22 janeiro 2018

Erosão nas Falésias VI

De volta à Praia do Castelo, é engraçado ver o o efeito que a erosão faz às arribas,
uns tempitos depois... As paredes viradas para o mar ruíram e,
onde estavam uns belíssimos algares, como por exemplo (aqui) ou (aqui), estão agora uma espécie de "abrigos", onde até a vegetação começa a despontar...

16 janeiro 2018

Um safari no Botswana - 6º dia (de manhã): as leoas do rio Mbudi


Tomámos o pequeno almoço antes do nascer do sol. Aliás nasceu quando estávamos a comer à volta da fogueira.

Estava mesmo frio, penso que menos de 10 graus. O que vale é que no carro de safari estavam uns cobertores à nossa espera: com o frio que estava e num carro aberto tínhamos mesmo que ter a ajuda dos cobertores.
A primeira paragem foi junto a um "ninho" de mabecos, os cães selvagens de África. Que continuaram a dormir bem enroscadinhos. É interessante como a generalidade dos animais pequenos são engraçadinhos: estes pareciam uns cachorrinhos mas em adultos ficam mesmo muito feios.


Depois seguimos em direcção ao rio Mbudi. O guia entretanto pára para nos mostrar uma pegada de leão. Há uns guias muito bons: este mesmo a guiar num intricado de picadas ia descobrindo coisas interessantes.

E, pouco depois, quando atravessámos, a vau, o rio Mbudi (ou um dos seus afluentes), demos com 3 leoas.

Que iam olhando para nós mas seguindo o seu caminho.

A da foto de cima, que parecia mais velha do que as outras (não é que eu perceba alguma coisa de leões) resolveu atravessar o vau que tínhamos utilizado. Mas sabendo muito bem onde punha as patas para se molhar o mínimo possível.

Esta gostou de ter assistência, afinal estavam ali uma meia dúzia de carros e, por conseguinte, uma meia centena de pessoas a olhar para ela, e deitou-se no meio da estrada.

Nós seguimos para outras paragens (continua...)

12 janeiro 2018

Um safari no Botswana - 5º dia: do delta a Moremi


O 5º dia foi essencialmente de deslocação entre o acampamento do delta e o Hyena Pan Lodge onde iríamos ficar 3 noites.
Saímos relativamente cedo do delta, até à estação dos mokoros. Mas o motorista que nos vinha buscar nunca mais aparecia. Nem o nosso, nem o de outro grupo que entretanto chegou também. Como mesmo nos confins de África também há telemóveis, ficámos a saber que um outro jipe tinha encalhado numa das pontes e que os carros estavam à procura de um caminho alternativo. Ao fim de mais de uma hora chegaram os carros de safari, carregámos tudo e partimos de encontro ao nosso autocarro (onde tínhamos deixado a maior parte da bagagem) e ao novo guia (e novo carro de safari) que nos iria levar para a Reserva de Caça de Moremi.
Como continuava a não haver a tal ponte, o motorista tentou regressar pelo caminho alternativo. Mas estava sempre a enterrar-se. Acho mesmo que ele não fazia ideia como é que se guiava em areia!!! De vez em quando tínhamos que sair do carro e ir uns bocados a pé!?!?, umas vezes chegou mesmo a pedir aos passageiros para empurrarem, coisa que nunca fiz... E não ouvia nenhuma das nossas sugestões sobre "ali ao lado não tem areia nem ramos, dá para passar melhor". Às tantas o guia resolveu que ia ser ele a guiar enquanto o motorista corria à frente do carro para encontrar o melhor caminho. Nunca tinha visto um carro de safari com problemas por causa de umas areiazinhas!!!! Enfim, ao fim de bastante tempo chegámos ao ponto de encontro, trocámos as bagagens e seguimos com o novo guia em direcção a Moremi.
Parámos para almoçar junto ao portão sul da reserva e atravessámos a reserva até ao portão norte, por uma estrada um bocado aborrecida: a floresta de mopani (Colophospermum mopane) estava muito densa e não se viam animais. É verdade que também era hora do calor, mas mesmo que não o fosse não se iria ver grande coisa...
E por fim, depois de atravessarmos o portão chegámos ao rio Khway, onde vimos esta curiosa família de hipopótamos, com um adulto e duas crias de idades diferentes.


Pouco depois, quando íamos atravessar a vau o rio Mbudi (qualquer dia deve haver uma ponte porque estavam já os materiais de construção à beira da estrada), demos de caras com um grupo de elefantes. Parecia que o passeio se ia tornar mais interessante. A travessia até foi bastante engraçada e numa das outras vezes que a fizemos lembrei-me de filmar (mostrarei noutro dia).

Continuámos estrada fora, até um desvio para uma picada, sempre no meio de floresta de mopani. Mas desta vez com mais sorte: através daqueles arbustos/árvores conseguimos ver outro grupo de elefantes que, pelos vistos, gostam bastante das suas folhas.

À beira da picada iam aparecendo uns pequenos lagos, quase todos praticamente secos, um ou outro com alguma água e alguma avifauna, sobretudo garças.
E por fim o guia diz-nos que estamos a chegar. E demos de cara com mais um elefante, este bastante grande, a atravessar a picada com ar de quem vinha de uma zona com água.


E logo a seguir a surpresa: o lodge estava à beira de um lago com as margens apinhadas de elefantes!

Os da foto de baixo estavam do outro lado do lago mas iríamos ver alguns bastante perto do lodge (continua...)

04 janeiro 2018

Gil Eannes: de navio hospital a "centro de mar"


O navio Gil Eannes, desde a última vez em que o retratámos aqui foi bastante remodelado. A zona de "navio" aparentemente não teve alterações,

mas a zona de "hospital" foi bastante remodelada.

Está muito melhor iluminada, abriram mais salas e acrescentaram uns "manequins" bastante ilustrativos.

Nalgumas salas a sensação que se tem é que está lá alguém.

E tem também um novo espaço, com uma entrada separada,

onde está instalado o "Centro de Mar" de Viana do Castelo, com uma justa homenagem ao Professor Ernâni Lopes.

Esse espaço não tive tempo de visitar, vi só que tinha uma exposição sobre a ligação de Viana ao Mar, com muitos postos multimédia, que me pareceu interessante. Terei que lá voltar.