23 maio 2017

Florestas submersas


Quando ia assinalar os 19 anos do Oceanário de Lisboa (celebrados ontem), lembrei-me que nunca publicámos nada sobre a "nova" exposição temporária "Florestas Submersas".

E vale mesmo a pena visitar. Depois de entrar por um corredor que mostra as florestas tropicais,

chega-se a uma grande sala forrada de aquários de água doce.

Na sala quase só os aquários estão iluminados, em grande parte por luz natural, e o ambiente convida à tranquilidade.

Para além dos aquários existem também alguns "spots" interactivos, onde se podem ouvir os sons da floresta e dos seus animais.

Vale bem a pena a visita!
Mais aqui

16 maio 2017

Lagares Rupestres

Mais do que uma simples bebida alcoólica milenar, muito além de um simples produto mercadológico, o vinho é também sinónimo de ritual, de lazer, de boa companhia, de mistério a ser desvendado, de obra de arte, de dom divino e tantas outras concepções que podem derivar da relação íntima e única que cada apreciador, existente ao redor do planeta, é capaz de elaborar. Jornal "O Farroupilha" (RS), 04/06/2009
Deleitei-me com este livro, que já vai na 3ª Edição, de autoria de Adérito Medeiros Freitas, também ele o fotógrafo de serviço. Ainda bem que podemos constatar que uma Câmara Municipal, como a de Valpaços, bem no interior deste nosso país, decide apostar na divulgação do seu património mais íntimo: neste caso, lagares rupestres escavados na rocha. 
É fundamental preservá-los e evitar a sua profanação, já que são memórias de outros que, muito antes de nós, perceberam que o vinho era uma bebida realmente mágica. Espreitem aqui .

10 maio 2017

80 Anos! Parabéns Creoula e Santa Maria Manuela


Depois de longos anos na pesca do bacalhau estão agora, com esta linda idade, ao serviço da sociedade, dando a conhecer os mares ao cidadão comum.

07 maio 2017

Um passeio no montado (1)


Há uns anos no âmbito de um trabalho sobre Inovação em Meio Rural recomendaram-me que entrevistasse o Eng.º Francisco Almeida Garrett da Casa Agrícola das Herdades de Monte Novo e Conqueiro. Foi uma das entrevistas mais interessantes que fiz, quer pela simpatia e entusiasmo da pessoa que entrevistei (viram o documentário da BBC, "Forest in a Bottle"?) quer pela diversidade e complementaridade das produções e actividades, na maior parte dos casos cobrindo toda a cadeia de valor e, sobretudo, pelas diversas inovações introduzidas, de forma incremental e continuada.
Desta vez voltei lá num passeio organizado pela Montis. Além de valer pela paisagem, este "passeio da biodiversidade" visava conhecer um modelo de gestão produtiva num território localizado em Rede Natura.

A diversidade do montado aqui é notável, com sobreiros centenários e outros mais novos, áreas de matos e de pastagem, onde conseguimos ver corços e javalis, charcas, pequenas albufeiras e ainda galerias ripícolas que servem de abrigo a inúmeras aves.

O perigo de incêndio é uma das maiores preocupações (se é que não é a maior), levando mesmo a condicionar o acesso à propriedade em épocas críticas. Daí ser fundamental assegurar a gestão dos matos que aliás é feita de forma exemplar: em vez de utilizar grades de discos que são muito "eficientes" mas que não só deixam o solo demasiado descoberto, trazendo problemas de erosão e de redução do seu teor orgânico, como também podem destruir os sistemas de raízes superficiais dos sobreiros, o controlo é feito com recurso a corta-mato que com a ajuda do gado permite manter pastagens "biodiversas".

A diversidade das flores, dominada pelos rosmaninhos, era mesmo notável.

E até encontrámos alguns povoamentos bem conservados de halimium verticillatum, um endemismo lusitano que ocorre nas charnecas de montado.

Mas a propriedade não se limita ao montado. Olivais e vinha que dão origem a um azeite excelente e a vinhos muito agradáveis, pinheiro manso para a produção de pinhão, culturas de luzerna e produção pecuária (bovino mertolengo e porco preto), convivem com a produção de cortiça e ainda com actividades cinegéticas e com uma cultura inovadora de sobreiro de regadio. Mas essa história fica para mais tarde...

30 abril 2017

Beltane


A grande festa da fertilidade da Mãe Terra marca o início da estação clara. Bom Beltane!

