23 abril 2018

Um safari no Botswana - 7º dia: e o leopardo?


Ia-me esquecendo dele, o que seria uma pena porque era bem bonito.
Demos com ele debaixo de um arbusto, completamente esparramado, devia ter comido bem.


Não nos ligou nenhuma. Em determinada altura virou-se para nós mas nem abriu os olhos.

Ali perto estava o cudo que tinha caçado, ainda pouco comido.

Como não víamos maneira de ele acordar (e ninguém se voluntariou para o fazer olhar para nós) fomos até às margens do rio Khway para fazer uma pausa para o chá.

Quando voltámos, o leopardo tinha mudado para outro poiso mas igualmente perto do local onde tinha deixado o cudo.

Desta vez estava meio acordado e até olhou para nós,

mas voltou a deitar-se e seguimos viagem.

O resto da história já sabem.

17 abril 2018

O mar do Guincho

Lisboa é uma cidade privilegiada: o mar está aqui bem perto.

E de vez em quando oferece-nos uns espectáculos maravilhosos.

Sobretudo quando há tempestades de Inverno (ou de Primavera, neste caso).

08 abril 2018

De volta ao Cabo Mondego

Agora não nos deixam passar....
Temos de dar a volta e subir pela Serra da Boa Viagem.
A panorâmica, essa, continua magnífica!

01 abril 2018

Um safari no Botswana - 7º dia: os leões do rio Khway (2)


Pouco depois, a leoa levanta-se e vai pavonear-se à volta do leão

e acaba por se deitar aos pés dele.

Mas, quando achávamos que íamos assistir ao acasalamento, ela levanta-se e sai dali. O leão ficou um bocado assarapantado e nem reagiu. E nós, como a "sessão" podia demorar o dia todo, fomos procurar o leopardo.

Depois de encontrar o leopardo, de uma pausa para o chá e de voltarmos a espreitar o leopardo (será outra história), tornámos a passar pelo local onde tínhamos deixado os leões.
Lá estava um a descansar à sombra mas,


aquele não era o leão que tínhamos visto antes: tinha o focinho e a juba bastante escalavrados.

Procurando com mais atenção lá demos com o casalinho a descansar também à sombra. Teriam já acasalado? Estavam ainda a pensar nisso? Ficámos sem saber...

E o outro leão? Provavelmente irmão deste, tinha claramente perdido a luta...

26 março 2018

Um safari no Botswana - 7º dia: os leões do rio Khway (1)


Saímos outra vez bem cedinho e fomos ver se desta vez os cachorros dos mabecos estavam acordados. Tivemos sorte: estavam em tão animada brincadeira que nos ignoraram completamente!!
Seguimos depois em direcção à zona onde tínhamos visto as leoas mas, ainda a meio caminho, o guia diz-nos que um leopardo tinha morto um cudo na zona do Khway e pergunta se o queríamos tentar encontrar.
Claro que dissemos logo que sim e fomos em busca do leopardo. O guia não sabia exactamente onde o bicho estaria e ia parando, de onde em onde, para ver se via pegadas e o que estas indicavam. E às tantas diz "passaram por aqui leões", e deixa de procurar o leopardo que, depois de comer, se havia de manter mais ou menos perto da caçada, para ir atrás dos leões.
Demos com eles pouco depois: um leão e uma leoa, ligeiramente afastados um do outro (foto de cima).
Aproximámo-nos do leão,


que resolveu "dar um ar de sua graça"

mas depois deitou-se e foi fazendo poses para o admirarmos!

E de facto tinha uma juba bem bonita.

A leoa essa, continuava impávida e serena, praticamente nem se mexeu enquanto estivemos ali.

Até que... (continua)

15 março 2018

A "praia ao lado" da das Avencas


A praia das Avencas e a sua ZIBA são limitadas, do lado nascente, por uma outra "praia", que na realidade praticamente nem tem areia: a praia da Parede.
No entanto, a falta de areia é compensada pela variedade de formações geológicas, que vão desde uma "calçada de gigantes" como a da imagem de cima, a muros rochosos (ver foto abaixo) que parecem construídos pelo homem mas são o resultado de intrusões vulcânicas,

passando ainda por "colecções" de fósseis

que contrastam com lajes perfeitamente planas.

