31 janeiro 2009

Imbolc: o renascer

Pouco a pouco as noites recuam perante o crescimento do dia, o frio começa a amenizar e a natureza vai saindo do torpor em que se recolheu. A celebração do Imbolc representa a purificação, uma lavagem,
uma preparação para o renascer da vida. Bom Imbolc!

29 janeiro 2009

Gorongosa: no rio Mussicadzi

Um inhacoso, ou piva (fêmea ou juvenil?) bebe água tranquilamente
mas o crocodilo anda por ali...
bem como outros que não se mostraram!

20 janeiro 2009

Parque Nacional da Gorongosa: a história

O Parque Nacional da Gorongosa começou por ser uma reserva de caça, da Companhia de Moçambique, criada em 1920, e com uma área de 1000 km2 que, em 1935, foi alargada para 3200 km2.
Em 1951 começou a construção do “acampamento do Chitengo”, dado que o anterior campo turístico foi abandonado dois anos depois de ser construído, devido às cheias (tornou-se a “Casa dos Leões”).
A Gorongosa foi nomeada Parque Nacional pelo governo português, em 1960, ficando com uma área de 5300 km2 (posteriormente reduzida para 3770 km2) e o Chitengo foi ampliado para receber pelo menos 100 turistas
(estive lá! em 70 ou 71! era um espectáculo!!).
Em 1983, devido à guerra em Moçambique, o Parque foi encerrado e abandonado e todas as construções foram destruídas. Os mamíferos foram praticamente todos dizimados durante a guerra, e também nos dois anos seguinte devido à caça furtiva.
Em 1994, o Banco Africano de Desenvolvimento iniciou um plano de reabilitação da Gorongosa, reabrindo cerca de 100 km de estradas e caminhos e formando guardas.
Finalmente, em 2004, a Carr Foundation, de Greg Carr, e o Governo de Moçambique fizeram um acordo para a recuperação da Gorongosa: foi criado um Santuário de Fauna Bravia com 6 mil ha, para reintrodução de fauna, e foi já recuperado o acampamento do Chitengo
(estive lá em Novembro! e vai por muito bom caminho!!).
Para saber mais visitem ou vão à BTL, ao stand de Moçambique, de 21 a 25 de Janeiro.
E vão passando por aqui que eu vou mostrar muito mais coisas!!!

09 janeiro 2009

Seno Petronero: a enseada da Pederneira

"Do alto deste grande morro descobre-se de aeroplano um largo panorama - o mar infinito, a ampla baía formada pelos montes, a branca Nazaré ao pé da areia..."
in "Os Pescadores", Raúl Brandão
Seno Petronero era o nome do antigo porto da Pederneira, localizado nas zonas baixas do vale do rio Alcoa, que desagua nesta enseada. Os ataques do mar levaram à relocalização da povoação da Pederneira para o local onde está hoje, no topo da colina. Depois, o assoreamento progressivo do rio e que simultaneamente deu origem à acumulação de areias na base da encosta, levou ao encerramento do porto e ao crescimento da Praia da Nazaré, que teve origem como "póvoa de pescadores". O actual porto de pesca (e recreio) localiza-se entre a foz do rio Alcoa e a vila da Nazaré.
"Pederneira era uma villa muito antiga e que por tres vezes foi cabeça de concellho"
"a villa da Pederneira, que tinha foral antigo, e cujos edifícios, primeiro fundados na praia, tiveram de mudar para o logar que hoje occupam para fugir aos ataques do mar"
in "Os Portos Marítimos de Portugal e Ilhas Adjacentes", Adolfo Loureiro
"Como porto marítimo ninguém, porém, pensou mais no da Pederneira, cuja existência e papel, que chegou a representar, só se conservou na tradição dos povos, porque poucos são os documentos escriptos que a elle se referem"
"Dos terrenos onde hoje existe a Nazaré, a seus pés, nada existia até então, para além do mar mais calmo ou mais bravio conforme o tempo, embora sempre protegido do Norte pela saliência da costa onde já então existia o sítio"
in "Algumas alterações, históricas e modernas, das "zonas húmidas" em Portugal Continental", Baeta Neves

05 janeiro 2009

Santa Carolina (2)

Os "aquários" por lá também são liiiiindos!!