22 abril 2017

Anta-Capela de S. Dinis

Alguns católicos, sempre tiveram a mania de se apropriar de tudo por onde passavam... À sua imagem e semelhança...
Sobretudo, quando se trata de lógicas e religiosidades que nunca entenderam.
Foi o que aconteceu em Pavia... Transformaram uma anta, numa capela, que acaba por estar hoje quase no meio da localidade.

Aconteceu no século XVII. Enfim... Apesar da falta de respeito pelos outros, mais antigos, que por lá passaram, continua a ser um local de culto...

15 abril 2017

Mar transparente


Mesmo quando está (quase) sossegado,

o nosso mar é muito bonito.






07 abril 2017

Moinho da Pipa


Quando se vai para Noudar, seguindo em frente em vez de atravessar a ponte sobre a ribeira Múrtega, cerca de 100 metros depois, damos com uma zona mais larga, onde termina a estrada e está, na parede de rocha, uma estatueta da Senhora da Pipa. Um pouco mais à frente, à beira de um caminho, vê-se um açude e um moinho de água.

Este moinho já não funciona, mas a estrutura foi recuperada

e dá para imaginar como seria o seu funcionamento.

O moinho da Pipa está classificado e fica aqui hoje para assinalar o Dia Nacional dos Moinhos que se celebra a 7 de Abril.

A paisagem à volta é muito bonita com as formações rochosas e a vegetação reflectidas na água, ou seja vale a pena fazer o desvio.

02 abril 2017

Santa Maria Manuela

Construído para a pesca do bacalhau, o Santa Maria Manuela é o irmão gémeo do Argus, do Gazela I e do Creoula.
Sendo um dos poucos sobreviventes da Frota Branca Portuguesa, é uma testemunha viva dessa epopeia, só comparável à dos Descobrimentos Portugueses.
 Hoje, sai da Marina da Expo em direcção a Greenwich, onde, de 16 a 26 de Abril, irá efectuar uma viagem de 1040 milhas náuticas até Sines.
Algumas fotografias do descanso, antes de se fazer ao mar.

26 março 2017

Monte da Abegoaria


Quem passa na estrada de Mourão para a Amareleja decerto já viu do lado esquerdo uma placa que indica "Monte da Abegoaria" e, ao longe, este lindíssimo conjunto edificado. Já várias vezes tinha ido ao "google" tentar perceber o que seria este monte mas sem sucesso, nem sequer é património classificado municipal.

Há uns anos tentei seguir a estrada indicada pela placa mas o caminho estava tão mau que acabei por desistir. Desta vez pareceu-me que a estrada tinha sido arranjada e entrei mesmo.

Junto aos portões deu para perceber que o monte estava em obras. Uma pessoa que veio até ao portão disse-me que o monte tinha sido comprado há pouco tempo e que estava a ser arranjado. E confirmou que a estrada era nova. Comentei que dava para um bom hotel ou pousada e o senhor respondeu que seria uma possibilidade dado que os donos eram amigos dos "senhores do Pestana".

Não pedi para entrar. Talvez numa próxima...

Na área envolvente deu gosto ver a cor da terra e que os campos estavam a ser trabalhados.

19 março 2017

Fundação Oceano Azul


No dia 17 foi apresentada a Fundação Oceano Azul que surge na sequência da concessão do Oceanário de Lisboa pela Sociedade Francisco Manuel dos Santos.

A Fundação assume como Missão "Contribuir para um Oceano produtivo e saudável em benefício do nosso Planeta", tendo como Visão "Um oceano saudável é essencial para o desenvolvimento da humanidade".

A actuação da Fundação baseia-se no motto “Do Ponto de Vista do Oceano” que transformou em três pilares de acção:
    Literacia - Preparar uma geração azul através de programas educacionais para crianças de idade escolar e aumentar a percepção do público sobre o desafio da sustentabilidade dos oceanos, dando sempre uma voz ao oceano.
    Conservação - Proteger, valorizar e promover o nosso capital natural azul, apoiando as áreas marinhas protegidas e outras utilizações sustentáveis do oceano.
    Capacitação - Promover a gestão integrada do oceano, baseada em valores éticos e baseados em conhecimento científico; apoio a uma economia azul inovadora e amiga do ambiente.

Oxalá seja um sucesso!

Mais sobre a Fundação Oceano Azul aqui.

12 março 2017

Salpicos...

Quando tudo fazia prever que o Sol e o calor iam chegar por uns tempos,
a temperatura desceu e o céu nublou.
Assim, recordar uns salpicos quando fazia bom tempo no Algarve, na semana que antecedeu o fim de 2016, faz-me bem...