto) eram tão volumosas que se gerou uma ilhota...
(...)
Em Novembro a ilhota ligou-se aos antigos ilhéus dos Capelinhos (restos de erupção idêntica mais antiga) e daí surgiu um istmo até à ilha do Faial, prolongando-a.
(...)
No dia 24 de Outubro de 1958, sem aviso prévio, ocorreram as derradeiras explosões strombolianas, de bagacinas avermelhadas. No dia 25 iniciou-se o processo de desgasificação, de arrefecimento e de erosão que perdura até aos tempos actuais.
"
texto de Victor Hugo Forjaz (Vulcanólogo da Universidade dos Açores e do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores)
Veja também o filme, fabuloso, que conta a história do farol e do vulcão dos Capelinhos.

23 setembro 2007

No Creoula... de Génova a Barcelona: os Aquários!

Mal se "mergulha" dá-se de cara com estas lindas medusas que nos contam uma história!
Um pouco mais à frente, encontramo-nos com os tubarões, os peixes-serra
e dois enormes peixes-lua. Pena é que estejam num aquário bem pouco simpático, sem qualquer espécie de "decoração" ou vida marinha diversa.
Depois entramos numa ala mais didática, onde usam o Nautilus para contar a história da vida nos oceanos, e a seguir, num grande espaço bastante interessante sobre Madagáscar, o único local do mundo onde se encontra este sapinho tão engraçado.
Por fim são os aquários temáticos, com peixes das profundezas ou de água doce.
Mas, o aquário de Génova só teria a ganhar se tivesse uns sítios onde nos sentarmos para observar o sempre interessante "passeio" dos peixes.