08 dezembro 2017

O Farol de Aveiro

É verdadeiramente imponente com os seus 62 m de altura, dominando a barra da ria que lhe deu o nome.

Porque na realidade o farol está na praia da Barra que pertence ao concelho de Ílhavo.
E é também um edifício bastante bonito.
Como passei por ali numa 6ª feira não apanhei o horário das visitas.

Mais sobre este farol aqui

01 dezembro 2017

Restauração da Independência - O Hino

O Hino da Restauração, alusivo ao 1º de Dezembro de 1640, foi criado em 1861, por Eugénio Ricardo Monteiro de Almeida (música) e Francisco Duarte de Almeida Araújo e Francisco Joaquim da Costa Braga (poema), para a peça teatral - Restauração de Portugal, dedicada ao rei D. Pedro V; foi estreada no dia do aniversário de seu pai, o rei-viúvo D. Fernando II, sendo este o tema que acompanhava a coroação do rei D. João IV.

Letra original:

Lusitanos, é chegado 
O dia da redempção
Caem do pulso as algemas
Ressurge livre a nação

O Deus de Affonso, em Ourique
Dos livres nos deu a lei:
Nossos braços a sustentem
Pela pátria, pelo rei

Às armar, às armas
O ferro empunha;
A pátria nos chama
Convida a lidar.

Excelsa Casa, Bragança
Remiu captiva nação;
Pois nos trouxe a liberdade
Devemos-lhe o coração.

Bragança diz hoje ao povo:
"Sempre, sempre te amarei"
O povo diz a Bragança:
"Sempre fiel te serei"

Refrão

Esta c'roa portugueza
Que por Deus te foi doada
Foi por mão de valerosos
De mil jóias engastada.

Este sceptro que hoje empunhas
é do mundo respeitado,
Porque em ambos hemispherios
Tem mil povos dominado!

Refrão

Nunca pode ser subjeita
Esta nação valerosa,
Que do Tejo até ao Ganges
Tem história tão famosa.

Ama-a pois, qual o merece;
Ama-a, sim, nosso bom rei
Dos inimigos a defende, 
Escuda-a na paz, e lei.

Refrão

Ai! Se houver quem se atreva 
Contra os lusos a tentar,
O valor de um povo heróico
Hade os ímpios debellar.

Viva a Pátria, a liberdade,
Viva o regime da lei
A família real viva,
Viva, viva o nosso rei.

Refrão

Criado antes da revolução republicana, o hino deixou de poder ser cantado após Outubro de 1910. No entanto, a grande popularidade que o hino tinha entre o povo, permitiu-lhe sobreviver e, após muitas hesitações, a letra original foi mudada, de forma a não afrontar o regime que ainda hoje vigora.

Letra actual:

Portugueses celebremos
O dia da Redenção 
Em que valentes guerreiros
Nos deram livre a Nação

A fé dos campos de Ourique
Coragem deu e valor
Aos famosos de Quarenta
Que lutaram com ardor.

P'rá frente! P'rá frente!
Repetir saberemos
As proezas portuguesas.

Avante! Avante!
É a voz que soará triunfal.
Vá avante mocidade de Portugal!
Vá avante mocidade de Portugal!

Música do Hino


24 novembro 2017

Um safari no Botswana - 4º dia: o passeio de mokoro (3)


As aves eram um bocadinho mais ariscas, mas não muito mais, com excepção das várias espécies de garça que fugiam logo. O que não me preocupava muito porque são iguaizinhas às que temos por cá...
As cegonhas africanas de bico aberto (Anastomus lamelligerus) estavam em grande confraternização quando chegámos perto delas. Algumas levantaram voo, mas outras, mais afoitas, ou mais inconscientes, deixaram-se ficar.


O cucal do Senegal (Centropus senegalensis) não nos ligou nenhuma

e o guarda-rios (Ceryle rudis) menos ainda,

pois o que estava era interessado em apanhar algum peixe.

Os estorninhos (?) também nos ignoraram

e só este pernilongo (?) é que olhou para nós com ar desconfiado: pareceu-me que tinha o ninho ali por perto

(continua...)

22 novembro 2017

Um safari no Botswana - 4º dia: o passeio de mokoro (2)


Como tinha dito, como o mokoro se movia silenciosamente, conseguíamos aproximarmo-nos bastante dos animais. O elefante da foto de cima deliciava-se com os arbustos que estavam perto da margem.
E as zebras começavam por olhar para nós com curiosidade,


depois, devagarinho (mas ruidosamente), afastavam-se para a outra margem do lago,

onde ficavam calmamente a ver o que fazíamos.

As girafas eram mesmo as mais cuscas! Uma ainda espreitava por trás da vegetação,

mas esta outra, que apanhei já no regresso, olhava para nós descaradamente.
A rãzinha coitada é que nem se atrevia a mexer-se quando o guia agarrou no junco para ma mostrar e depois para a pôr num ângulo em que eu a conseguisse fotografar. Mas ficou bonita :)
Com as aves foi o mesmo, mas essa é outra história...