Mas o verdadeiro ex-libris desta praia são as cavidades/poças de água da plataforma rochosa que, recentemente (há cerca de uma década), se descobriu que eram pegadas de dinossáurio.

Não consegui fazer uma boa fotografia porque uma parte estava coberta de areia, mas fica aqui o relatório geológico que as caracteriza.

08 março 2018

Cordão dunar na Praia Grande Oeste

Na Praia Grande Oeste, também conhecida pela Praia do Bar do Carlos,
há semelhança do que aconteceu em Odeceixe, decidiram reforçar o cordão dunar existente.
Para além destas gaiolas em madeira (linhas de recuperadores dunares), tendo em vista contribuir para a formação de novas dunas e ajudar ao estabelecimento de uma primeira "vaga" de plantas,
também construíram uns passadiços ao longo do complexo dunar já existente, que permitem chegar à praia propriamente dita, salvaguardando uma enorme faixa entre a estrada e o mar. Bom trabalho!

01 março 2018

Um safari no Botswana - 6º dia: ainda no rio Khway


O rio Khway, apesar de nesta altura não ter muita água é bonito. A começar pela pontezinha que separa a reserva de Moremi da reserva do Khway.
E apesar de nalgumas zonas a água ter sido tanta que matou as árvores como se vê na foto abaixo.


Mas nalgumas zonas ainda se vê o rio

e noutras umas zonas alagadas ainda bastante grandes.

E sobretudo muitos animais, além das aves, como este estranho boi-cavalo, ou gnu (Connochaetes taurinus), com um ar de "diabo" ou de máscara medieval,

as bonitas zebras
e os elefantes comilões ;)

27 fevereiro 2018

Um safari no Botswana - 6º dia: a passarada do rio Khway


Depois de deixarmos as leoas seguimos para as margens do rio Khway. Que é bastante bonito e sobretudo muito povoado: antílopes, elefantes, hipopótamos, zebras, bois-cavalos, há de tudo.
Bem, tudo tudo... enquanto circulávamos nunca deixámos de olhar para as árvores para tentarmos ver algum leopardo mas nada...
Mas ao olhar para as árvores e para as zonas do rio ainda com água descobrimos a imensa diversidade da avifauna.
Como o rolieiro de peito lilás (Coracias caudatus) da foto de cima. Já dos "nossos", os rolieiros europeus, sou fã mas estes são verdadeiramente bonitos com todo aquele colorido. E aliás é a ave oficial do Botswana por isso tinha que estar aqui bem representado.

Os pássaros azuis - estorninho-de-Burchell (Lamprotornis australis) também são bem bonitos. E, apesar de não voarem em grandes bandos como o estorninho comum, fomos encontrando-os de onde em onde, sobretudo à procura de comida no chão.

Os patos marrecos de faces brancas (Dendrocygna viduata) andam em grupos grandes e têm um ar bastante cómico.

Em contraste com este pequeno "diabo" (ou drongo) de olhos encarnados (Dicrurus adsimilis).

Já o íbis branco africano é sagrado (Threskiornis aethiopicus). Por cá temos muitos, cada vez mais, íbis-pretos, mas para ver o íbis-sagrado é mesmo preciso ir a África.

Num troço mais a jusante do rio Khway encontrámos esta família de francolins (Pternistis afer),

mas o mais engraçado foi ver o convívio de guarda-rios malhados(Ceryle rudis) com "picabois", ou "picabúfalos"? de bico encarnado (Buphagus erythrorhynchus) em cima do dorso dos hipopótamos.

E isto sem falar nos "catálogos" diversificados de cegonhas e garças e ainda mais os pelicanos, abetouros, grous, outros patos, outras limícolas, águias, etc..
Nota: alguns dos nomes comuns das aves que dou aqui são um bocado "inventados", ou seja resultam muitas vezes de uma tradução "à letra" do inglês, porque não é fácil encontrá-los em português. Mas como vou tentando identificá-las pelo nome científico sempre ficam a saber o que é.
(continua...)