17 novembro 2017

Um safari no Botswana - 4º dia: o passeio de mokoro (1)


Nesta manhã, depois de falar com o guia e transmitir-lhe a minha ideia - "contratar" um dos "pole drivers" e ir fazer um passeio de mokoro, em vez do previsto passeio a pé - fiquei à espera que os meus companheiros de viagem saíssem (não fosse mais algum, ou alguns, querer vir também) e saímos.
Passear de mokoro no delta é uma experiência fantástica! E como cheguei à conclusão que tinha uma selecção de trinta fotografias só deste passeio, vou só publicar agora uma ideia do que foi o passeio e depois, noutras oportunidades, a fauna e flora que fui encontrando pelo caminho...
No grande lago junto ao acampamento, vimos primeiro um elefante que se aproximou bastante da margem (fotos mais tarde) e depois lá estavam os hipopótamos que tínhamos ouvido toda a noite. Não percebi se não gostaram da nossa presença, ou se eram só "cuscos", mas começaram a aproximar-se devagarinho e achámos que era melhor seguir viagem, até porque no grupo estava um mais novinho.


Seguimos pelo canal que existia no outro topo do lago, entre caniçais, juncos, nenúfares e ervas flutuantes.

Um pouco mais à frente, noutro lago mais pequeno, estava uma manada de zebras e umas girafas que até nos deixaram aproximar bastante. Foi giro ver as zebras atravessar a água (fotos mais tarde) para ir ter com as girafas e com o barulho que faziam parecia que andava por ali um barco a motor.

Havia zonas em que os nenúfares, com as suas grandes folhas, quase cobriam a superfície da água. Fiquei a saber que as flores fechavam durante a noite e teoricamente deveriam abrir com a luz do dia, de maneira que ainda me fui entretendo a avisar algumas que já era dia ;) .

Há canais que quase não se vêem porque são invadidos pelas ervas flutuantes. Só mesmo os guias é que sabem que se pode passar por ali. Num destes parecia mesmo que estávamos a navegar num prado. Ainda chegámos a outro lago mais pequeno cheio de passarada quando o guia desata a puxar pelo mokoro para trás e a dizer "hiena! hiena". Que só ele é que via porque ia em pé, mas com o mokoro a deslizar bem depressa e eu com a máquina ao pescoço nem me atrevia a tentar levantar. Quando chegámos à ilha ou península onde estavam as hienas, e depois do mokoro encalhado, consegui levantar-me e vê-las mas já bem longe (também não é um bicho que eu ache entusiasmante por isso não fiquei muito frustrada por só ter tirado umas fotos fraquinhas...)

Continuámos o passeio, agora para um outro lago mais a sul, onde estava um grande grupo de cegonhas africanas de bico aberto (Anastomus lamelligerus) e mais umas quantas outras aves (fotos mais tarde).
E estava na hora de regressar. Tornámos a passar pelo grande lago dos hipopótamos e por fim chegámos ao canal em frente ao acampamento. Fomos até um pouco mais à frente para ver se andava por lá o hipo da véspera mas não estava e voltámos para o acampamento.


Os outros já tinham voltado do passeio a pé e disseram que não tinha sido nada de especial, inclusivamente viram menos animais que na véspera. Tive alguma dificuldade em esconder um grande sorriso quando lhes dizia que sim, que o passeio de mokoro tinha sido "bastante" interessante.
Em baixo está um esquema aproximado do passeio tirado do GoogleEarth. Pelas minhas contas foram três horas de passeio para percorrer cerca de 10 km de lagos e canais. A repetir algum dia...

10 novembro 2017

Cabo da Roca & arredores

Era Sábado e decidimos ir até ao «Moinho D. Quixote» beber um Jameson... de 5 anos, claro, porque o mais antigo já começa a não cair bem...
Depois da beberagem, diga-se de passagem, bebida com uma vista fabulosa, decidimos investigar onde ia dar uma estrada de terra batida à esquerda, quando se sai do parque de estacionamento.
Acabámos numa arriba com uma paisagem de eleição sobre a praia do Guincho, ao lado de um vale, também ele lindíssimo, que acaba no mar.
Seguidamente, fomos em direcção ao Cabo da Roca, não sem antes virarmos à direita e passarmos pela praia da Ursa. "Alpinismo" quanto baste...
Por último, hei-lo, sempre igual a si próprio, o ponto mais ocidental do continente europeu, mas não de Portugal, com aquela costa linda, a perder de vista.
Já de regresso a Lisboa, ainda parámos na estrada, antes da «Boca do Inferno», para ver o que restava do crepúsculo, com aquele gradiente de cores tão bonito e característico.
Foi, o que se pode dizer, uma tarde bem passada!

04 novembro 2017

Volvo Ocean Race 2017-2018: a escala de Lisboa


Até amanhã, dia em que partem para o 2º troço do ainda muito grande percurso a percorrer (clique no mapa para visualizar as características deste troço e o resto do percurso)

as embarcações da regata estão em Lisboa, num "village" com muitos atractivos (clique no esquema para aceder ao programa).

Mas o que é mesmo emocionante é assistir às regatas e é possível vê-las de inúmeros locais deste magnífico anfiteatro que são as margens do rio Tejo. Na foto abaixo uma imagem de uma das regatas de treino.

E na seguinte (foto da Garina do Mar) a emocionante rondagem da última bóia do percurso da "In-port race" que teve lugar ontem.

Mas também pode assistir "on-line", através da página da regata e ter acesso às explicações do que se está a passar e a fantásticas imagens como as abaixo (clique na imagem abaixo para ter acesso à página da VOR onde poderá ver amanhã a partir das 14h (ou até antes) a largada do 2º troço e toda a informação sobre a regata).

Se clicar na imagem abaixo pode ver em 150s, os momentos mais emocionantes da regata In-Port de Lisboa, incluindo a renhida chegada em que o Team Brunel ganhou por 8s ao Team Mapfre.

e na imagem seguinte o vídeo completo dessa regata.

31 outubro 2017

Samhain


É nesta noite que a estação clara cede lugar à estação escura. E é a noite em que os dois mundos se encontram através do Sid.
Mas é também a transição para o novo ano que agora começa.

Bom Ano Novo!

27 outubro 2017

Um safari no Botswana - 3º dia: o passeio a pé


Não gostei muito do passeio a pé. Primeiro, porque era um passeio de um grupo de 12 pessoas mais dois guias, em que nem todas teriam bem (ou mal) a noção do que era uma aproximação aos animais da selva...
Estavam previstos dois passeios, um ao fim do dia, mais curto, que duraria até ao pôr do sol, e outro na manhã seguinte, mais longo.
Depois o passeio para mim começou mal. Estava marcado para as 16h30 e eu, que não uso relógio nestas coisas, até ia de vez em quando vendo as horas na máquina fotográfica para ter tempo de me organizar. Estava a acabar um capítulo de um livro quando um dos guias me vem dizer: "estamos todos à sua espera!" Uups... ter-me-ia enganado nas horas à conta da diferença de fusos horários? É que para mim eram 15h30. Nem pensei: fui a correr para a tenda, calcei os sapatos, enchi o cantil e nem sequer organizei o que ia levar de material fotográfico... agarrei mesmo na mochila não me fosse esquecer de alguma coisa, levando por isso muito mais carga do que tinha pensado.
Quando saio da tenda tinha todo o grupo a olhar para mim e seguimos, indo eu pelo caminho a tirar a máquina, à procura do melhor sítio para amarrar o cantil, a pôr protector solar porque afinal estava muito mais sol do que tinha pensado...
Terminada a logística, e depois de mandar o guia que fechava o grupo desligar o telemóvel onde ele ia recebendo mensagens, resolvi perguntar a um dos meus companheiros de aventura que horas eram. "15h50" diz-me ele... "saímos mais cedo do que estava previsto." Pois, bem mais cedo... Enfim... agora era seguir com o passeio.
Pouco depois o guia faz sinal: uma girafa. Eu segui a técnica do costume: uma primeira foto e só depois tentaria a aproximação, até porque com gente a falar, a fazer "piii" cada vez que ligavam ou desligavam as máquinas, não deveríamos conseguir chegar muito perto...
No entanto, por estranho que parecesse, a girafa não saía de onde estava...


Comecei a tentar perceber o que se passava e vi, até mais perto de nós, uma jovem girafa que, cusquinha, tentava perceber quem nós éramos. Avisei o guia: "a girafa não sai dali porque tem uma cria e está a protegê-la, não faz sentido aproximarmo-nos tanto, só servirá para a stressar". O guia que não tinha visto a cria, foi dizendo que sim mas nada fez para se afastar. Foi preciso eu ir explicando um a um que estávamos a perturbar a girafa e lá seguimos viagem.

Um pouco mais à frente estava um elefante. Como estávamos contra o vento não nos sentiu logo e continuou entretido a comer folhagens.

Depois foi uma manada de impalas que passou a correr entre nós e o elefante. Essas viram-nos e pararam a uma distância a que se sentiam seguras. E ainda vimos mais duas girafas, essas bem mais ariscas do que as anteriores...

Entretanto era hora de começarmos a regressar. Mesmo assim sugerimos ao guia um pequeno desvio para nos tentarmos aproximar mais um pouco do elefante. Por essa altura ele já nos tinha visto mas ia-se afastando tranquilamente... Até o vimos a abanar uma palmeira para deitar abaixo os frutos, mas essa cena não consegui fotografar.

E regressámos, pela margem do grande lago que estava próximo do acampamento, ouvindo os hipopótamos a resfolegar mas sem os vermos (nem a eles nem ao pôr do sol) porque os juncos eram altos e o guia ia a uma velocidade tal que nem dava para parar para uma foto.
Só mesmo à chegada ao acampamento é que consegui fotografar as árvores iluminadas por um sol que já tinha desaparecido.


Estava decidido! No dia seguinte não iria fazer o passeio a pé! Até porque tinha uma ideia que me parecia bem mais interessante mas que só podia pôr em prática depois dos outros saírem...
(continua...)